maior acceitação durante o periodo do renascimento. Nunca os teáres de
alta e baixa trama foram nem mais numerosos, nem tiveram maior uso que
no XVI seculo. O centro de fabrico de mais importancia n'esta época foi
Bruxellas, cujos productos alcançaram primazia não sómente pela
habilidade dos operarios, mas tambem pelos cuidados constantes que se
empregavam na preparação e applicação do tabalho das materias de que se
serviam na sua execução. O magistrado communal da cidade não desprezava
nenhum meio para conservar a merecida reputação das officinas de
Bruxellas, que contribuiam com uma tão grande parte para a prosperidade
nacional. Finalmente, para conseguir pannos de raz perfeitos, elle
prohibiu, por um edital, de 24 de abril de 1425, que se pintassem ou
retocassem com pincel as encarnações dos tecidos de uma certa dimensão;
pelo mesmo edital promettia, além d'isso, aos fabricantes a propriedade
artistica de seus grandes modelos de desenhos, estabelecendo punições
muito severas contra os falsificadores. Tres annos depois, isto é, em
maio de 1528, promulgou um outro edital mais notavel ainda, ordenando
que toda a peça fabricada na cidade e medindo mais de seis varas devia
trazer d'alli em diante na ourela inferior: de um lado uma das tres
marcas dos fabricantes, Bruxellas, Antuerpia e Tournay, e do outro um
pequeno escudo entre dois BB, iniciaes da palavra Bruxellas.
Em 1544, a obrigação de ter a marca foi extensiva pelo governo a todas
as cidades dos Paizes-Baixos.
Na marca de Bruxellas algumas vezes o B está voltado, ficando os dois
anneis do B virados para o escudo. A marca de Antuerpia é formada por
uma mão acompanhada de uma flor de liz; a de Tournay mostra uma torre.
Durante o periodo ogival os pannos de raz reproduziram assumptos
religiosos e, algumas vezes tambem, figuras allegoricas ou contos de
cavallaria. Á proporção do adiantamento no XVI seculo, os assumptos
religiosos tornam-se mais raros; ficando preferidas as representações
que se referissem á mythologia pagã ou á historia antiga da Grecia e dos
Romanos.
A fabricação dos pannos de raz de Bruxellas declinou sensivelmente
durante a ultima metade do seculo XVI, por causa das perturbações
religiosas que assolaram a Belgica.
A Antuerpia era mais um deposito commercial que um centro de producção.
Desde o XV seculo, os commerciantes expediam os pannos de raz para toda
parte; tomando no XVI seculo este commercio uma extensão maior.
No principio do XVII seculo, a concorrencia de muitos paizes
estrangeiros estabeleceu manufacturas officiaes, fazendo declinar a
industria da Belgica. Todavia os novos estabelecimentos foram fundados
com o concurso dos mestres e operarios vindos de Bruxellas.
Durante a segunda metade do XVII seculo o fabrico dos pannos de raz
bruxellezes principiaram a affrouxar, tanto pela sua qualidade, pois não
empregavam as boas tradições artisticas, como principalmente pela
fundação, em França, da manufactura real dos Gobelins, estabelecida em
1662 por Luiz XIV. A direcção d'este estabelecimento foi entregue ao
pintor O'Brun, que tinha um pessoal numeroso, á frente do qual estava,
entre outros, officiaes, João Jans, habil tapeceiro, oriundo de
Oudenarde, que foi residir para Paris, depois de 1650, com grande numero
de operarios flamengos. A concorrencia da fabrica dos Gobelins causou a
ruina das officinas de Bruxellas.
A cidade de Oudenarde, que já tinha officinas de tapeçaria no seculo XV,
produziu nos seculos XVII e XVIII tapeçarias de um genero especial,
designado sob o nome de _Verduras_. Representavam, não assumptos
historicos, mas paisagens animadas por algumas pequenas figuras de
homens e animaes, assim como vistas de castellos ao longe. O seu nome
deriva da circumstancia dos tons de verde-carregado que predominam
geralmente n'estas composições. A industria da tapeçaria acabou em
Oudenarde em 1772.
No XVIII seculo, a illusão da manufactura dos Gobelins foi tão grande na
Allemanha, que a palavra Gobelin veiu a ser synonimo de tapeçaria de
alta e baixa lissa, e tem conservado até hoje esta significação.
*Iconographia*
Uma revolução se effectuou na época do renascimento, na representação da
natureza humana. Até ao XV seculo, a nudez das figuras não era
admittida, não sómente na architectura religiosa, como na architectura
civil. Dissimulavam-se mesmo de proposito as fórmas dos corpos debaixo
da roupagem do vestuario, com receio de despertar as paixões sensuaes;
os esculptores do renascimento _fizeram tudo ao contrario_: tomaram a
taxa de executar sem disfarce a natureza, e dar ao seio, aos hombros, ao
corpo um desenvolvimento de fórmas que na edade média se tinha
dissimulado debaixo da roupagem. O retrocesso do genio para os estudos
classicos levou, por um mesmo estimulo, os artistas ao estudo da
anatomia do corpo humano: vieram a ser pagãos sem comtudo deixarem de
ser christãos, e principiaram a representar, até no sanctuario das
egrejas, a imagem núa da mulher, faunos, etc., nas attitudes as mais
lascivas: foi esta a propensão da arte desde o XVI seculo. A começar
d'esse momento, foi a sensualidade e a nudez que dominaram na maior
parte das pinturas e esculpturas mesmo as religiosas. Muitas vezes nas
egrejas, os assumptos legendarios ficam substituidos por scenas tiradas
da mythologia. Estas mesmas com figuras núas se vêem sobre os vasos
sagrados. Os anjos, que abundam nos edificios religiosos, são genios,
cupidos com azas, dispostos para entrarem no banho.
Entre as representações proprias do periodo do renascimento,
mencionaremos uma unica: _A deposição de Jesus Christo no tumulo_, que
se representa em grande numero de egrejas com figuras de grandeza
natural. Além do corpo inanimado de Christo, vêem-se mais sete
personagens. Nicodémos e José de Arimathéa pegando nas extremidades da
mortalha sobre a qual descança o corpo do Redemptor; Nossa Senhora, o
apostolo S. João e as tres Marias, Maria Magdalena, Maria Cleóphas e
Maria Salomé, estão em fileira, entre as duas primeiras por detraz de
Christo.
Concluiremos estas considerações pelas palavras de um douto archeologo
que estygmatisa o sensualismo:
Podemos todavia ponderar que o estylo da architectura da Renascença,
querendo adoptar as formas da architectura classica, não produziu
progresso nenhum na arte architectural, pelo contrario a fez
_retrogradar_; se os artistas antigos tivessem conhecido essas ousadias
engenhosas dos periodos em que a architectura apresentou as suas novas
idéas artisticas, não teriam espontaneamente renunciado ao grande numero
de fórmas que a Renascença se lembrou de avivar; em uma palavra, não se
teriam adoptado modos differentes antigos, que não significavam ser o
resultado de symptoma de progresso, sendo pelo contrario uma retroacção
da arte, pois não tinham progredido nas bellezas essenciaes no estylo
antigo, tendo apenas alterado ao mesmo tempo a perfeição mechanica e a
belleza racional da arte classica.
FIM
Nomes dos Rev.^{os} Parochos
_QUE FORAM ASSIGNANTES D'ESTA PUBLICAÇAO_
Alexandre de Faria e Silva--Beneficiado da Sé d'Evora--Correio do
Collegio.
Alexandre Ramos Cid--Santa Maria da Feira--Beja.
Alfredo Elviro dos Santos--Secretario do Patriarchado--Lisboa.
Antonio d'Almeida Estrella--Rua do Bomjardim, 187--Porto.
Antonio Ferreira da Gama--Alfarellos--Alfarellos.
Antonio Luiz Pinto de Carvalho--Cartaxo--Cartaxo.
Antonio Luiz Thiago Mesquita--S. Miguel--Villa Franca do Campo.
Antonio Narcizo Pereira--Rua da Borragem--Almada.
Antonio Roza de Carvalho--Nossa Senhora da Conceição--Torres Novas
(Alqueidão do Sena).
Antonio dos Santos Figueiredo--Seminario de Portalegre.
Antonio dos Santos Silva--Santa Catharina da Fonte do Bispo--Tavira.
Caetano Xavier d'Almeida da Camara Manuel--Evora.
Caetano Honorio da Graça e Sousa--Seminario de Portalegre.
Domingos José Alves Almeida--S. João Baptista--Vieira (Mosteiros).
Eugenio de Freitas Cavalleiro de Sousa--Rua da Bella Vista, á Lapa, 7,
2.^o--Lisboa.
Faustino Antonio de Moraes--S. Saturnino--Fanhões.
Francisco da Conceição Costa--S. Pedro--Elvas.
Francisco Ferreira Flôres--Nossa Senhora da Visitação--Ourem.
Francisco José Monteiro--Nossa Senhora da Encarnação--Mirandella.
Francisco Lourenço Cardoso--Nossa Senhora da Assumpção--Caminha.
Francisco Maria de Vasconcellos--Nossa Senhora do Milagre--Leiria
(Vieira).
João Baptista de Mendoça--Nossa Senhora da Graça--Olhão (Moncarapacho).
João David d'Azevedo Barros--Rua do Bonjardim, 158--Porto.
João José de Mattos Ferreira--Santa Maria e S. Miguel--Cintra.
João Maria de Mendoça Vasques--Nossa Senhora da Conceição--Silves
(Alcantarilha).
João Nepomuceno da Costa--S. Pedro de Penaferrim--Cintra.
Joaquim Antonio dos Reis--S. Domingos de Bemfica.
Joaquim Antonio Teixeira--Algarve--Loulé.
Joaquim Bernardo das Dôres--Cacella--Villa Real de Santo Antonio.
Joaquim José d'Ánova--Povoa de Varzim--Povoa de Varzim.
Joaquim Maria Duarte Dias.
Joaquim Martins de Carvalho--Coimbra.
Joaquim Pereira de Moraes (Abb.)--Santa Maria--Taboaço (Sendim).
Joaquim Rodrigues Barroso--Nossa Senhora dos Prazeres--Vizeu
(Abravezes).
Joaquim dos Santos Sequeira--Seminario de Portalegre.
José Alves de Mattos (Dr.)--Reitor do Seminario de Santarem.
José Baptista Pereira--Senhor Jesus--Obidos Sanguinhal.
José Bernardo dos Santos--Borba.
José David d'Azevedo Barros.
José Diogo Ribeiro--Vimieiro--Correio de Alcobaça.
José Farinha Martins--Seminario de Portalegre.
José da Luz Capella--S. Miguel do Pinheiro--Mertola.
José Maria Tavares Portugal--Nossa Senhora d'Assumpção--Vianna do
Castello (Gaveão).
José Ribeiro da Silva--Seminario de Portalegre.
José Victorino de Carvalho--Reitor de Marcello--Santa Cruz de Villa
Aleã.
Luiz José Nunes (Abb.)--S. Miguel--Bouças (Leça da Palmeira).
Manuel Branco de Lemos--Salvador--Ilhalvo.
Manuel Francisco dos Santos Peixoto--Val de S. Sebastião--Ilha Terceira.
Manuel Ferreira Peixoto de Sousa--Vera Cruz--Aveiro.
Manuel Henrique de Sousa Machado--S. Martinho de Bornes.
Manuel José Bernardo Coelho--S. Thiago--Tavira.
Manuel Maria da Costa--S. Matheus da Calheta--Ilha Terceira.
Manuel Marques Monteiro--Nossa Senhora da Conceição--Nellas.
Manuel Ribeiro de Mello--Valladares--Correio de Gaia.
Manuel dos Santos Lourenço--S. João Baptista--Feira (S. João de Vêz).
Mathias M. Grave--Seminario de Portalegre.
Miguel Antonio da Fonseca e Sousa--S. Faustino--Pezo da Regoa.
Paulo da Costa--Rua do Infante D. Augusto--Coimbra.
Prior da Freguezia de Cezimbra.
Prior da Freguezia de S. Miguel--Vagos (Sôza).
Thomaz Joaquim d'Almeida (Dr.)--Santo André--Mafra.
Vice-Reitor do Seminario de Faro.
Victorino da Silva Araujo--Leiria.
Zephyrino José Pinto.
INDICE
Ao leitor. 5
Introducção. 7
*Capitulo I*--Principios da arte christã no Occidente.
_Primeiro periodo_. 13
*Capitulo II*--Descripção das catacumbas de Roma; 1.^o periodo. 14
Symbolos ou allegorias dos primitivos christãos. 16
Monogramma de Christo. 18
Sarcophagos. 21
Edificios religiosos construidos nos tres primeiros seculos. 23
Cemiterios. 24
Paramentos e objectos do culto. 25
*Capitulo III*--Estylo latino. 25
Caracteres d'este estylo. 31
Decoração dos monumentos do periodo latino. 32
Narthex, fachadas e portaes das basilicas. 33
Janellas e vidraças. 33
Altar nas egrejas do Occidente. 36
O _ciborium_ durante o periodo latino. 39
Cemiterios--sarcophagos--campas e tumulos. 42
Os calices e patena. 45
Os crucifixos e os castiçaes. 48
Diptycos. 49
Estofos preciosos. 50
Paramentos sacerdotaes. 53
Mosteiros latinos. 55
Iconographia do periodo latino. 55
Caracteres do estylo bysantino. 57
Systema de construcção. 58
Duração exterior e interna das egrejas. 58
*Capitulo IV*--Periodo Roman. 60
Caracteres do estylo lombardo. 62
Duração monumental. 66
Estylo roman durante os seculos XI e XII. 67
Caracteres da architectura roman. 69
Esculptura monumental no seculo XI. 71
Atrios e portaes romans. 73
Caixilhos rendilhados e vidraças pintadas. 75
Columnas anneladas--ornato designado--garra. 77
Capiteis da architectura roman. 78
Arcadas e arcaduras nos seculos XI e XII. 79
_Triforiums_ e cornijas. 81
Contrafortes e telhados. 83
Torres e campanarios. 84
Pintura das paredes e pintura historica. 86
Altares fixos, retabulos e relicarios. 89
Piscinas. 93
Doceis--Cadeiras episcopaes. 95
Capellas funerarias--tumulos--pedras tumulares. 96
Pias baptismaes. 98
Esmaltes. 99
Ourives de Limoges. 101
Calices e patênas. 102
Grades. 103
Alfaias religiosas. 104
Restauração artistica. 105
Custodias--pyxides e ciborios. 106
Relicarios e urnas. 108
Corôas suspensas nos altares. 112
Cruzes d'altar e para procissões e candelabros. 113
Evangeliarios e suas capas. 116
Baculos pastoraes e sapatos lithurgicos. 120
Mitras. 122
Alfaias preciosas e paramentos sacerdotaes e suas côres. 123
Abbadias--Mosteiros--Claustros dos capitulos. 129
Iconographia, _a sciencia das imagens_. 132
A cruz e a crucificação. 137
Personagens e accessorios historicos e allegoricos. 143
Evangelistas e seus symbolos. 152
Assumptos religiosos representados sobre os monumentos dos seculos XI e
XII. 155
*Capitulo V*--Periodo ogival. 159
Diversas fórmas de ogiva. 160
Origem da ogiva e do estylo ogival. 162
Periodo de transição do estylo roman para o ogival. 164
Caracteres da architectura ogival. 165
Plano das egrejas do XIV e do XV seculos e aspecto exterior das egrejas.
169
Systema de construcção. 172
Esculptura monumental. 175
Fachadas--Alpendres--Postaes. 179
Janellas no periodo de transição. 185
Rosaceas--Vidraças incolores. 192
Vidraças pintadas. 195
Idem do XIII seculo. 200
Idem pintadas do XIV seculo. 204
Amarello de prata. 206
Vidraças pintadas do XV seculo. 207
Idem pintadas do XVI seculo. 211
Idem do XVII seculo. 214
Idem do XVIII seculo. 216
Pilares--Columnas. 216
Bases e columnas. 219
Capiteis. 221
Modilhões--misulas. 223
Arcadas--arcaduras. 224
Cornijas--platibandas. 228
Estabilidade e plano das abobadas. 231
Egrejas que teem a sua nave central muito mais elevada que as outras
naves lateraes e aquellas tendo igual altura. 232
Perfis das nervuras--fecho da abobada. 234
Arcos butantes--contrafortes. 236
Gargulas. 242
Nichos e doceis. 243
Torres--campanarios. 247
Pavimentos. 251
Lages gravadas com embutidos. 253
Labyrinthos. 254
Pinturas das paredes. 256
Cruz da consagração. 262
Altares--tabernaculos--piscinas. 263
Frontaes--baldaquinos. 265
Retabulos--banqueta. 268
Sacrarios. 274
Cadeiras de côro. 277
Jubes--cruzes triumphaes. 281
Pulpitos--confessionarios. 284
Capellas funereas--tumulos--campas. 286
Pequenos monumentos funereos do XV e do XVI seculo. 294
Pias baptismaes--pias para agua benta. 298
Grades--barreiras de metal e de madeira. 301
Orgãos e caixas para elles. 304
Alfaias religiosas--esmaltes. 306
Calices--patenas. 310
Custodias--pyxides sem pé. 313
Relicarios--braços--pés. 317
Esmoleres--relicarios--diversos. 327
Vasos para os Santos Oleos. 331
Corôas com luzes--castiçaes. 333
Estantes para o côro. 338
Livros do Evangelho--manuscriptos lithurgicos--miniaturistas. 339
Thuribulos--gomis--pratas para offerendas. 342
Insignias--medalhas dos peregrinos. 346
Estofos preciosos. 348
Pannos de raz. 350
Vestimentas sagradas. 351
Mitras. 356
Abbadias--mosteiros. 357
Egrejas--claustros--casa do capitulo. 359
Aposento dos irmãos leigos--aposentos para hospedes. 363
Celleiros--officinas--prisões. 365
Cartuchas. 367
Mosteiros para mulheres--conventos do recolhidas. 368
Hospitaes. 368
Iconographia do periodo ogival. 369
Representação da Santissima Trindade. 370
O crucifixo--a crucificação. 371
O sol--a lua. 373
Imagem de Nossa Senhora--o Menino Jesus. 374
A Annunciação--a morte de Nossa Senhora. 376
Os apostolos--os evangelistas. 377
Scenas diversas. 379
Sibyllas. 382
*Capitulo VI*--Periodo da renascença. 383
Caracteres da architectura da renascença. 385
Começo. 385
Decoração. 387
Plano das egrejas. 389
Fachadas das egrejas. 391
Abobadas. 392
Torres. 392
Altares. 392
Tabernaculos. 393
Cadeiras do côro, obra de talha e confessionario. 394
Jubéos e balaustradas. 394
Caixas de orgão. 395
Pulpitos. 396
Tumulos e campas. 396
Pias baptismaes. 398
Obras de ourivesaria e de esmalte. 398
Calices. 399
Custodias. 400
Relicarios. 400
Estofos preciosos. Tecidos. 401
Bordados. 402
Pannos de Raz. 402
Iconographia. 403
Lista dos assignantes. 409
Notas:
[1] Extraido do _Boletim de Architectura e Archeologia_, n.^o 2, Tomo V,
pag. 20 a 22, anno 1886.
[2] Tinha a mesma designação que coemeteria e criptae.
[3] Era um calix mystico que continha o vinho que bebeu Jesus Christo na
sua ultima ceia. Este calix tinha sido conservado por José de Arimathêa
e transportado por elle para a Bretanha. (Inglaterra).
[4] Termo em inglez admittido pelos archeologos.
[5] Havia no paiz dois magnificos livros do côro, um do convento de
Christo, em Thomar, e outro do convento de Belem. Este foi retalhado
pelos orphãos da casa pia de Lisboa, que fizeram d'elle _barretinas_ e
_talabartes_. Ao outro livro foram cortadas as folhas de pergaminho,
tendo vistosos arabescos e lettras floreteadas, coloridas e douradas,
cujos preciosos fragmentos comprámos avulso aos poucos no anno de 1835.
[6] Ha um muito curioso no cabido da Sé de Vizeu, do qual tirámos o
molde em 1869. Está exposto no museu do Carmo em Lisboa.
Lista de erros corrigidos
Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos:
+----------+---------------------+----------------------+
| | Original | Correcção |
+----------+---------------------+----------------------+
|#pág. 25| das das | das |
|#pág. 88| indefinidamenie | indefinidamente |
|#pág. 102| quaiidade | qualidade |
|#pág. 142| seseculo | seculo |
|#pág. 209| da da época | da época |
|#pág. 301| asperpergil-os | aspergil-os |
|#pág. 350| representanto | representando |
|#pág. 352| nma cruz | uma cruz |
|#pág. 397| XVII e XXIII seculos| XVII e XVIII seculos |
|#pág. 410| Varzlm | Varzim |
|#pág. 411| Conceiceição | Conceição |
|#pág. 415| dos imagens | das imagens |
+----------+---------------------+----------------------+
* correcções feitas com base na errata do próprio livro.
Foi adicionada a indicação do capítulo II (pág. 14) e corrigida a
entrada do capítulo III (pág. 25).