Lá vão quatorze annos.
Não me consta que tenha morrido algum dos personagens que ha instantes
vimos tão alegres nas margens do Lima.
Conhecem romance em que tenha morrido tão pouca gente? Eu não! Se
aquelle santo do Rio de Janeiro não vergasse debaixo dos oitenta annos,
ainda agora podia estar no seio da patriarchal familia de Barcellos,
onde elle tencionava acabar seus dias.
As irmans de Antonio de Azevedo estão todas casadas, e senhoras de boas
casas de lavoira e numerosa descendencia.
Está ainda solteira Eliza, a irman mais nova de Corinna. Tem hoje trinta
e um annos. É ainda formosa. Se o leitor é solteiro e rico... (não será
mau que seja rico, para maior segurança) póde dar a este romance um
supplemento, casando com aquella senhora, que está aqui em Lisboa. Eu de
muito boa vontade, na segunda edição d'este romance, darei a possivel
immortalidade ao acto.
Pude tambem saber que o menino mais velho de Antonio d'Azevedo amolgou a
commenda na borda de um tanque, e acabou por atirar com ella a um poço.
Que grande democrata se está alli criando!