CAPITULO I

=Summario.=--A questão da _extensão do suffragio_ é actual e

difficil. Data da revolução franceza de 1848 a sua maior importancia

prática, mas a origem d’ella, no ponto de vista moderno,

vem de 1790. Summula da legislação revolucionaria de

1780 a 1793. Napoleão III e o suffragio universal. Corrupção

politica do segundo imperio. Juizo de E. Olivier.--Proudhon e

o regimen representativo. Argumentos de Proudhon contra elle,

e contra os systemas de _legislação directa_, propostos por Considérant,

Rittinghausen e Ledru-Rollin. Porque não discutimos

a doutrina de Proudhon.--A metaphysica na questão do suffragio:

Rousseau, Diderot, Royer-Collard e Guizot. Antimonias

irreductiveis nos systemas d’estes philosophos. O suffragio é

um facto, não é uma theoria. Genese historica d’esse facto desde

a organisação politica de Athenas até aos nossos dias.--Assim

considerado o suffragio, a que condições deve satisfazer para

ser valido e legitimo. Se a instrucção resolve opportuna e efficazmente

o problema. Resposta negativa. Idéas de Laboulaye,

S. Mill e Littré. Opinião de Spencer sobre os effeitos moraes da

educação.--A instituição do suffragio só é possivel, dadas estas

duas cousas: a mais larga descentralisação administrativa, e a

sensata combinação das duas fórmas do voto, directa e indirecta.

Opiniões de Wirouboff, de S. Mill e de E. Naville. Valor

logico e discussão critica d’estas duas objecções: a descentralisação

não a improvisa a lei, fórma-a a historia,--o suffragio

indirecto repugna ao genio da democracia. Conclusão 67-104

Principios e questões de philosophia politica (Vol. 1 of 2) · 第 19 / 24 题