III

Quando a organisação de um paiz é viciosa e contrafeita; quando e onde a

propriedade está mal e, digamos até, monstruosamente dividida: onde o

capital anda em guerra viva com o trabalho; onde a condição do obreiro é

relativamente peior que a do servo da idade media, a caixa economica de

certo não póde remediar os effeitos desta situação absurda. Os

districtos ruraes da Inglaterra, nomeiadamente os da Irlanda, são

victimas de uma constituição da propriedade territorial em que ainda

está viva a conquista dos normandos, e nas cidades manufactoras o

excesso dos aperfeiçoamentos mechanicos tem gerado o excesso de miseria

dos proletarios. Para estes, que pelas fluctuações do commercio externo,

tem repetidas vezes largas ferias de trabalho, e se vêem forçados a ir

receber a esmola dos soccorros parochiaes; para estes, a quem

frequentemente faltam os objectos de primeira necessidade, a caixa

economica é como se não existisse. Em tal situação recommendar ao

obreiro a economia e a previsão fora cruel escarneo.

Mas que ha entre nós que tenha semelhança com tal estado de cousas? As

nossas fabricas são poucas e acham-se ainda longe dos grandes

aperfeiçoamentos. Por outra parte, não havendo superabundancia de

braços, os salarios são razoaveis. N'uma nação essencialmente agricola a

industria manufactora difficilmente preponderará sobre a agricultura. Do

modo como a propriedade está constituida, sendo avultadissimo o numero

dos proprietarios ruraes, e predominando a pequena cultura pela grande

divisão do solo, essa preponderancia é e será por muito tempo

impossivel. A supremacia industrial dos ingleses devem-na estes, talvez

quasi exclusivamente, a que na Gran-Bretanha a terra, por assim dizer,

foge debaixo dos pés ao homem de trabalho. Paiz classico dos

latifundios, os possuidores de vastos predios, ou os seus opulentos

rendeiros obtem facilmente simplificar as operações da cultura com

engenhosos e potentes machinismos, dispensando assim um grandissimo

numero de braços, que vão augmentar a offerta dos que a industria fabril

utilisa. Essa, forcejando igualmente para os substituir pelas machinas,

ao que a obrigam as luctas interminaveis da concorrencia, acceita-os,

acceita-os sempre, mas com a condição inevitavel do abaixamento

indefinido do salario. Em Inglaterra a agricultura, adiantadissima em

extensão, em intensidade, em instrumentos, e em copia de capital movel,

está restricta a operar dentro dos limites do solo cultivado. O

principal instrumento de producção, a terra aravel, não póde

multiplicar-se. Quando a machina ou um novo systema agricola expulsa o

operario rural, expulsa-o para dentro das barreiras da industria fabril.

Para esta, ao contrario, o espaço onde labora é um dos menos importantes

elementos da sua existencia. Para produzir indefinidamente, só carece de

uma condição essencial; é a que a faz triumphar da industria das nações

rivaes, a do preço inferior ao do producto alheio com igual valor da

utilidade. A machina, ou aperfeiçoada ou nova, e a reducção dos

salarios, ou o augmento de horas de trabalho, o que é perfeitamente

identico, são os seus meios heroicos. Não lhe importa se o instrumento

homem se quebra, porque o renovará sem custo no meio das multidões

famintas. Vive de produzir barato, e os seus obreiros hão de viver de se

afadigarem em procura da morte. Cumpre que a industria inglesa triumphe

na batalha incessante que se peleja entre as nações industriaes, batalha

onde se não vê o fuzilar da espingardaria, nem se ouve o troar dos

canhões, mas descortina-se o revolutear do fumo das chaminés monstruosas

e soa o murmurar confuso da machina e do homem que lidam: terrivel

batalha, onde não corre sangue, mas corre o suor do trabalho, e depois o

suor da agonia.

D'esta situação, exteriormente esplendida e interiormente violenta e

dolorosa, estamos nós bem longe. Não receiamos dizer que em Portugal

será raro o operario válido que por meio de severa e intelligente

economia não possa depositar annualmente na caixa economica alguns

cruzados, ou para occorrer a desgraça imprevista, ou para crear um meio

de subsistencia na velhice, ou finalmente para adquirir a independencia

de proprietario. Com o modo de ser da população portuguesa, póde-se

prever que, diffundindo-se pelo reino as caixas economicas, a

estatistica destas será bem differente da estatistica das de Inglaterra,

e ainda das de França. Nestes dous paizes apenas a quarta parte das

quantias depositadas pertence aos operarios, e a classe que predomina

como credora dellas é a dos creados domesticos. Entre nós a proporção

tem de vir a ser diversa. Os donos de pequenos predios, os seareiros, os

creados de lavoura, os operarios, não só de officinas, mas tambem de

fabricas, hão de provavelmente predominar. E se assim acontecer,

poderemos affirmar que a nação progride largamente no caminho da

civilisação material e moral.

Alguém achará, talvez, que estas sinceras esperanças na futura

regeneração economica do nosso povo são contradictas pelo facto da

perfeita analogia que se dá entre a França e a Inglaterra, em serem

tanto n'um como n'outro paiz as mesmas classes as dos depositantes nas

caixas economicas. Na França, dir-se-ha, a divisão da propriedade é

facilitada até o ultimo ponto pelas leis, e o numero dos pequenos

proprietarios é proporcionalmente maior que em Portugal: a agricultura

também lá predomina sobre a industria fabril; finalmente a situação do

rendeiro e do trabalhador rural é mais semelhante á dos nossos que á dos

de Inglaterra. Como, pois, não dão as caixas economicas na Franca

resultados estatisticos diversos dos que subministram os _saving's

banks_ ingleses? Não se deve concluir d'ahi que não tem a influencia que

se lhes attribue, e vice-versa, que no seu progresso ou na sua

decadencia não influe nem a situação relativa das classes sociaes, nem o

estado da propriedade?

Não. A analogia dos dous paizes na desproporção, contraria á ordem

natural das cousas, entre os operarios e as outras profissões, em

relação aos depositos nas caixas economicas, tem causas em parte

semelhantes, em parte diversas, mas iguaes nos resultados. As fabricas

francesas seguem o rapido progresso das inglesas, e nos grandes centros

industriaes da França notam-se já em larga escala a miseria e a

dissolução das cidades manufactoras da Gran-Bretanha. Lille, Mulhouse,

Rheims, Ruão, reproduzem o triste quadro de perversão que apresentam as

classes laboriosas em Manchester, Birmingham, Leeds, Glasgow, etc. A

pobreza extrema, sem esperança e sem limites, já ahi golfa tambem das

caldeiras de vapor. A industria individual tende rapidamente a

converter-se na industria, digamos assim, collectiva. A officina

desapparece diante da fabrica, o homem diante da machina. A questão de

saber se isto é, em absoluto, um mal ou um bem, relativamente aos

interesses geraes de qualquer paiz, não a ventilaremos aqui; mas é

indubitavel que esse transtorno completo na forma do trabalho torna

altamente angustiosa a situação dos operarios, e inhabilita-os para

depositarem nas caixas economicas sobras de salarios diminutos e

frequentes vezes interrompidos.

Por outra parte, o modo de ser dos bens de raiz em França é exactamente

o contrario da indole da propriedade territorial em Inglaterra. O solo

inglês é, por assim dizer, um grande vinculo aristocratico; a França um

vasto allodio popular. A terra neste paiz está retalhada em cento e

vinte e cinco milhões de chãos ou courellas e tende a subdivir-se ainda

mais. Dão-se casos já em que o preço da venda de uma parcella de terreno

pouco excede o total das despesas necessárias para legalisar a

transmissão. Muitos homens pensadores começam a ter serios receios de

que a extrema divisão do solo venha a impossibilitar em certas

circumstancias uma cultura remuneradora; e ainda os que julgam estes

receios infundados confessam a conveniencia de uma lei que, distinguindo

na propriedade o seu modo de ser, quando este modo de ser importa á

causa publica, do direito do individuo á mesma propriedade, consinta em

todas as divisões possiveis deste direito, mas prohiba que se retalhem

indefinidamente os pequenos predios. O systema dos _quinhões_ do

Alemtejo, que tem uma razão de ser, mas que está longe de ter a

importancia que teria quando applicado ás glebas de moderada grandeza,

prova que a doutrina que distingue o modo de ser da propriedade do

direito de propriedade é reduzivel á praxe. Em França, porém, fora

difficil entrar nesta senda que repugna a habitos inveterados da vida

civil da nação. No estado actual das cousas alli, o lavrador

proprietario ou ainda o simples rendeiro acha facilidade em empregar

immediatamente na acquisição de terras as suas economias, sem que lhe

seja necessario accumulá-las por largos annos nas caixas economicas.

Quatrocentos, duzentos, cem francos que, lhe sobejem, deduzidas as

despesas de cultura e domesticas, é quanto basta; lá encontra logo um

prado, uma courella, um cerradinho, que comprado e cultivado com esmero,

lhe produzirá um lucro maior que o limitado juro da caixa economica:

prefere, portanto, aquelle expediente. Para elle esta bella instituição

torna-se realmente inutil.

Eis, quanto a nós, a explicação da analogia entre a França e a

Inglaterra pelo que respeita á proporção das diversas classes de

contribuintes das caixas economicas. A condição dos operarios fabris é

semelhante nos dous paizes. Quanto á população rural, essa, em

Inglaterra não contribue, porque a sua situação pouco melhor é que a do

obreiro da industria, e o proprietario da pequena gleba é uma excepção

pouco vulgar; em França, porque é facilimo para os pequenos capitaes o

transformarem-se em propriedade territorial. Assim naturalmente

explicada, essa analogia não invalida as considerações anteriormente

feitas.

Em Portugal o caso é diverso. Entre nós o modo mais commum de possuir a

pequena propriedade é a emphyteuse. Para o sabermos não precisamos de

estatistica: basta olhar ao redor de nós. Nas provincias do norte, pode

dizer-se, talvez, que é rara outra especie de propriedade. Sommados os

prazos, os vinculos, as vias publicas, os terrenos chamados _nullius_,

pouco faltaria para ter a medida superficial dessas provincias, e ainda

ao sul do reino são por milhares os terrenos emphyteuticos tanto ruraes

como urbanos. Os vastos allodios só predominam no Alemtejo, se é que os

vinculos lhes não levam a palma. Ora a caracteristica da emphyteuse é

ser um meio termo entre o systema de propriedade em Inglaterra, que não

passa, na essencia, de uma odiosa e anti-economica aggregação de

morgados, e aquelle systema illimitadamente parcellario da França, que

suscita as apprehensões dos pensadores. A emphyteuse, collocada no meio

destes dous extremos, se for simplificada e constituída de um modo

accorde com as idéas e costumes das sociedades modernas, será sempre uma

das mais sensatas e beneficas instituições civis, e os seus resultados

immensos nas crises sociaes que despontam no horisonte. Radicada nos

habitos nacionaes, parece-nos que não corre o perigo de ser abolida; mas

se alguem o tentasse e o obtivesse, faria um bem mau serviço ao seu

paiz. O prazo fateusim hereditario realisa o desejo, por tantos

manifestado em França, de que os terrenos que por successivas divisões

desceram a um limitado perimetro, passassem indivisos, sem que por isso

deixasse de ser divisivel o direito de propriedade sobre elles.

É n'um paiz assim, se nos não enganamos, que a vantagem da existencia de

caixas economicas é immensa. Em geral os prazos de certa grandeza

excedem em valor as economias annuaes que qualquer lavrador mediocre ou

seareiro pode realisar; mas estas economias, accumuladas por alguns

annos, bastarão não raro para a acquisição de um desses prazos, que

diversas causas tão frequentemente attrahem ao mercado. Quem conhece os

habitos do homem do campo sabe que, poupado durante a maior parte do

anno, porque os recursos lhe não sobejam, quasi sempre desbarata uma

porção do producto do seu suor na occasião das colheitas. Pagos as

rendas, fóros e impostos, reservadas as sementes, provida a sua parca

dispensa, acha-se ainda com sobras mais ou menos avultadas. Illude-se

então por alguns dias e suppõe-se rico. Quer gosar; e essas sobras, que

poderiam constituir lentamente um peculio consideravel, vão-se em luxo e

em festas, quando não no jogo, na embriaguez ou na devassidão. Se

houvesse, porém, um estimulo de cubiça que lhe excitasse o animo, essas

sobras assim malbaratadas converter-se-hiam em capitaes uteis, e tanto

mais uteis quanto, pertencendo ao mesmo homem de trabalho, iriam

fecundar duplicadamente a terra.

Depois, n'um paiz cuberto de baldios, para promover cuja cultura é

impossivel se não olhe seriamente quando posermos treguas á furia das

nossas paixões politicas, qual não deve ser o fructo das caixas

economicas?! Hoje, se estes baldios se offerecessem gratuitamente,

libertando de todos os impostos directos quem os cultivasse,

achar-se-hiam, provavelmente, muitos que se aproveitassem do beneficio.

Mas, quem seria? Os grandes proprietarios e lavradores e alguns dos

raros argentarios que as doçuras do agio não trazem captivos. Os

pequenos cultivadores, os rendeiros, os seareiros, aquelles, em summa,

que, mais que ninguem, importaria se convertessem em proprietarios do

solo, esses justamente é que ficariam no maximo numero excluidos,

porque, por mais diminuto que supponhamos o cabedal necessario para o

arroteamento de poucas geiras quando é o próprio dono que o faz, sempre

deve ser algum, e as classes trabalhadoras não possuem capitaes nem

grandes nem pequenos. É evidente, porém, que as caixas economicas,

estabelecidas, propagadas, favorecidas por todos aquelles que podem e

devem fazê-lo, preparariam os elementos necessarios para, com verdadeira

utilidade social, se poder tomar tão importante providencia.

Hoje entende-se que o melhor instrumento de moralisação e de ventura

social consiste em derramar entre o povo o desejo da independencia e o

amor da propriedade, associando por esse modo o capital ao trabalho em

vez de os conservar em mutua hostilidade, como infelizmente os vemos. Se

os modestos peculios se forem successivamente alistando no campo do

trabalho, este ha de frequentes vezes triumphar dos capitaes, embora de

maior vulto, mas combatendo isolados. Supponhamos que o rico concorre

com o homem do povo para adquirir a courella, o prazo, a pequena vinha,

o pequeno olival que se levou ao mercado. O primeiro calcula que somma

lhe será necessaria para instrumentos, para sementes, para pagar aos

obreiros que hão de amanhar o predio, e é por este calculo e pelo lucro

comparado com o de outras applicações do seu dinheiro, que se regula

para determinar o maximo que pode offerecer. O homem de trabalho, porém,

que tiver o sufficiente para viver até as primeiras colheitas, e

occorrer a poucas despesas prévias que não pode evitar, não compara

lucros com lucros, não conta com os obreiros. Dono e obreiro é elle;

são-no a mulher e os filhos. O lavor da familia valerá o dobro do

trabalho salariado que paga o rico, e o primeiro lucro do trabalhador

proprietario será o seu jornal e o dos seus, ganho no proprio campo. Põe

o signal de _mais_, por assim nos exprimirmos, onde o abastado põe o

signal de _menos_. Do operario rural quando trabalha no seu predio

costumam dizer os outros: «_anda comsigo_», expressão admiravel de

exacção economica. É isto que explica o phenomeno geralmente observado,

de, no mercado, o valor proporcional da propriedade rustica ser na razão

inversa da respectiva grandeza. O que não sería, se o homem do campo de

humilde condição poupasse tudo quanto desbarata!

Sinceramente confessamos que o unico meio simples, exequivel, pacifico,

não de cohibir os abusos do capital pela negação das suas funcções

economicas, e pela condemnação da propriedade; mas de o cohibir nos

excessos com que muitas vezes opprime o operario, consiste em habilitar

este para se transformar de proletario em modesto proprietario. O

estabelecimento e o progresso das caixas economicas é o instrumento mais

poderoso de quantos se poderiam excogitar para obter, sem offensa de

nenhuns direitos e sem convulsões sociaes, tão salutar resultado.

Que, pois, todos aquelles que se condoem das miserias populares: que

desejam ver augmentada a prosperidade publica, reformarem-se os

costumes, enraizar-se no animo do povo o aferro ao solo natal, protejam

por quantos modos souberem esta bella instituição. Exigem-no o

christianismo, a philosophia, a moral e a politica. Que as tres grandes

forças intellectuaes da sociedade, o sacerdocio do altar, o sacerdocio

da imprensa e o sacerdocio da eschola se liguem para esta grande obra de

civilisação. Será trahirem a sua missão negarem-se a fazê-lo; porque a

idéa a cuja realisacão tendem as caixas economicas é, embora ao primeiro

aspecto o não pareça, um consectario do evangelho, da philosophia e da

boa politica. Essa idéa é a manifestação da caridade judiciosa, porque

se encaminha a combater os vicios e a miseria, e a alargar a esphera da

liberdade humana, contribuindo para a assegurar ás classes laboriosas,

tantas vezes escravas da necessidade do salario. A liberdade pode

facilmente ser theoria, pode ser doutrina proclamada na constituição de

qualquer paiz; facto, realidade, só o pode ser onde a maioria dos

cidadãos possuam com que serem independentes.

Que a experiencia das nações extranhas nos aproveite; que o pudor do

patriotismo nos incite. Já que fomos a ultima nação da raça latina em

plantar entre nós esta instituição bemfazeja, não nos deshonremos

deixando-a logo definhar. Passariamos aos olhos do mundo attonito por

barbaros, e todos os nossos protestos de querermos o melhoramento moral

e material do paiz seriam havidos por hypocrisia insigne. Sem civilisar,

morigerar e felicitar as classes populares, todo o progresso é futil.

Dirigimos estas ponderações especialmente á classe media e ao clero.

Naquella reside a illustração, a riqueza e verdadeiramente o poder; nas

mãos deste a preponderancia que dá o predominio sobre as consciencias.

Que tanto uma como outro usem da sua influencia para attrahir o povo ao

caminho da previsão, da economia e das legitimas ambições e esperanças.

Não só elle, hoje rude, pobre e inclinado a vicios ignobeis, lucrará com

isso; mas tambem as classes mais elevadas ganharão na paz e ordem

publicas, que se irão firmando á proporção que as classes inferiores se

melhorarem nos costumes e na ventura domestica. Empreguemos o exemplo e

a persuasão: uns poucos de cruzados postos nas caixas economicas não

produzirão, de certo, vantagens apreciaveis para o que possue uma

fortuna avultada ou ainda mediana; mas fructificarão para o povo,

gerando a confiança e despertando nelle o instincto da imitação.

Conspiremos todos para esta grande catechese; e que n'um paiz, onde o

habito da leitura ainda é limitadissimo, a persuasão oral, as relações

de familia ou de dependencia ajudem as diligencias da imprensa nesta

obra de alta moralidade. Deus abençoará os obreiros que semeiarem e

cultivarem essa rica sementeira de regeneração na terra patria; e o

povo, com a sua futura gratidão, dará testemunho da bençam da

Providencia.

[Nota de rodapé 2: O sr. Antonio de Oliveira Marreca.]

[Nota de rodapé 3: A associação do Monte-pio geral.]

Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 01 · 第 61 / 87 题