CAPITULO IV.

Como se cura o tabaco depois de torcido em corda.

Feita a corda do comprimento, que quizerem, e enrodilhada em hum páo,

se desenrola cada dia, a saber, pela manhã, e a noite, e passa-se

a outro páo, para que não arda: e na passagem se vai torcendo, e

apertando brandamente, para que fique bem ligada, e dura. E tanto que

ficar preta, vira-se só huma vez cada dia: e como se vai aperfeiçoando,

se diminuem as viraduras, até ficar em estado, que se possa recolher

sem temor de que apodreça. E commummente este beneficio costuma durar

quinze, ou vinte dias, conforme vai o tempo, mais ou menos humido, ou

seco.

Segue-se a traz disto o que chamão ajuntar, que vem a ser, pôr tres

bollas de corda de tabaco em hum páo, aonde fica, até que chegue o

tempo de enrolar. E entre tanto guardão-se estas bollas no tendal,

que he como hum andaime alto, com seus regos embaixo, para receberem

a calda, que botão de si as bollas; e esta se ajunta, e guarda, para

depois usar della, quando fôr tempo de enrolar.

O ultimo beneficio, que se lhe faz, he o seguinte: tempera-se a calda

do mesmo tabaco com seus cheiros de herva doce, alfavaca, e manteiga de

porco, e quem faz manojos de encommenda, bota-lhe almiscar, ou ambar,

se o tem: e por esta calda misturada com mel de assucar (quanto mais

grosso, melhor) se passa a mesma corda de tabaco huma vez, e logo se

fazem os rolos do modo seguinte:

Cultura e opulencia do Brasil por suas drogas e minas · 第 95 / 131 题