Das Unnennbare

Oh chimera, que passas embalada

Na onda de meus sonhos dolorosos,

E roças co'os vestidos vaporosos

A minha fronte pallida e cançada!

Leva-te o ar da noite socegada...

Pergunto em vão, com olhos anciosos,

Que nome é que te dão os venturosos

No teu paiz, mysteriosa fada!

Mas que destino o meu! e que luz baça

A d'esta aurora, igual á do sol posto,

Quando só nuvem livida esvoaça!

Que nem a noite uma illusão consinta!

Que só de longe e em sonhos te presinta...

E nem em sonhos possa ver-te o rosto!

Os sonetos completos de Anthero de Quental · 第 63 / 130 题