XXXII

Não podia passar da ideia a Clemente a maneira insolita e quasi

desabrida com que Jorge por duas vezes recebêra as suas consultas

relativamente ao assumpto do casamento de Bertha.

Clemente conhecêra sempre em Jorge uma tal placidez de espirito, uma tal

impassibilidade em presença dos casos mais estranhos, que não sabia como

explicar aquella subita transformação.

Esta mudança em Jorge e a revelação que ouvira da bôca de Bertha tão

preoccupado traziam o pobre rapaz, que não podia dispôr da attenção para

outro objecto. Distrahiam-n'o estas ideias das suas tarefas diarias e

agitavam-lhe o somno das suas noites.

Jogava-lhe alternadamente o pensamento com estes dois assumptos, como se

joga com duas espheras em uma só mão; emquanto se arroja uma ao espaço,

cahe a outra a occupar o logar que fica vazio. Ora succede que muitas

vezes as espheras encontram-se e batem uma na outra; e que muito será

para admirar se d'este choque resultar uma faisca? Pois com o jogo do

pensamento póde succeder o mesmo. De duas ideias que se encontram, á

força de se cruzarem muitas vezes no cerebro, póde sahir um clarão. Este

phenomeno succedeu com Clemente.

Pensava elle uma noite no seu leito:

--Mas quem poderá ser o tal rapaz que Bertha diz que amou e que ainda

ama? Porque será impossivel o casamento com elle? E Jorge tambem diz que

o é. Elle parece que sabe a este respeito alguma coisa mais do que

disse. Até quando lhe fallam n'isso se enraivece. Quando me lembro!

Nunca o vi assim! Nem elle era d'aquellas coisas. Como está

impertinente! Mas o tal rapaz, o tal rapaz? É claro que é conhecimento

da cidade. Sim, porque da terra não póde ser... a rapariga já ha muito

que d'aqui sahiu... e sahiu criança... Desde que chegou com ninguem tem

convivido... a não ser com os fidalgos da Casa Mourisca, mas esses... É

verdade que pelos modos Mauricio lhe arrastou a aza, como faz a todas,

mas ella não lhe deu confiança; emquanto a Jorge... Jorge... Jorge...

De repente o filho da Anna do Védor sentou-se de um salto na cama e

murmurára já audivelmente:

--Jorge! Querem vêr que...

E sem bem saber o que fazia, accendeu luz. Este movimento de instincto,

pelo qual parece que queremos desfazer com a luz de fóra as meias

sombras que dentro de nós escurecem ainda uma ideia, é frequente n'estas

circumstancias. Clemente permaneceu sentado no leito com a vista fixa e

o queixo apoiado na mão.

E continuava murmurando:

--E porque não? E a mim que não me tinha occorrido! É até o mais

provavel. E assim explica-se tudo... A maneira por que elle fallou a

primeira vez e hontem... Aquillo de sahir da casa dos Bacellos, quando

ella foi para lá... E a tristeza em que anda... Mas então... E porque é

impossivel? Ai, sim, o velho. Isso lá é verdade, quem fallasse ao velho

em tal, o que ahi não iria!... Porém... morrendo o pae... já não havia

tropeço... E ahi ficava eu... É o que eu digo... É verdade que o rapaz

tem lá uns modos de pensar!

Aqui bateu Clemente uma palmada no travesseiro, exclamando quasi:

--E não é outra coisa! Agora é que eu explico tudo o que elle me

disse... e ella tambem. É certo. Coitados! Se assim fôr... Mas é com

certeza. Vou jural-o. Pois se não fosse... Ora se não é, é sem a menor

duvida. Elles gostam um do outro. Bertha gosta de Jorge e o rapaz tambem

gosta d'ella.

E formulando esta conclusão, Clemente, com abstracção igual á do

philosopho que, excitado pela alegria de uma descoberta, sahiu como

estava do banho a proclamal-a por toda a cidade, saltou da cama e

começou a vestir-se com presteza sem reflectir no que fazia.

Já meio vestido foi que reparou que eram duas horas da noite e que

portanto era aquelle acto extemporaneo. Com instinctiva repugnancia

deitou-se outra vez.

Quando no decurso de uma noite nos luz assim de subito uma ideia, em

busca da qual andavamos havia muito, quando nos occorre a solução de um

problema em que meditavamos, impacienta-nos o imperturbavel silencio e

quietação que nos rodeia, formando tão completo contraste com o tumulto

que nos vae no pensamento. Anciamos pelo dia para ter a quem communicar

a descoberta, e para a examinar á luz bem clara, e desenganamo-nos de

que não fomos victimas de uma illusão nocturna.

Emquanto o dia não rompe, o cerebro é irritado por aquella sua creação,

como o seio materno pelo ser desenvolvido; acabado o periodo da gestação

mental é necessario que a ideia venha á luz, e qualquer demora é

afflictiva.

Este phenomeno psychologico passava-se em Clemente. Custou-lhe a

respeitar o somno da mãe, esperando a luz do dia para lhe transmittir a

descoberta que fizera.

O resto da noite passou-o volvendo-se e revolvendo-se na cama sem poder

dormir. Era quasi um estado febril o seu.

Incommodára-o a ideia de que a sua pretenção á alliança com Bertha era o

motivo da tristeza de Jorge, e que, sem o saber, fôra elle o importuno

despertador d'aquelle sonho em que se embalavam ambos, deixando-se amar,

sem pensarem no futuro do amor a que cediam. Sonho irrealisavel embora,

porém Clemente não quereria ter sido quem os acordou.

Antemanhã, quando ainda a estrella d'alva despedia proxima do horizonte

as suas ultimas scintillações, Clemente deixou finalmente o leito, onde

não encontrára repouso, e foi passeiar para o campo contiguo á casa,

aguardando o despertar da mãe.

Anna do Védor era matinal e por isso Clemente não esperou muito.

Effectivamente a vidraça do quarto em que dormia a robusta matrona

abriu-se e ella bradou da janella para o filho:

--Que força de serviço foi essa que te estremunhou, rapaz?! Sume-te! Mal

luzia o buraco e tu já a sarilhares por essa casa!

--Levantei-me um bocadito mais cedo e vim espairecer até aqui.

--Qual historia! Então cuidas tu que te não senti toda a sancta noite? Ó

rapaz, olha que isto não me vae agradando. Aquelle maldito empate do

casamento...

--Ora adeus, bem se tracta agora d'isso.

--Pois que outra coisa ha de ser?

--Quer que lh'o diga? Faça vossemecê favor de chegar aqui abaixo e

conversaremos.

--Olá! A coisa é séria! Temos historia. É o que eu digo.

E sahindo da janella e descendo as escadas para ir ter com o filho ao

quintal, a boa Anna ia a dizer para si:

--O rapaz anda exquisito! Que me quererá elle? É coisa que lhe dá

freima. Na cara se vê. Queira Deus que não tenhamos por ahi alguma

alhada. O diacho do casamento!

E chegando ao quintal, onde a aguardava o filho, exclamou:

--Ora aqui me tens. Vamos lá a ouvir isso que tens para me contar.

Desabafa lá, que isto de guardar cada um as coisas comsigo não é bom.

Vá.

--Ora venha para aqui, minha mãe--disse Clemente chamando-a para um

banco de madeira, por baixo de um parreiral.

--Mas avia-te, filho, que eu tenho que fazer lá dentro. Já sei que me

vaes fallar no casamento.

--É verdade, vou fallar-lhe no casamento que se não faz.

--Que se não faz?!--repetiu Anna, dando um salto e fitando no filho os

olhos espantados.--Tu que dizes?

--Isso mesmo que entendeu. Que se não faz.

--E então porque é que se não ha de fazer?

--Porque pensei melhor.

--Ora vae pensar para os quintos. Olha agora! Viu-se já um disparate

assim? Pensaste melhor em quê e porquê?

--Olhe, minha mãe, vossemecê bem sabe que eu não sou nenhuma criança

capaz de fazer as coisas no ar. E por isso eu que lhe digo que o tal

casamento não deve fazer-se é porque...

--E então criança sou eu, para tu nem sequer me dares a importancia de

me dizer o porquê? Olha que teu pae até bem velho se aconselhou commigo,

apesar de ser homem ajuizado, e não tenho lembrança de o haver feito

nunca arrepender por isso. Olha agora!

--Pois tambem eu lhe direi tudo, mas é se vir a mãe mais bem disposta a

ouvir-me com socego.

--E parece-te que eu estou desassocegada? Ora valha-te não sei que diga.

Em peiores talas me tenho visto na minha vida, sem perder a cabeça. Boa

mulher estava eu se me estonteava assim á primeira! Olha agora! Anda,

dize lá.

--Pois, minha mãe, este casamento não tem logar, porque Bertha...

emfim...

Anna do Védor franziu o sobrolho.

--Bertha o quê? Que disse ella? Disse que não? Olha a presumida! Então

quem acha ella que é? Sempre se vêem coisas no mundo! Olha agora! Então

ella disse que... Ó senhores, não estar eu lá! sempre queria

perguntar-lhe...

--Valha-me Deus, minha mãe, é essa a paciencia que me prometteu? Nem me

deixa concluir, nem espera por saber o que vou dizer.

--É porque eu cuidei que ella... sim, porque isso então...

--Ouça, Bertha aceita, mas não tem verdadeira inclinação para mim.

--E porque não?

Clemente sorriu ao ouvir a pergunta.

--Ora essa!--tornou elle brandamente--então n'estas coisas precisa-se de

se dar razões? Gosta-se, porque se gosta; não se gosta, porque se não

gosta, e acabou-se.

--Mas emfim uma pessoa sempre diz: Não gosto d'aquelle, porque é feio,

d'aquelle, porque é torto, ou porque é aleijado, ou porque tem mau

genio, por isto ou por aquillo, eu sei lá! Mas tu...

--Sim, eu não tenho defeito que me faça engeitar, hein? Se todos me

vissem com os seus olhos, minha mãe!

--Ora, mas vem cá, mas então dize-me...

--Perdão, ouça-me vossemecê primeiro. Bertha não sente inclinação por

mim, porque a sentia já por outro. Está satisfeita?

--Olha a pateta da rapariga! Então já a sonsinha... tinha tambem o seu

namorado! Que mundo este!

--Ó minha mãe, então se ella se agradasse de mim não era pateta, e lá

porque se inclina para outro, já vossemecê faz um espanto d'esses! Que

sou eu mais do que elles?

--Não é isso--disse a mãe um pouco embaraçada com o argumento--eu o que

queria dizer era... emfim... se fosse um homem capaz... mas qual!...

algum menino bonito, algum peralvilhito de Lisboa. Então disse-te assim

mesmo na cara que não gostava de ti. E tu...

--Bertha disse-me que tinha tido uma paixão, mas que fazia por vencêl-a,

porque não podia casar com o homem de quem gostava; e que se eu, sabendo

isso, ainda a quizesse para mulher, ella não duvidava em dizer que sim,

e que jurava que me seria fiel companheira na vida.

--Muito obrigada aos seus favores, mas não são cá precisos. Olha agora!

Nem que tu morresses sem os seus bonitos olhos. Se deu o coração a

outro, que lhe preste, e que passe por lá muito bem sem elle. Olha

agora! Como quem diz: emfim eu não gosto de ti, mas vejo-te tão

embeiçado, que me mettes pena. Graças a Deus, não faltam por ahi

mulheres com quem cases, e se faltassem, tambem vivias bem sem ellas,

que, Deus louvado, não te falta que comer, que é o essencial. Olha

agora! Não que eu nunca vi umas delambidas como agora ha! Aquelle Thomé

é quem tem a culpa.

--Ó minha mãe, já estou arrependido de lhe ter fallado n'isto. Olhem o

escarceu que ahi está levantando!

--Ó filho, isto é um modo de fallar. A gente faz cá os seus votos de

razão. Mas vamos ao caso. Tu disseste-lhe logo que passavas

regaladamente sem os seus obsequios? está entendido. Fizeste muito bem,

e está acabado.

--Não disse, não senhora, não lhe disse isso logo.

--Não? Pois isso é que eu não esperava de ti.

--Pedi-lhe tempo para pensar. Eu o que queria era saber quem era o tal,

para vêr se de facto o casamento seria impossivel, porque se visse que o

era, casava eu, isso casava. O que não queria era vir a ser tropeço

algum dia.

--E d'ahi?

--E d'ahi tanto pensei, tanto parafusei, que esta noite dei com a

historia.

--Então? Algum janotinha da cidade?

--Sabe o que lhe digo, minha mãe, é que o caso é bastante serio; e agora

o que me dá cuidado não é o meu casamento, que esse já eu sei que se não

faz; o que me dá cuidado são elles.

--Elles quem?

--A Bertha e o rapaz de quem ella gosta e que é... Sabe quem? O filho

mais velho do fidalgo, Jorge.

A Anna do Védor empurrou o hombro do filho, e fez um gesto que,

combinado áquelle movimento, exprimia a mais radicada duvida.

--Vae-te d'ahi! Olha agora o disparate! Ora, ora...

--Creia que é verdade.

--Pois a tola da rapariga... metter-se-lhe-ia em cabeça?...

--Não se lhe metteu em cabeça coisa nenhuma. Gosta d'elle, mas sem

esperança, e tanto que não hesita em casar com outro. Mas o peior é que

Jorge ainda gosta mais d'ella talvez. E Deus queira que isto não venha a

dar cabo d'elle!

--O quê? A dar cabo d'elle!

--Pois se vossemecê o visse! É olhar-lhe para a cara e diz-se logo: este

rapaz tem coisa que o roe lá por dentro. Eu não suspeitava o que fosse,

mas agora que pensei...

--Mas como é que tu vieste a saber isso?

Clemente contou á mãe as entrevistas que tivera com Jorge, e a maneira

estranha por que elle o recebêra, a irritação com que o ouvira fallar em

Bertha, a singularidade das reflexões que lhe fez e dos conselhos que

lhe deu, e a Anna do Védor acabou por convencer-se de que o filho

acertára.

Tinha um compassivo coração a boa mulher e, como dissemos, era perdida

por Jorge, a quem amava quasi tanto como ao filho. Por isso tomou logo o

partido d'elle, e exclamou:

--Mas então porque não ha de esse rapaz casar com a pequena, se gosta

assim d'ella?

--E o pae?

--O velho? Isso lá é verdade. O fidalgo é pêrro, mas adeus, primeiro

está o gosto de cada um, e quando o amor é de raiz, tolice é querer

arrancal-o.

E depois de curta meditação, acrescentava:

--Mas vejam como o demonio as arma! aquelle rapaz, que parecia nem

sequer pensar em que havia raparigas n'este mundo, deixar-se logo

embeiçar por aquella! por a filha do Thomé da Herdade, que se o fidalgo

o via por sogro de um filho seu, era para estoirar de paixão! Sempre é

uma! Ó Clemente, pois devéras isso será assim?

--Quasi que ia jural-o, minha mãe.

--Quem me déra encontrar o rapaz, que logo lh'o pergunto.

--Não diga isso, minha mãe. Ia fazel-a boa! Não conhece ainda o Jorge?

--Ora vem tu ensinar-me a conhecêl-o, a mim, que o trouxe a estes

peitos, que o ensinei a fallar e a andar; vem cá dizer-me o que elle é.

Então que achas tu? que elle se zanga commigo? E a mim que me ha de

importar muito que elle se zangue. Mais me zango eu e veremos quem

vence. Olha agora!

--Mas para que ha de ir fallar-lhe nisso?

--Para quê? Pois então tu dizes-me que o rapaz anda a consumir-se e a

moer lá comsigo essa paixão, e queres que eu o deixe assim rebentar? Ha

lá nada peior do que uma pessoa calar comsigo estas coisas que roem lá

por dentro? Nada, a bôca fez-se para fallar e para a gente desabafar as

suas melancolias.

--Mas se a mãe lhe podésse dar remedio...

--E que cuidas tu? Pois parece-te que se eu visse que o rapaz se me

definhava por causa disto, que não tinha alma para ir ter com o fidalgo

e dizer-lhe as coisas como ellas são? Então já vejo que tu estás muito

enganado com tua mãe. Nada, não, era melhor deixar morrer aquelle rapaz,

que é a perola dos rapazes, aquelle rapaz que eu criei e que ha de ser,

e já é, a honra da familia. Pois sim, não que eu sou mesmo mulher para o

deixar morrer assim.

--Havia de valer-lhe bem. O fidalgo está mesmo agora á espera dos seus

conselhos.

--Não estará, mas olha que, duro como é, já não era a primeira vez que

eu me avinha com elle e sem elle levar a melhor. No tempo da senhora,

que era um anjo, Deus a chame lá, ainda mais força de genio tinha elle e

fazia-a chorar sangue e agua pelo muito que lhe perseguia o irmão. A

pobre creatura doente e elle sem querer que ella recebesse as cartas que

o irmão lhe escrevia, nem lhe deixar saber noticias d'elle. Eu, um dia,

dei com o fidalgo no corredor e disse-lhe: «Ó snr. D. Luiz, olhe que v.

exc.ª anda a fazer com que se rale de remorsos toda a sua vida, por

deixar morrer a senhora assim a estalar de saudades e afflicções. Veja

bem v. exc.ª que estas coisas pagam-se.» Foi mesmo assim. E cuidas lá

que elle se enfureceu? Qual! Calou-se muito caladinho, e d'ahi por

diante a senhora teve noticias amiudadas, e até o jardineiro mais tarde

foi para casa e ainda lá está. Então já vês...

--Pois sim, mas o caso agora é mais difficil.

--Deixa-o ser; mas tambem o homem está mais quebrado.

--Tenha cuidado, minha mãe. Olhe lá não vá fazer alguma das suas.

--Alguma das minhas! Eu lá vejo quem é que te dá melhores conselhos do

que eu. Alguma das minhas! Olha agora! Sabes tu que mais? Vou já d'aqui

fallar com o Thomé.

--Não lhe diga nada d'isto.

--Ora não querem vêr a bonita cabeça que tem este rapaz? Está o

casamento tractado, resolve agora não casar e nada de fallar n'isto ao

pae da rapariga. Sim, que o Thomé é mesmo homem com quem se brinque e

que se contente com meias razões.

--O que eu quero dizer é que não ponha a bôca em Jorge.

--Deixa-me cá. Sabes o que te digo? É que eu não sou mulher de planos.

Ao sahir de casa para procurar alguem não penso no que lhe hei de dizer

e no que hei de calar. Quando as palavras me veem á bôca, deixo-as sahir

e não quero saber de contos. Mas vamos ao almoço, que são horas. Ora o

Jorge! o Jorge! para o que lhe havia de dar! E o diacho da rapariga se

apanha aquillo! Olha, eu não duvido, porque já ha muito tenho para mim

que o Thomé nasceu n'um folle. Ora o diacho! Boa pequena é ella,

coitadita, ainda que não andou muito bem comtigo, não, mas...

A mãe e o filho almoçaram, conversando sempre sobre o assumpto, e

Clemente tentando combater a resolução que percebia na mãe de cumprir o

que annunciára.

Anna do Védor, depois do almoço, deu as suas ordens e sahiu.

Ella fallára verdade, ao sahir não formára plano de conducta, mas

instinctivamente dirigiu-se para a Herdade.

O caso de Jorge não lhe sahia da ideia.

Os fidalgos da Casa Mourisca Chronica da aldeia · 第 70 / 93 题