coleando os tacuruzais e banhados, que se juntaram, todos, num; os
passos cresceram e todo aquele peso d’água correu para as sangas e
das sangas para os arroios, que ficaram bufando, campo fora, campo
fora, afogando as canhadas, batendo no lombo das coxilhas. E nessas
coroas é que ficou sendo o paradouro da animalada, tudo misturado,
no assombro. E era terneiros e pumas, tourada e potrilhos, perdizes
e guaraxains, tudo amigo, de puro medo. E então!...
Nas copas dos butiás vinham encostar-se bolos de formigas, as cobras
se enroscavam na enrediça dos aguapés; e nas estivas do santa-fé e
das tiriricas boiavam os ratões e outros miúdos.
E, como a água encheu todas as tocas, entrou também na da cobra
grande, a — _boi-guassú_ — que, havia já muitas mãos de luas,
dormia quieta, entanguida. Ela então acordou-se e saiu, rabiando.
Começou depois a mortandade dos bichos e a _boi-guassú_ pegou a
comer as carniças. Mas só comia os olhos e nada, nada mais.
A água foi baixando, a carniça foi cada vez engrossando,
e a cada hora mais olhos a cobra grande comia.