(_Variante da Foz_)
Indo um cavalleiro á caça
Á caça de altanaria,
Lá chegando ao alvoredo
Viu estar uma donzilla.
--Que fazeis ahi senhora?
Que fazeis aqui donzilla?
«Sete fadas me fadaram
No ventre d’uma mãi minha:
De eu aqui estar sete annos,
Sete annos e mais um dia.
Sete annos são acabados
Hoje se acaba o dia;
Se quereis oh cavalleiro
Levai-me por companhia,
Não me leveis por senhora,
Não me leveis por donzilla;
Levai-me por estrangeira
Que achaes na terra perdida.
--Montai-vos aqui, senhora,
Montai-vos aqui, donzilla,
Ou nas ancas ou na sella,
Onde fôr mais honra minha.
Montou-se logo a donzella
Foi seguindo o seu caminho,
Lá chegando á estrada
De risos o accommettia:
--De que se ri oh menina?
De que se ri oh donzilla?
«Rio-me do cavalleiro
E da sua cobardia,
De achar menina na serra
E lhe guardar cortezia.
--Deixai-me agora chorar
Olhae a minha mofina!
Oh quem perdeu o que eu perco
Grande pena merecia.