Minto:
no meio do escuro e do silêncio morto, de vez em quando, ora duma
banda ora doutra, de vez em quando uma cantiga forte, de bicho
vivente, furava o ar; era o _téu-téu_ ativo, que não dormia desde o
entrar do último sol e que vigiava sempre, esperando a volta do sol
novo, que devia vir e que tardava tanto já...
Só o _téu-téu_ de vez em quando cantava; o seu — _quero quero!_ —
tão claro, vindo de lá do fundo da escuridão, ia agüentando a
esperança dos homens, amontoados no redor avermelhado das brasas.
Fora disto, tudo o mais era silêncio; e de movimento,
então, nem nada.