Deixai-os vir a mim, os que lidaram;
Deixai-os vir a mim, os que padecem;
E os que cheios de magua e tedio encaram
As proprias obras vans, de que escarnecem...
Em mim, os Soffrimentos que não saram,
Paixão, Duvida e Mal, se desvanecem.
As torrentes da Dor, que nunca param,
Como n'um mar, em mim desapparecem.--
Assim a Morte diz. Verbo velado,
Silencioso interprete sagrado
Das cousas invisiveis, muda e fria,
É, na sua mudez, mais retumbante
Que o clamoroso mar; mais rutilante,
Na sua noite, do que a luz do dia.