SÓSINHO

Tarde. Vagueio só por um outeiro.

Sua Imgem chimerica fluctua,

Deante de mim, no espaço: é nevoeiro

Vestindo de emoção a terra nua...

E como na minh'alma se insinua

Aquele etéreo Vulto... amôr primeiro!

Ouço-o falar, lá fóra, á luz da lua.

Vejo-o brincar na sombra do terreiro.

Apenas vêm meus olhos, n'este mundo,

O seu perfil angelico, o seu fundo,

Misterioso, verde negro olhar...

Vejo uma estrela? É ele. Vejo um lirio?

É ele. Tudo é ele. E o meu delirio

É ele: é o seu espírito a cantar!

Elegias · 第 32 / 41 题