DEPOIS DA VIDA

Quando meu coração parar desfeito

Em sombra, na profunda sepultura,

E o meu sêr, já phantastico e perfeito,

Vaguear entre o Infinito e a terra dura;

Quando eu sentir, emfim, todo o meu peito

A transformar-se em constelada Altura;

Eu, divino Phantasma, o claro Eleito,

O Enviado da Vida á Morte escura;

Quando eu fôr para mim minha esperança,

Meu proprio amôr jamais anoitecido,

E a minha sombra apenas fôr lembrança;

Quando eu fôr um Espectro de Saudade,

Entre o luar e a nevoa amanhecido,

Serei comtigo, Amôr, na Eternidade.

Elegias · 第 33 / 41 题