[1] _A lingua portuguesa, noções de glottologia geral e especial
portugueza_, por F. Adolpho Coelho.
[2] _Historia do theatro portuguez no seculo XVIII_, pag. 153.
[3] O sr. visconde de Castilho (Julio) quando, ao descrever uma noite
de S. João na quinta da Boa Vista em Carnide, põe Vieira Luzitano, que
nasceu em 1699, a arranhar na banza, como outros rapazes, «os accordes
lacrimosos e dulcissimos de um fado», dá a esses accordes um nome que
se não podia referir á epoca do serão, mas emprega uma designação
generica em o nosso tempo, por dar a impressão da indole melancolica
que sempre tiveram entre nós as canções populares.
Tomada ao pé da lettra, com relação áquella época, a palavra _Fado_
seria um anachronismo.
[4] «É um canto plangente, estremamente singelo em estylo de fabordão.
Pode-se por isso acreditar na sua origem popular; tem pelo menos esse
caracter.» Ernesto Vieira, _A arte musical_, n.ᵒ 79, IV anno.
[5] _A ultima nau portugueza_, reminiscencias por Theodoro José da
Silva, Lisboa, 1891.
[6] _O Povo Portuguez nos seus costumes, crenças e tradições_, vol. I,
pag. 62.
[7] _O Povo Portuguez nos seus costumes, crenças e tradições_, vol. I,
pag. 385.
[8] Pag. 321.
[9] Ainda em 1886 o sr. Borges de Figueiredo escrevia no seu livro
_Coimbra antiga e moderna_: «A viola foi sempre um dos instrumentos
mais favoritos dos conimbricenses. Nas serenatas do Mondego e n’outras
pelas ruas e suburbios da cidade, reina ella a par da flauta e do
violão (viola franceza), já enchendo os ares de suas harmonias, já
formando o acompanhamento de graciosos cantares.»
[10] _Revista Portugueza_, n.ᵒ 6, 1894-95.
[11] No mesmo periodico, n.ᵒ 1.
[12] Os nomes d’estas canções variam, segundo o seu genero, de terra
para terra: são _cantigas_, _modas_, _lôas_, _reisadas_, _chulas_,
_trobos_, _remances_ (nos Açores, _aravias_) _jacras_ (xácaras) etc.
[13] Ernesto Vieira, _Dicc. Mus._
[14] _A Tradição_, revista de ethnographia portugueza, IV anno, n.ᵒ 1.
[15] _Historia da poesia popular portugueza_, pag. 89, e _Epopeas da
raça mosarabe_, pag. 321.