O marmelleiro foi na antiguidade consagrado a Venus, e o seu fructo
considerado como um penhor de amor.
Outr'ora os noivos, segundo Plutarco, comiam marmellos, para lhes tornar
agradavel a sua primeira entrevista e segundo outros para obter filhos
varões. Porém a verdadeira consagração do marmelleiro e do marmello a
Venus, isto é ao amor, vem de um facto astucioso que a antiguidade
altamente celebrou.
Akontius apaixonou-se doidamente pela formosa Cydippe de Delos. Não se
atrevendo a fazer-lhe uma declaração de amor, colocou no templo de
Diana, junto do local onde Cydippe costumava fazer as suas orações á
deusa, um marmello com a seguinte inscripção: _Pela divindade de Diana,
juro que serei esposa de Akontius._
A rapariga entrando no templo e vendo o fructo apanhou-o e leu em voz
alta a inscripção fazendo por isso, inconscientemente o juramento
sagrado de esposar Akontios, o que religiosamente cumpriu.