Ha tres rasões que as coisas determinam;
Uma a dos olhos; outra a que escondemos
N'isso ante que os álamos se inclinam;
Outra a que dentro no coração temos,
Que os limites do espaço só terminam:
Coube a primeira em sorte á borboleta;
A outra ao homem; a terceira ao poeta.
E quando João de Deus, á vista d'um retrato, exclama:
És tu! Amo-te e muito! O que fluctua
Na fornalha que o sopro eterno acende,
Não beija a mão do anjo que o suspende
Com mais amor que eu beijo a sombra tua!»
Quem é que fluctua na fornalha acesa pelo sôpro eterno? Será o sol?
Especialmente n'aquelle fragmento que principia na pagina 130, mais
alguns pontos se me deparam, para cuja interpretação me não sinto com
forças. Não te faço mais citações, a este proposito, porque bem póde ser
que toda a gente penetre o que para mim é escuro. Demais d'isto,
parece-me que o poeta nem sempre tem obrigação restricta de moldar os
vôos da sua imaginação pela myopia dos que só podem curvar-se diante das
nuvens que velam a sarça ardente...
Agora, vaes talvez esquecer as manchas que divisastes n'esta joia
litteraria, para festejares comigo quadros esplendidos de poesia
originalissima, rica de sentimento, de graça e de harmonia.
Originalidades litterarias, poucos ha, já agora, que n'ellas creiam.
Escorre de vez em quando, por ahi uma sanie de novidade tão asquerosa
pelas folhas volantes da nossa litteratura de hoje, que os apreciadores
de pituitaria melindrosa, não ha quem os desatrelle da sentença de que
_tudo o que é novo é mau, e que tudo o que é bom é velho_.
_Nihil sub sole novum!_--cantava o Gessner biblico, asseguravam os
juizes de Galileu, e rouqueja Boileau com os demais amphyctiões da
litteratura. Respeitemos o talento; mas aos que duvidam da grandeza do
genio, e pedem ao passado a chave do futuro, atiremos-lhe á face com a
resposta de Galileu:--_E pur si muove._--
Admittida a originalidade, moldada pelo bom gosto, devemos saudal-a em
João de Deus, o poeta mais original que eu conheço entre os nossos
homens de letras. Estudo João de Deus, dês que leio versos, e ainda não
pude encontrar o segredo d'aquella harmonia tão sua, d'aquella elegancia
tão despretenciosa, d'aquelle sentimento que tanto nos captiva a alma,
sem sabermos como.
Ou eu me engano muito, ou da poesia de João de Deus me vêm uns aromas
que não desdizem d'aquella fragrancia que o esposo dos _Canticos_
aspirava nos jardins da Sulamite biblica; d'aquella gravidade scismadora
que resaltava das cordas do psalterio de David; d'aquelle adejar sublime
e vago da aguia de Páthmos. Tranemos agora o mar dos seculos, ponhamos
ao lado das _Flores do Campo_ as fantazias de Schiller a Laura, e verás
que muitos arrojos da imaginação do bardo portuguez não desmerecem a
companhia dos do bardo do norte.
Mas, sobretudo, o que mais me enfeitiça nas _Flores do Campo_ é aquelle
mimo e suavidade que matizam estrophes como estas:
Ah! quando no seu collo reclinado
--Collo mais puro e candido que arminho,--
Como abelha na flôr do rosmaninho
Osculava seu labio perfumado;
Quando á luz dos seus olhos... (que era vêl-os,
E enfeitiçar-se a alma em graça tanta!)
Lia na sua bôca a Biblia Santa
Escripta em letra côr dos seus cabellos;
Quando a sua mãosinha pondo um dedo
Em seus labios de rosa pouco aberta,
Como timida pomba sempre álerta,
Me impunha ora silencio, ora segredo;
.....................................
Quando em balsamo d'alma piedosa
Ungia as mãos da supplice indigencia,
Como a nuvem nas mãos da Providencia
Um lagrima estila em flôr sequiosa;
Quando a cruz do collar do seu pescoço
Estendendo-me os braços, como estende
O symbolo d'amor que as almas prende,
Me dizia... o que ás mais dizer não ouço;
........................................
Tinha o céo da minha alma as sete côres,
Valia-me este mundo um paraizo,
Distillava-se a alma em dôce riso,
Debaixo dos meus pés nasciam flôres.
É assim que João de Deus se recorda da visão fugitiva que lhe doirou os
sonhos de poeta e moço. Mais adiante, parece esquecer o lucto da
saudade, mas não perde a doçura da harmonia:
Como os teus pés são lindos! como é doce
A curva do teu peito!
Oh! se o meu coração fosse o teu leito,
E o teu amado eu fosse!
Que preciosas perolas descobre
Teu meigo, humilde labio!
E virgem! como Deus foi justo e sabio
Em te deixar tão pobre!
....................................
........................
Tu não tens mais do que uma pobre saia,
E essa, curtinha e leve.
Onde o corpo te alteia, a saia avulta;
Onde te abaixa, desce...
És como a rosa! A rosa nasce e cresce,
Não para estar occulta.
O que te falta, pois? os teus desejos
Quaes são? de que precisas?
Ah! não ser eu o marmore que pisas...
Calçava-te de beijos!
Ao terminar a transcripção d'este mimosissimo trecho, sinto não poder
attribuir a João de Deus a chave que o fecha. O aprimorado e suave
oratoriano Manoel Bernardes já tinha dito na sua excellente _Luz e
Calor_, fallando a Jesus menino:
«Menino da minha alma, meu eterno nascido de ainda agora, meu
gracioso molhinho de amores perfeytos, minhas bellezas encantadoras
do coração humano: faze-me Serafim, para que te ame muito: dá-me
limpeza grande em meus labios _para calçar teus pésinhos de mil
osculos santos_: deyxa cahir das conchinhas de teus olhos hua
lagryma sobre meu peyto, etc.» (Pag, 556, ediç. 1724.)
Mas que importa isso? Prouvera a Deus que os plagiatos, de que a
litteratura anda eivada, se pautassem por este!
Vivacidade de expressão, galanteria e graça, podes vêr d'isso um modelo
no madrigal, epigramma, ou como quizeres chamar-lhe, feito _A uns olhos
azues_:
Cáe a folha da rosa pudibunda,
Cáe a rosa da face virginal,
Cáe das nuvens a aguia moribunda,
Cáe o sol na montanha occidental.
.................................
Cáe do céo a centelha incendiaria,
A nuvem cáe, se um sopro Deus lhe dá,
Cáe ante o dia a noite solitaria
Como o falso Dagon ante Jehovah.
Cáe tudo, flôr! cáe tudo; eu só não caio:
Mais do que um rei, que o sol, egual a Deus,
Cahir, mulher! só posso á luz d'um raio
Se elle cahir do céo dos olhos teus!
De vez em quando, o poeta apparece-nos pensador e philosopho; mas, ainda
assim, a razão não vence o sentimento:
Irmãs da Caridade! A Caridade
Tem só duas irmãs--a Fé e a Esperança:
Não traja as côres só d'uma irmandade,
Traja as côres do Arco da Alliança;
Leva sósinha o pão da piedade;
Tira da roda essa infeliz criança...
....................................
Mais longe iria eu, se me propozesse trancrever tudo o que nas _Flores
do Campo_ se apresenta digno dos mais levantados encomios. Assim, por
não alongar em demasia a presente carta, recommendo-te a leitura da
_Heresta_, da _Rachel_, do _Ultimo adeus_, da _Marina_, do _Remoinho_,
do _Leito nupcial_, da _Innocencia_, da _Joven captiva_, e, muito
especialmente, do _Cantico dos canticos de Salomão_.
Lamennais e Renan haviam traduzido esplendidamente o _Cantico dos
canticos_; João de Deus inspirou-se da pastoral de Sulem, e fez um poema
quasi seu: seu pela fórma, pelo colorido, e pela disposição das scenas.
O _Cantico dos canticos_ pertence, como sabes, ao numero dos livros
sagrados, e é ponto inconcusso, entre os padres da Egreja, que os
desposorios de que falla Salomão exprimem a união mystica do Verbo
incarnado com a natureza humana, com a Egreja e com as almas justas.
Os presidentes da synagoga judaica prohibiam a leitura d'este livro a
quem não tivesse mais de trinta annos; e, ainda em tempos do piedoso
João Gerson, nem os doutores o liam antes d'essa edade. E de feito nem
Theocrito nem Florian deram jámais aos seus idylios aquelle perfume
voluptuoso que, por entre flôres de poesia immorredoira, livremente se
respira no idylio de Salomão.
Theodoro Mopsueste teve o ousio de ligar a esse idylio um sentido
exterior, e não mystico, interpretando-o litteralmente, mas foi
condemnado pelo segundo concilio de Constantinopla. Hoje não ha temor de
que a Egreja condemne João de Deus, e todos os que separam da poesia o
dogma, talvez porque a Egreja, boa mãe, não quer vêr o mundo coalhado de
herejes.
E que importam ao leitor as convicções de João de Deus? A alma piedosa
que se edificava na contemplação dos amores da Sulamite, pela versão de
S. Jeronymo, que perde ella contemplando-os na lingua de Camões? «Para
um coração puro, tudo é puro.»--É palavra de Deus, com que o poeta se
auctorisa para trazer a lume a interpretação litteral do _Cantico dos
canticos_.
Já agora, apezar da extensão d'esta carta, deixa-me ainda expôr á tua
vista algumas das paizagens mais seductoras d'este paraizo de amor, onde
a volupia oriental se escoa semi-nua por ondulantes pradarias em flôr.
Ouve:
A SALUMENSE.
Sou trigueira, mas formosa,
Moças de Jerusalem!
Senão, vêde o pavilhão
Que arma em campo Salomão,
Se ha coisa mais preciosa,
E por fóra a cór que tem;
Vêde as barracas dos moiros,
Por dentro tantos thesoiros,
Por fóra, negras tambem.
Não vos dê pois isso pena
Ter assim a côr morena:
Minha mãe mandou-me pôr,
Por culpa de meus irmãos,
De guarda á vinha; o calor
Queimou-me o rosto e as mãos
E eu, a vinha, é escusado
Dizer-vos que nem eu tinha
Senão agora o cuidado
De estar a guardar a vinha.
Oh! para que banda vás
Com o gado, meus amores!
E pela folga onde estás?
Bem vês os outros pastores,
E a gente não adivinha.
Eu não hei de andar atrás
D'esses rebanhos sósinha.
.........................
SALOMÃO.
Que enlevo! que formosura!
A pomba não tem de certo
No olhar tanta doçura:
E fóra o que anda encoberto.
O cabello, em quantidade
E tamanho, é singular;
E não me lembra senão
Das cabras de Galaad
Ques lhes roja pelo chão
Em ellas indo a andar.
Os dentes, em tu abrindo
A tua boca, que lindo!
Nem um rebanho de ovelhas
Todas brancas e parelhas
Quando em sendo tosquiadas
Vêem sahindo do banho
D'uma em uma, enfileiradas,
E atrás d'ellas cada uma
Seus dois gemeos d'um tamanho,
Sem ser maninha nenhuma.
Pois a boca é comparada
A uma fita encarnada.
A voz, ouvil-a é um gosto.
Parte a romã pelo meio
Verás as rosas do rosto;
E fóra no que eu receio
Fallar, que me não é dado.
O pescoço, pensa a gente,
Em o vendo de collares,
Que é a torre exactamente
De David n'esses ares,
De baluartes, e toda,
Lá cima, escudos á roda.
Os peitos, é um casal
De corcinhas, que o seu pasto
São açucenas do valle:
Nada mais timido e casto.
E deitam um cheiro á gomma
Da myrrha mais do incenso,
A ponto que ás vezes penso
Que elles são duas collinas
Por onde aquellas resinas
Espalham aquelle aroma.
Se a esta hora me não accusasses de abuso de paciencia, ainda te repetia
toda aquella mimosa _carta_ que principia:
Maria! vêr-te á porta a fazer meia,
Olhando para mim de vez em quando,
É o que n'esta vida me recreia.
Acordo até de noite, suspirando
Por que rompa a manhã, e tenha o gosto
De te vêr já tão cedo trabalhando.
Desde pela manhã até sol posto,
Que não tens de descanço um só momento;
Por isso tens tão bella côr do rosto!
E eu pallido, Maria! o pensamento
Não é trabalho que nos dê saude,
--Esta imaginação é um tormento!...[10]
Mas... basta. O livro de João de Deus tem defeitos: escaceia a revezes a
ligação dos pensamentos, a clareza das ideias, a exactidão do metro, a
perfeição da rima, e não metteria uma lança em Africa o linguista que
nas _Flores do Campo_ descortinasse, uma vez por outra, impureza e
incorrecções de linguagem. Se, porém, eu mirasse a comprovar, n'esta
rapida e singela revista, com os versos de João de Deus a sympathia e a
admiração que elles me devem, não seria este o espaço que abrangesse
tudo o que alli me pareceu filho d'uma inspiração verdadeira e original.
Demais, o poeta não lucraria com estas transcripções a esmo, sobre não
poderes fazer do livro uma ideia exacta, á mingua de apreciador
conspicuo.
Alexandre Herculano diz bem: a critica em Portugal é impossivel. Mas se
nós todos cruzarmos os braços diante dos Ananias da litteratura que
introduzem a mercancia do encomio, o servilismo e a chocarrice no
santuario das letras, quem expulsará ámanhã os vendilhões, do templo? Já
que me não ouvem, prega tu a estas multidões que não sabem o que amam,
nem o que detestam; e praza a Deus que a tua voz não seja a voz do que
bradava no deserto.
Post-scriptum
Bem avisado andei eu, quando, a proposito dos versos obscuros de João de
Deus, tive a franqueza de conceder que toda a gente penetrasse o que
para mim era obscuro. Os versos nublosos que lá citei, eram, pelo que me
dizem, claros como agua. Um amigo nosso, optimo charadista ao que
parece, pôz-me tudo em pratos limpos; e, pelos modos, o nosso OEdipo tem
artes para desdar o nó aos mais envencilhados enigmas da mais implacavel
Sphynge. Ora eu, que respeito o mysterio mas desadoro o enigma, e a quem
nunca charadas desvelaram as noites, não pasmei de vêr luz onde se me
antolhavam trevas. O discipulo amado de Jesus não jubilaria tanto, se
visse quebrar os sete sêllos do livro que elle viu na visão do
Apocalypse, como eu jubilei quando, a par de outras revelações, soube
que o individuo que _fluctua na fornalha accêsa pelo sopro eterno_ é o
anjo que as lendas piedosas figuram no purgatorio, dando a mão aos que
lá se purgam das culpas temporaes para subirem ás regiões do premio
eterno.
Pelo que vejo, a decifração não era para fazer suar o cabello; mas
confesso-te que, se cem braços eu tivera, como Briareu, para revolver o
embotado escalpello da minha critica, cem braços me desfalleceriam
diante dos cem olhos d'estes Argos que espreitam maliciosos o rumo
indeciso dos mineiros obscuros da justiça e da verdade...
Seguiu-se-me noite de insomnia. Visões estranhas vieram povoar-me o
leito. Sobre o meu travesseiro dormiam comigo as magestosas _Torrentes_
de Theophilo Braga, livro de que, em seguida ás _Flores do Campo_, eu
contava fallar-te. Por cima de mim, por cima do livro, emtorno do meu
leito, adejavam uns demoniosinhos, microscopicos como os lilliputianos
de Gulliver: uns expediam risadinhas agudas, como de feiticeiras em
noites de S. João; outros folheavam o livro e dobravam os joelhos por
baixo das estrophes de mais levantada inspiração; estes murmuravam
monotono kyrie em volta do livro, arrancando-m'o da mão, como da mão
d'um profano se arranca a hostia sacrosanta; aquelles desfaziam o livro
em tiras, entreteciam com ellas uma corôa, e collocavam-n'a na cabeça.
Se me voltava para a direita, os da esquerda escouceavam-me com um
arreganho diabolico; se me voltava para a esquerda, os da direita
afiavam a pequenina dentadura, e arranhavam-me as pantorrilhas. O
equilibrio era impossivel: esmagava-me um pesadelo! Acordei.
Sobre a minha meza de trabalho estava um livro, notavel pela
despretenção e suavidade do estylo, e pelo primor da versificação, sobre
ser escripto em portuguez sem mistura; mas apenas no frontispicio li o
nome de Antonio Feliciano de Castilho, passou-me pela mente a visão das
_Torrentes_, e os lilliputianos da noite acercaram-se do _Medico á
força_, reproduzindo os sarcasmos ou as ovações, os afagos ou as
mordeduras, consoante as tendencias de cada qual.
Estava entre a bigorna e o martello, entre a cruz e a caldeirinha. Quem
me salvaria de posição tão melindrosa? Um esforço supremo: fechar as
_Torrentes_ e o _Medico á força_, e não aventurar juizo sobre estes
notaveis livros.
Suspendo, pois, a revista do anno litterario de 1869, em quanto me vier
á ideia aquella visão aterradora. Sinto-me com algumas forças para
luctar com os lilliputianos da visão, mas não me sinto com paciencia
para lhes soffrer os motejos e os tripudios, as risadinhas e as
beliscaduras. Quero dormir a somno solto, e levar estas noites de
Coimbra a sonhar sem pesadêlos, em paz com anjos e demonios, e até com
os individuos das mais infimas classes animaes.
Não quero luctar como Chatterton. Chatterton luctou, mas teve depois
Vigny que o cingiu de louros, immortalisando-o. A troco da
immortalidade, ainda eu me atiraria á lucta: ve lá se queres ser o meu
Alfred de Vigny.[11]
*Candido de Figueiredo.*
[10] Já que ao generoso critico merece especial menção a _carta_,
advertiremos que o primeiro verso da ultima quadra é assim:
Nas asas da ventura atravessando.
[11] A Folha, (1869) n.º 7, 8, 9 e 10.
Fim das criticas das "Flores do Campo."
* * * * *
INDEX
RAMO DE FLORES
I--Sede de amor 5
II--Lamento 13
III--Enlevo 15
IV--Sempre 19
V--Espera 21
VI--Adeos 23
VII--Melancholia 25
VIII--Sympathia 29
IX--11 de Maio 31
X--Attracção 35
XI--Desânimo 37
XII--N'um Album 41
XIII--O seu nome 43
XIV--Saudade 51
XV--* * * 57
Criticas das Flores do Campo
Flores do Campo, por Alexandre da Conceição 63
Livros--Revista critica-bibliographica, por Luciano Cordeiro 75
Flores do Campo, por D. Guiomar D. Torrezão 105
Anno litterario de 1869, por Candido de Figueiredo 113
FIM DO INDEX.
* * * * *
Á VENDA
NA
LIVRARIA INTERNACIONAL
DE
ERNESTO CHARDRON
Obras de fundo e edições:
*Memorias* de Fr. João de S. Joseph Queiroz, bispo do Gran-Pará. Com
uma introducção e muitas notas illustrativas, por C. C. Branco.
1 volume. 500
*Poesias e prosas ineditas* de Fernão Rodrigues Lobo Soropita, com uma
introducção e notas por Camillo Castello Branco. 1 volume. 500
*Ponson du Terrail.*--Os Filhos de Judas, Tomo 1.º Um conto das mil e
uma noites.--2.º O amor fatal. 2 volumes. 1$000
*Estudos de Escripturação Mercantil*, por J. M. Outeiro. Segunda
edição consideravelmente augmentada. 1 vol. 1000