Desunião moral entre Portugal e Brazil. Razões d'este estado de

espirito 147

O papel de D. Miguel. Palmella e Subserra 150

Resolução de Canning 152

Bons conselhos de Canning 154

O reconhecimento em França 156

Interesses britannicos na America Latina 159

Palmella e a Santa Alliança. Replica de Canning ao

contra-projecto 160

Intrigas francezas em Lisboa. Hyde de Neuville 162

Linguagem de Canning para o Brazil 163

Circular do Governo Portuguez 164

Deliberação de Canning com relação ao reconhecimento das republicas

hespanholas. Despeito de Brant e Gameiro 166

Jubilo dos nossos enviados. Missão de Sir Charles Stuart 169

Canning concilia a Austria. Brant e Gameiro rejeitam o

contra-projecto 173

Natureza da missão de Sir Charles Stuart 174

Portugal perde a opportunidade de fazer o reconhecimento. Carta de

Brant a D. Miguel de Mello 176

Politica pratica da Inglaterra. Dissimulações de Metternich 177

Urgencia do reconhecimento 178

Resposta de D. Miguel de Mello 179

Mudança radical em Metternich 180

Os adversarios de Canning na sua politica latino-americana. A

Austria, a França e a Russia 182

VI

Sir William A' Court, embaixador em Lisboa 187

Chegada de Sir Charles Stuart a Lisboa. Inicio das negociações 189

Instrucções de Canning 191

As negociações e as potencias continentaes 194

O reconhecimento na Europa e na America Latina 197

A entrevista de Combe Wood 198

A Carta Regia. Partida de Sir Charles para o Rio de Janeiro 199

A Carta Regia julgada em Londres 201

A Inglaterra no caso de mallogro das negociações do Rio 204

Opiniões de Neumann 205

A missão Stuart e a nossa Secretaria de Estrangeiros 207

Partida de Brant para o Brazil. Gameiro e Palmella em Londres 210

Perfil de Palmella. Razões da sua popularidade em Londres 212

Palmella e a Independencia do Brazil 215

Palmella, a demissão de Subserra e a agitação de Hyde de Neuville 218

VII

Chegada de Sir Charles Stuart ao Brazil. Acolhimento imperial.

Nomeação dos plenipotenciarios brazileiros 223

A situação do Imperio com relação a Buenos Ayres 224

A Inglaterra e a politica platina do Brazil 226

Idéas de Gameiro sobre a questão de Montevidéo 228

Buenos Ayres igualmente solicita a intervenção ingleza 231

As negociações no Rio de Janeiro 232

O tratado e convenção de 29 de Agosto de 1825 240

Ratificação do Tratado e Convenção 245

Palmella e os tratados entre Portugal e Inglaterra 245

Sir Charles Stuart e o tratado de commercio com a Grã Bretanha 247

VIII

O tratado luso-brazileiro julgado em Londres 249

O tratado em Portugal 251

O titulo imperial 252

Critica do tratado 253

O tratado no Brazil 254

Defeza do tratado por Sir Charles Stuart 256

Satisfacção de Canning com o tratado 258

Os tratados com a Grã-Bretanha. Sua não ratificação 260

Motivos da não ratificação. Os favores commerciaes 262

O direito de busco 263

A conservatoria Ingleza 266

Os reus de alta traição 267

A publicação dos tratados 268

Canning e Sir Charles Stuart 271

O texto dos tratados 273

Desvantagens dos tratados 277

D. João VI, Imperador do Brazil 279

Recebimento de Itabayana 281

IX

O reconhecimento nas outras côrtes da Europa 283

A Austria 283

A França 288

A Santa Sé 293

O reconhecimento nas outras côrtes européas 299

X

Fallecimento de Canning. Sua individualidade 306

Appendice 311

Paris.--Typ. H. Garnier, 6, rue des Saints-Pères. 302.2.1901.

*Notas:*

[1] Vide no Appendice o texto completo das instrucções mandadas a

Gameiro (Doc. n^o 1).

[2] Augustus Granville Stapleton, _George Canning and his times_, London

1859, pg. 501.

[3] _The Greville Memoirs_, vol. 1, pgs 54, 55 e 107.

[4] Carta a Sir Charles Bagot, embaixador em S. Petersburgo. No já

citado discurso de Plymouth encontra-se o commentario d'aquella phrase

nas seguintes palavras: «Senhores, eu penso que o meu coração bate tão

pressuroso pelos interesses geraes da humanidade, que eu possuo uma

disposição tão benevola para com as outras nações da terra, quanto

aquelle que mais alto presa a sua philantropia. Rejubila-me porem

confessar que no manejo dos negocios politicos o grande objecto da minha

contemplação é o interesse da Inglaterra.

[5] Rodrigo Octavio, da Acad. Braz.--_Felisberto Caldeira_, _Chronica

dos tempos coloniaes_, Rio de Janeiro, 1900.

[6] A. A. de Aguiar, _Vida do Marquez de Barbacena_, Rio de Janeiro,

1896.

[7] Vide no Appendice a redacção adoptada, por julgada a mais anodina,

da carta a Palmella (Doc. n^o 2).

[8] Vide no Appendice, Doc. n^o 3.

[9] Annexo XV do Acto final do Congresso de Vienna (1814-15).

[10] Pereira Pinto, _Collecção dos Tratados_, Rio, 1864, vol. I, pg.

153.

[11] Vide no Appendice o respectivo Protocollo (Doc. n^o 4).

[12] O successor de José Bonifacio e de Carneiro de Campos (marquez de

Caravellas) na pasta de Estrangeiros foi depois visconde da Cachoeira.

[13] Vide Protocollo no Appendice (Doc. n^o 5).

[14] Narrativa de serviços no libertar-se o Brazil da dominação

portugueza, Londres, 1859.

[15] Vide no Appendice os respectivos Protocollos (Doc. n^{os} 6 e 7).

[16] Mémoires, Documents et Écrits divers laissés par le Prince de

Metternich, Paris, 1881, vol. IV, page 225.

[17] Vide no Appendice o texto dos dous projectos--o dos

plenipotenciarios brazileiros e o de Canning--que se acham publicados,

com bastantes incorrecções, na citada biographia do marquez de Barbacena

(Doc. n^{os} 8 e 9).

[18] Narrative of a visit to Brazil, Chile, Peru, and the Sandwich

Islands during the years 1821, and 1822, London, 1825.

[19] Some official Correspondence of George Canning, edited by Ed. J.

Stapleton, London, 1887.

[20] Despacho de 18 de Setembro de 1824.

[21] Vide no Appendice o Doc. n^o 10.

[22] Carta particular de 4 de Novembro ao Ministro de Estrangeiros do

Brazil, na _Vida do Marquez de Barbacena_.

[23] Carta de 7 de Agosto, pgs. 55 a 57 da ob. cit.

[24] Despacho de 30 de Outubro de 1824.

[25] Vide no Appendice o respectivo Protocollo (Doc. n^o 11).

[26] The political life of the Right Honourable George Canning from his

acceptance of the seals of the Foreign Department, in September 1822, to

the period of his death, in August 1827. London, 1831, vol. II, cap. XI.

[27] Carta de Canning a Lord Liverpool de 10 de Outubro de 1824.

[28] Sir Charles Stuart foi em 1828 Lord Stuart de Rothesay.

[29] Vide no Appendice o Doc. n^o 12, e sob o n^o 12 A a resposta de

Esterhazy e Neumann.

[30] Este archivo acha-se hoje depositado no Archivo Publico.

[31] Some official Correspondence of George Canning. Edited, with notes,

by Edward J. Stapleton, London, 1887, vol. 1, pg. 154.

[32] Despachos e Correspondencia do Duque de Palmella, colligidos e

publicados por J. J. dos Reis e Vasconcellos, Lisboa, 1851, tomo II.

[33] Officio do Marquez de Palmella ao Conde de Porto Santo, aos 18 de

Maio de 1825.

[34] Maria Amalia Vaz de Carvalho, _Vida do Duque de Palmella_, Lisboa,

1898.

[35] Notes of conversations with the Duke of Wellington, 1831-51,

London, 1888.

[36] Depois Lord Goderich e por pouco tempo Primeiro Ministro.

[37] Despacho de 18 de Agosto de 1825.

[38] Officio secreto de 14 de Setembro de 1825.

[39] Despacho de 18 de Agosto de 1825.

[40] Despacho cit. de 18 de Agosto.

[41] É mister não esquecer que, comquanto seja sempre denominado no

livro plenipotenciario britannico para maior clareza da exposição, Sir

Charles Stuart agia comtudo n'este assumpto no caracter de

plenipotenciario portuguez.

[42] Vide no Appendice o Tratado e Convenção de 29 de Agosto, Alvará de

15 de Novembro e Carta Regia de 13 de Maio, reproduzidos da _Collecção_

de Pereira Pinto (Doc. n^{os} 13, 14, 15 e 16).

[43] Officio secreto de 30 de Novembro de 1825.

[44] As £ 250,000 foram pagas em Londres a 15 de Fevereiro de 1826,

tendo D. João VI mandado para este fim ao seu Embaixador um Alvará de

Procuração.

[45] Despachos do Visconde de Paranaguá de 23 e 25 de Outubro de 1825.

[46] Despacho de 3 de Setembro de 1825.

[47] Armitage, _History of Brazil_, London, 1836, vol. I pg. 198.

[48] 9 de Dezembro de 1825.

[49] The Political Life of Canning, vol. III, cap. XV.

[50] Os dous convenios não ratificados não figuram naturalmente na

collecção dos British and Foreign State Papers, nem apparecem na

Collecção dos Tratados de Pereira Pinto, que aliás os menciona na sua

noticia historica relativa ao tratado de 1827.

[51] 13 de Agosto de 1825.

[52] Carta de Canning a Lord Granville, de 6 de Março de 1826.

[53] O Diario Fluminense.

[54] Canning refere-se á substituição de Sir Charles Stuart por Lord

Granville na embaixada de Pariz, a qual o primeiro continuava a

ambicionar.

[55] Carta cit. de 6 de Março de 1826.

[56] A. L. Pereira da Cunha.

[57] José Egydio Alvares de Almeida, antigo secretario de D. João VI.

[58] Encontra-se o texto nas duas linguas nos _British and Foreign State

Papers_, 1826-27, pgs. 609 a 612.

[59] Encontra-se o texto nas duas linguas nos _British and Foreign State

Papers_, 1826-27, pgs. 1008 a 1025.

[60] João Severiano Maciel da Costa.

[61] Fernandes Pinheiro.

[62] Souza Coutinho.

[63] No dia 7 de Setembro de 1825 foi Caldeira Brant (Barbacena) nomeado

pelo Imperador seu embaixador em Lisboa, para cumprimentar D. João VI

depois da troca das ratificações. Declinou comtudo a honra, temendo que

o acolhimento, que viesse a ser-lhe dispensado, não fosse muito cordial

em vista do papel que desempenhára nas negociações de Londres.

[64] Despacho do visconde de Paranaguá, encarregado interinamente da

pasta de Estrangeiros, desde 4 de Outubro, data da sahida de Carvalho e

Mello, até 22 de Novembro, data em que entrou para ella o visconde de

Santo Amaro.

[65] Allusão era aqui feita a um pequeno e serenado conflicto entre o

Imperio e a Republica, no qual diz Canning que Bolivar tinha perfeita

razão. Versára o conflicto sobre uma expedição de Matto Grosso ao

territorio de Chiquitos, no Alto Perú.

[66] O seguinte P. S. de uma cartinha de 25 de Junho de 1825, de Neumann

a Gameiro, dará uma idéa d'essas relações: «Je vous offre une messe

demain à défaut de mieux, car le Prince a pris avec lui l'homme le plus

essentiel de l'Ambassade, je veux dire le cuisinier.»

[67] A 22 de Janeiro de 1826, depois de effectuado o reconhecimento pela

Austria, deu Telles da Silva, já então visconde de Rezende, um

esplendido banquete em Vienna, ao qual assistiram o Infante D. Miguel,

Metternich, os embaixadores das grandes potencias, quasi todos os

ministros estrangeiros e os mais altos dignitarios da Côrte. D. Miguel

que, escrevia Rezende a Itabayana, conversou com elle perto de duas

horas («enchendome de satisfacção o ver as maneiras urbanas e até a

instrucção que S. A. R. tem adquirido») bebeu a saude do Imperador do

Brazil «e de todos os bons, fieis e zelosos servidores de Seu Augusto

Irmão e verdadeiro amigo.»

[68] Despacho de 12 de Março de 1824.

[69] Despacho do V. de Paranaguá ao B. de Itabayana, em 14 de Novembro

de 1825.

[70] Encontra-se o texto nas duas linguas nos _British and Foreign State

Papers_, 1825-26, London, 1827.

[71] Confirmada esta deliberação por Nota de 11 de Maio de 1827.

[72] Candido Mendes, _Direito Civil Ecclesiastico Brazileiro_.

[73] A colonia de Nova Friburgo, sobre cujo mallogro encontra-se um

interessante capitulo na Viagem de Mathison, atraz citada.

[74] O Rei do Hanover era o proprio Jorge IV d'Inglaterra.

[75] 11 de Outubro de 1825.

[76] A orthographia franceza é textualmente a dos protocollos elaborados

e copiados no Foreign Office.

[77] Este documento acompanha os anteriores na _Collecção dos Tratados_

de Pereira Pinto, e forma como que o seo ultimo commentario. Servirá

aqui de transição para a continuação deste trabalho, sob o titulo: _Do

Reconhecimento á Abdicação_ (1825-1831).

Lista de erros corrigidos

Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos:

+----------+---------------------+----------------------+

| | Original | Correcção |

+----------+---------------------+----------------------+

|#pág. 40| affimára | affirmára |

|#pág. 44| indepencia | independencia |

|#pág. 103| Projec to tratado | Projecto de tratado |

| | apr sentado | apresentado* |

|#pág. 125| Iuglaterra | Inglaterra |

|#pág. 189| Cbegada | Chegada |

|#pág. 197| ??ropa | Europa* |

|#pág. 198| restan es | restantes |

|#pág. 217| concordanto | concordando |

|#pág. 258| ?? Canning | de Canning* |

|#pág. 259| do beneficia | do beneficio |

|#pág. 264| dos Potencias | das Potencias |

|#pág. 294| augustia | angustia |

|#pág. 326| négoeiation | négociation |

|#pág. 334| Ganeiro | Gameiro |

|#pág. 343| ambos as Partes | ambas as Partes |

|#pág. 356| xaminado | examinado |

|#pág. 356| eouvido | ouvido |

|#pág. 360| _o Independencia_ | _a Independencia_ |

|#pág. 365| des nossos | dos nossos |

|#pág. 371| dos hostilidades | das hostilidades |

|#pág. 374| Chales Stuart | Charles Stuart |

|#pág. 374| rejetam | rejeitam |

|#pág. 376| nos outras | nas outras |

| | | |

|#nota 9| A nnexo | Annexo |

|#nota 58| 1825-1827 | 1826-1827 |

+----------+---------------------+----------------------+

* alterações realizadas com base no Índice da obra.

Os símbolos de percentagem foram mantidos como surgem na obra original,

ou seja, 0/0 e não % como habitual.

Historia diplomatica do Brazil: O Reconhecimento do Imperio · 第 18 / 18 段