Não podia passar da ideia a Clemente a maneira insolita e quasi
desabrida com que Jorge por duas vezes recebêra as suas consultas
relativamente ao assumpto do casamento de Bertha.
Clemente conhecêra sempre em Jorge uma tal placidez de espirito, uma tal
impassibilidade em presença dos casos mais estranhos, que não sabia como
explicar aquella subita transformação.
Esta mudança em Jorge e a revelação que ouvira da bôca de Bertha tão
preoccupado traziam o pobre rapaz, que não podia dispôr da attenção para
outro objecto. Distrahiam-n'o estas ideias das suas tarefas diarias e
agitavam-lhe o somno das suas noites.
Jogava-lhe alternadamente o pensamento com estes dois assumptos, como se
joga com duas espheras em uma só mão; emquanto se arroja uma ao espaço,
cahe a outra a occupar o logar que fica vazio. Ora succede que muitas
vezes as espheras encontram-se e batem uma na outra; e que muito será
para admirar se d'este choque resultar uma faisca? Pois com o jogo do
pensamento póde succeder o mesmo. De duas ideias que se encontram, á
força de se cruzarem muitas vezes no cerebro, póde sahir um clarão. Este
phenomeno succedeu com Clemente.
Pensava elle uma noite no seu leito:
--Mas quem poderá ser o tal rapaz que Bertha diz que amou e que ainda
ama? Porque será impossivel o casamento com elle? E Jorge tambem diz que
o é. Elle parece que sabe a este respeito alguma coisa mais do que
disse. Até quando lhe fallam n'isso se enraivece. Quando me lembro!
Nunca o vi assim! Nem elle era d'aquellas coisas. Como está
impertinente! Mas o tal rapaz, o tal rapaz? É claro que é conhecimento
da cidade. Sim, porque da terra não póde ser... a rapariga já ha muito
que d'aqui sahiu... e sahiu criança... Desde que chegou com ninguem tem
convivido... a não ser com os fidalgos da Casa Mourisca, mas esses... É
verdade que pelos modos Mauricio lhe arrastou a aza, como faz a todas,
mas ella não lhe deu confiança; emquanto a Jorge... Jorge... Jorge...
De repente o filho da Anna do Védor sentou-se de um salto na cama e
murmurára já audivelmente:
--Jorge! Querem vêr que...
E sem bem saber o que fazia, accendeu luz. Este movimento de instincto,
pelo qual parece que queremos desfazer com a luz de fóra as meias
sombras que dentro de nós escurecem ainda uma ideia, é frequente n'estas
circumstancias. Clemente permaneceu sentado no leito com a vista fixa e
o queixo apoiado na mão.
E continuava murmurando:
--E porque não? E a mim que não me tinha occorrido! É até o mais
provavel. E assim explica-se tudo... A maneira por que elle fallou a
primeira vez e hontem... Aquillo de sahir da casa dos Bacellos, quando
ella foi para lá... E a tristeza em que anda... Mas então... E porque é
impossivel? Ai, sim, o velho. Isso lá é verdade, quem fallasse ao velho
em tal, o que ahi não iria!... Porém... morrendo o pae... já não havia
tropeço... E ahi ficava eu... É o que eu digo... É verdade que o rapaz
tem lá uns modos de pensar!
Aqui bateu Clemente uma palmada no travesseiro, exclamando quasi:
--E não é outra coisa! Agora é que eu explico tudo o que elle me
disse... e ella tambem. É certo. Coitados! Se assim fôr... Mas é com
certeza. Vou jural-o. Pois se não fosse... Ora se não é, é sem a menor
duvida. Elles gostam um do outro. Bertha gosta de Jorge e o rapaz tambem
gosta d'ella.
E formulando esta conclusão, Clemente, com abstracção igual á do
philosopho que, excitado pela alegria de uma descoberta, sahiu como
estava do banho a proclamal-a por toda a cidade, saltou da cama e
começou a vestir-se com presteza sem reflectir no que fazia.
Já meio vestido foi que reparou que eram duas horas da noite e que
portanto era aquelle acto extemporaneo. Com instinctiva repugnancia
deitou-se outra vez.
Quando no decurso de uma noite nos luz assim de subito uma ideia, em
busca da qual andavamos havia muito, quando nos occorre a solução de um
problema em que meditavamos, impacienta-nos o imperturbavel silencio e
quietação que nos rodeia, formando tão completo contraste com o tumulto
que nos vae no pensamento. Anciamos pelo dia para ter a quem communicar
a descoberta, e para a examinar á luz bem clara, e desenganamo-nos de
que não fomos victimas de uma illusão nocturna.
Emquanto o dia não rompe, o cerebro é irritado por aquella sua creação,
como o seio materno pelo ser desenvolvido; acabado o periodo da gestação
mental é necessario que a ideia venha á luz, e qualquer demora é
afflictiva.
Este phenomeno psychologico passava-se em Clemente. Custou-lhe a
respeitar o somno da mãe, esperando a luz do dia para lhe transmittir a
descoberta que fizera.
O resto da noite passou-o volvendo-se e revolvendo-se na cama sem poder
dormir. Era quasi um estado febril o seu.
Incommodára-o a ideia de que a sua pretenção á alliança com Bertha era o
motivo da tristeza de Jorge, e que, sem o saber, fôra elle o importuno
despertador d'aquelle sonho em que se embalavam ambos, deixando-se amar,
sem pensarem no futuro do amor a que cediam. Sonho irrealisavel embora,
porém Clemente não quereria ter sido quem os acordou.
Antemanhã, quando ainda a estrella d'alva despedia proxima do horizonte
as suas ultimas scintillações, Clemente deixou finalmente o leito, onde
não encontrára repouso, e foi passeiar para o campo contiguo á casa,
aguardando o despertar da mãe.
Anna do Védor era matinal e por isso Clemente não esperou muito.
Effectivamente a vidraça do quarto em que dormia a robusta matrona
abriu-se e ella bradou da janella para o filho:
--Que força de serviço foi essa que te estremunhou, rapaz?! Sume-te! Mal
luzia o buraco e tu já a sarilhares por essa casa!
--Levantei-me um bocadito mais cedo e vim espairecer até aqui.
--Qual historia! Então cuidas tu que te não senti toda a sancta noite? Ó
rapaz, olha que isto não me vae agradando. Aquelle maldito empate do
casamento...
--Ora adeus, bem se tracta agora d'isso.
--Pois que outra coisa ha de ser?
--Quer que lh'o diga? Faça vossemecê favor de chegar aqui abaixo e
conversaremos.
--Olá! A coisa é séria! Temos historia. É o que eu digo.
E sahindo da janella e descendo as escadas para ir ter com o filho ao
quintal, a boa Anna ia a dizer para si:
--O rapaz anda exquisito! Que me quererá elle? É coisa que lhe dá
freima. Na cara se vê. Queira Deus que não tenhamos por ahi alguma
alhada. O diacho do casamento!
E chegando ao quintal, onde a aguardava o filho, exclamou:
--Ora aqui me tens. Vamos lá a ouvir isso que tens para me contar.
Desabafa lá, que isto de guardar cada um as coisas comsigo não é bom.
Vá.
--Ora venha para aqui, minha mãe--disse Clemente chamando-a para um
banco de madeira, por baixo de um parreiral.
--Mas avia-te, filho, que eu tenho que fazer lá dentro. Já sei que me
vaes fallar no casamento.
--É verdade, vou fallar-lhe no casamento que se não faz.
--Que se não faz?!--repetiu Anna, dando um salto e fitando no filho os
olhos espantados.--Tu que dizes?
--Isso mesmo que entendeu. Que se não faz.
--E então porque é que se não ha de fazer?
--Porque pensei melhor.
--Ora vae pensar para os quintos. Olha agora! Viu-se já um disparate
assim? Pensaste melhor em quê e porquê?
--Olhe, minha mãe, vossemecê bem sabe que eu não sou nenhuma criança
capaz de fazer as coisas no ar. E por isso eu que lhe digo que o tal
casamento não deve fazer-se é porque...
--E então criança sou eu, para tu nem sequer me dares a importancia de
me dizer o porquê? Olha que teu pae até bem velho se aconselhou commigo,
apesar de ser homem ajuizado, e não tenho lembrança de o haver feito
nunca arrepender por isso. Olha agora!
--Pois tambem eu lhe direi tudo, mas é se vir a mãe mais bem disposta a
ouvir-me com socego.
--E parece-te que eu estou desassocegada? Ora valha-te não sei que diga.
Em peiores talas me tenho visto na minha vida, sem perder a cabeça. Boa
mulher estava eu se me estonteava assim á primeira! Olha agora! Anda,
dize lá.
--Pois, minha mãe, este casamento não tem logar, porque Bertha...
emfim...
Anna do Védor franziu o sobrolho.
--Bertha o quê? Que disse ella? Disse que não? Olha a presumida! Então
quem acha ella que é? Sempre se vêem coisas no mundo! Olha agora! Então
ella disse que... Ó senhores, não estar eu lá! sempre queria
perguntar-lhe...
--Valha-me Deus, minha mãe, é essa a paciencia que me prometteu? Nem me
deixa concluir, nem espera por saber o que vou dizer.
--É porque eu cuidei que ella... sim, porque isso então...
--Ouça, Bertha aceita, mas não tem verdadeira inclinação para mim.
--E porque não?
Clemente sorriu ao ouvir a pergunta.
--Ora essa!--tornou elle brandamente--então n'estas coisas precisa-se de
se dar razões? Gosta-se, porque se gosta; não se gosta, porque se não
gosta, e acabou-se.
--Mas emfim uma pessoa sempre diz: Não gosto d'aquelle, porque é feio,
d'aquelle, porque é torto, ou porque é aleijado, ou porque tem mau
genio, por isto ou por aquillo, eu sei lá! Mas tu...
--Sim, eu não tenho defeito que me faça engeitar, hein? Se todos me
vissem com os seus olhos, minha mãe!
--Ora, mas vem cá, mas então dize-me...
--Perdão, ouça-me vossemecê primeiro. Bertha não sente inclinação por
mim, porque a sentia já por outro. Está satisfeita?
--Olha a pateta da rapariga! Então já a sonsinha... tinha tambem o seu
namorado! Que mundo este!
--Ó minha mãe, então se ella se agradasse de mim não era pateta, e lá
porque se inclina para outro, já vossemecê faz um espanto d'esses! Que
sou eu mais do que elles?
--Não é isso--disse a mãe um pouco embaraçada com o argumento--eu o que
queria dizer era... emfim... se fosse um homem capaz... mas qual!...
algum menino bonito, algum peralvilhito de Lisboa. Então disse-te assim
mesmo na cara que não gostava de ti. E tu...
--Bertha disse-me que tinha tido uma paixão, mas que fazia por vencêl-a,
porque não podia casar com o homem de quem gostava; e que se eu, sabendo
isso, ainda a quizesse para mulher, ella não duvidava em dizer que sim,
e que jurava que me seria fiel companheira na vida.
--Muito obrigada aos seus favores, mas não são cá precisos. Olha agora!
Nem que tu morresses sem os seus bonitos olhos. Se deu o coração a
outro, que lhe preste, e que passe por lá muito bem sem elle. Olha
agora! Como quem diz: emfim eu não gosto de ti, mas vejo-te tão
embeiçado, que me mettes pena. Graças a Deus, não faltam por ahi
mulheres com quem cases, e se faltassem, tambem vivias bem sem ellas,
que, Deus louvado, não te falta que comer, que é o essencial. Olha
agora! Não que eu nunca vi umas delambidas como agora ha! Aquelle Thomé
é quem tem a culpa.
--Ó minha mãe, já estou arrependido de lhe ter fallado n'isto. Olhem o
escarceu que ahi está levantando!
--Ó filho, isto é um modo de fallar. A gente faz cá os seus votos de
razão. Mas vamos ao caso. Tu disseste-lhe logo que passavas
regaladamente sem os seus obsequios? está entendido. Fizeste muito bem,
e está acabado.
--Não disse, não senhora, não lhe disse isso logo.
--Não? Pois isso é que eu não esperava de ti.
--Pedi-lhe tempo para pensar. Eu o que queria era saber quem era o tal,
para vêr se de facto o casamento seria impossivel, porque se visse que o
era, casava eu, isso casava. O que não queria era vir a ser tropeço
algum dia.
--E d'ahi?
--E d'ahi tanto pensei, tanto parafusei, que esta noite dei com a
historia.
--Então? Algum janotinha da cidade?
--Sabe o que lhe digo, minha mãe, é que o caso é bastante serio; e agora
o que me dá cuidado não é o meu casamento, que esse já eu sei que se não
faz; o que me dá cuidado são elles.
--Elles quem?
--A Bertha e o rapaz de quem ella gosta e que é... Sabe quem? O filho
mais velho do fidalgo, Jorge.
A Anna do Védor empurrou o hombro do filho, e fez um gesto que,
combinado áquelle movimento, exprimia a mais radicada duvida.
--Vae-te d'ahi! Olha agora o disparate! Ora, ora...
--Creia que é verdade.
--Pois a tola da rapariga... metter-se-lhe-ia em cabeça?...
--Não se lhe metteu em cabeça coisa nenhuma. Gosta d'elle, mas sem
esperança, e tanto que não hesita em casar com outro. Mas o peior é que
Jorge ainda gosta mais d'ella talvez. E Deus queira que isto não venha a
dar cabo d'elle!
--O quê? A dar cabo d'elle!
--Pois se vossemecê o visse! É olhar-lhe para a cara e diz-se logo: este
rapaz tem coisa que o roe lá por dentro. Eu não suspeitava o que fosse,
mas agora que pensei...
--Mas como é que tu vieste a saber isso?
Clemente contou á mãe as entrevistas que tivera com Jorge, e a maneira
estranha por que elle o recebêra, a irritação com que o ouvira fallar em
Bertha, a singularidade das reflexões que lhe fez e dos conselhos que
lhe deu, e a Anna do Védor acabou por convencer-se de que o filho
acertára.
Tinha um compassivo coração a boa mulher e, como dissemos, era perdida
por Jorge, a quem amava quasi tanto como ao filho. Por isso tomou logo o
partido d'elle, e exclamou:
--Mas então porque não ha de esse rapaz casar com a pequena, se gosta
assim d'ella?
--E o pae?
--O velho? Isso lá é verdade. O fidalgo é pêrro, mas adeus, primeiro
está o gosto de cada um, e quando o amor é de raiz, tolice é querer
arrancal-o.
E depois de curta meditação, acrescentava:
--Mas vejam como o demonio as arma! aquelle rapaz, que parecia nem
sequer pensar em que havia raparigas n'este mundo, deixar-se logo
embeiçar por aquella! por a filha do Thomé da Herdade, que se o fidalgo
o via por sogro de um filho seu, era para estoirar de paixão! Sempre é
uma! Ó Clemente, pois devéras isso será assim?
--Quasi que ia jural-o, minha mãe.
--Quem me déra encontrar o rapaz, que logo lh'o pergunto.
--Não diga isso, minha mãe. Ia fazel-a boa! Não conhece ainda o Jorge?
--Ora vem tu ensinar-me a conhecêl-o, a mim, que o trouxe a estes
peitos, que o ensinei a fallar e a andar; vem cá dizer-me o que elle é.
Então que achas tu? que elle se zanga commigo? E a mim que me ha de
importar muito que elle se zangue. Mais me zango eu e veremos quem
vence. Olha agora!
--Mas para que ha de ir fallar-lhe nisso?
--Para quê? Pois então tu dizes-me que o rapaz anda a consumir-se e a
moer lá comsigo essa paixão, e queres que eu o deixe assim rebentar? Ha
lá nada peior do que uma pessoa calar comsigo estas coisas que roem lá
por dentro? Nada, a bôca fez-se para fallar e para a gente desabafar as
suas melancolias.
--Mas se a mãe lhe podésse dar remedio...
--E que cuidas tu? Pois parece-te que se eu visse que o rapaz se me
definhava por causa disto, que não tinha alma para ir ter com o fidalgo
e dizer-lhe as coisas como ellas são? Então já vejo que tu estás muito
enganado com tua mãe. Nada, não, era melhor deixar morrer aquelle rapaz,
que é a perola dos rapazes, aquelle rapaz que eu criei e que ha de ser,
e já é, a honra da familia. Pois sim, não que eu sou mesmo mulher para o
deixar morrer assim.
--Havia de valer-lhe bem. O fidalgo está mesmo agora á espera dos seus
conselhos.
--Não estará, mas olha que, duro como é, já não era a primeira vez que
eu me avinha com elle e sem elle levar a melhor. No tempo da senhora,
que era um anjo, Deus a chame lá, ainda mais força de genio tinha elle e
fazia-a chorar sangue e agua pelo muito que lhe perseguia o irmão. A
pobre creatura doente e elle sem querer que ella recebesse as cartas que
o irmão lhe escrevia, nem lhe deixar saber noticias d'elle. Eu, um dia,
dei com o fidalgo no corredor e disse-lhe: «Ó snr. D. Luiz, olhe que v.
exc.ª anda a fazer com que se rale de remorsos toda a sua vida, por
deixar morrer a senhora assim a estalar de saudades e afflicções. Veja
bem v. exc.ª que estas coisas pagam-se.» Foi mesmo assim. E cuidas lá
que elle se enfureceu? Qual! Calou-se muito caladinho, e d'ahi por
diante a senhora teve noticias amiudadas, e até o jardineiro mais tarde
foi para casa e ainda lá está. Então já vês...
--Pois sim, mas o caso agora é mais difficil.
--Deixa-o ser; mas tambem o homem está mais quebrado.
--Tenha cuidado, minha mãe. Olhe lá não vá fazer alguma das suas.
--Alguma das minhas! Eu lá vejo quem é que te dá melhores conselhos do
que eu. Alguma das minhas! Olha agora! Sabes tu que mais? Vou já d'aqui
fallar com o Thomé.
--Não lhe diga nada d'isto.
--Ora não querem vêr a bonita cabeça que tem este rapaz? Está o
casamento tractado, resolve agora não casar e nada de fallar n'isto ao
pae da rapariga. Sim, que o Thomé é mesmo homem com quem se brinque e
que se contente com meias razões.
--O que eu quero dizer é que não ponha a bôca em Jorge.
--Deixa-me cá. Sabes o que te digo? É que eu não sou mulher de planos.
Ao sahir de casa para procurar alguem não penso no que lhe hei de dizer
e no que hei de calar. Quando as palavras me veem á bôca, deixo-as sahir
e não quero saber de contos. Mas vamos ao almoço, que são horas. Ora o
Jorge! o Jorge! para o que lhe havia de dar! E o diacho da rapariga se
apanha aquillo! Olha, eu não duvido, porque já ha muito tenho para mim
que o Thomé nasceu n'um folle. Ora o diacho! Boa pequena é ella,
coitadita, ainda que não andou muito bem comtigo, não, mas...
A mãe e o filho almoçaram, conversando sempre sobre o assumpto, e
Clemente tentando combater a resolução que percebia na mãe de cumprir o
que annunciára.
Anna do Védor, depois do almoço, deu as suas ordens e sahiu.
Ella fallára verdade, ao sahir não formára plano de conducta, mas
instinctivamente dirigiu-se para a Herdade.
O caso de Jorge não lhe sahia da ideia.