está no seminario de Brancanes, encarregada da limpeza dos jesuitas.
Obrigado pelas leis da transmigração, Victor Hugo José Alves resuscitou
nos corpos e almas de tres sujeitos que hão-de prosperar n'este paiz, se
não encontrarem mulatos...
FIM
[1] Veja os amores deste fidalgo com a filha d'el-rei D. Duarte.
[2] PORTUGAL, Recordações do anno de 1842, pelo principe Lichnowsky.
Lisboa, 1844.
[3] Pag. 5.
[4] Elidem-se phrases que ressumbram de mais á cazerna onde o
commendador d'Aviz escrevia o seu despejado depoimento.
[5] A pagina 111, penultima do _ms._, lê-se o seguinte: «Este
Epytome da vida d'Affonso VI, foi copiado exactamente do original,
que se achava na livraria do duque de Cadaval, composto sobre as
«Memorias» de Luiz Teixeira de Carvalho, que foi official maior da
secretaria de estado, por cuja mão correram as ditas «Memorias»;
porém, ha n'ellas circumstancias tão particulares que persuadem
serem ditadas pelo duque D. Nuno Alvares Pereira, que teve tanta
parte na deposição deste monarcha. Suas queixas o fizeram esquecer
das grandes acções do governo d'este infeliz rei e das gloriosas
victorias do seu reinado. Veja-se sua vida por o auctor mais
critico.»
Segue outra declaração:
«A copia a que se allude, e da qual esta foi tirada, pertence a D.
Miguel Antonio de Mello; e hoje possue-a o conselheiro Antonio
Joaquim Gomes de Oliveira, official maior da secretaria de estado
dos negocios estrangeiros. Lisboa, 29 de Maio de 1845. _Jacintho da
Silva Mengo._»
[6] Mosteiro onde se recolhera D. Maria de Saboya.
[7] Á margem do livro-genealogico donde vou trasladando esta
linhagem, está escripta uma nota curiosa: «Salvador Fagundes era um
homem ordinario de Pinhel, que andava a vender meias, e neste tracto
o viu o padre Francisco Xavier da Mesquita Pimentel, frade loio, que
m'o disse, em Fevereiro de 1775. E diz que haverá setenta annos que
lhe vira vender as ditas meias. Outros me dizem que fôra pintor;
emfim, sempre foi pessoa humilde. Porém, enriquecendo, foi pagador
d'um regimento, e ajuntou tanto cabedal, que era já muito estimado.
A um general que de Castella veio andar nas guerras de Portugal fez
grandes offertas; e, quando se recolheu a Hespanha, lhe mandou por
todas as partes offerecer todo o dinheiro que quizesse e na forma
que lhe parecesse; e por ultimo, julgando o general que aquillo
seria bazofia, disse em uma parte que queria 50$000 cruzados; e,
como logo lh'os dessem, os não acceitou, e ficou muito agradecido
por ver que era verdade, e escreveu a el-rei de Portugal, dando-lhe
parte de tudo, e pedindo-lhe que premiasse aquelle homem que tantos
obsequios lhe fizera, João Pinto Ribeiro de Castro Vella me disse
que o dito Fagundes ajuntára muito cabedal, quando fôra assentista e
pagador nos tempos da guerra; e que, suspeitando que o governador o
queria culpar pelo muito que furtára, lhe foi fallar; e como o
governador o não quizesse receber, o Fagundes fingira um flato ou
accidente, deixando uma bengala que trazia, na qual, pegando um
criado do governador, e achando-a muito pezada, a levara ao amo que,
admirado do pezo, a entrou a examinar e a achou cheia de moedas de
6$400 reis, com as quaes se accommodou, etc.»
Viessem cá hoje Fagundes com taes bengalas, que levavam com ellas...
depois de vasias.
[8] Não percebo o pudor de quem traduziu, omittindo o nome da
proprietaria do hotel.
[9] _Portugal. Recordaçoens do anno de 1842_--pag. 18.
INDICE
I A LUVEIRA DA RUA NOVA DA PALMA
II PERFIL DE VICTOR HUGO JOSÉ ALVES
III D. ROZENDA
IV O ESTOMAGO DE VICTOR HUGO
V O CORAÇÃO DE D. ROZENDA
VI O SANTO CORAÇÃO DE FILHA
VII OS TRES CONTOS DE REIS
VIII RAUL
IX DAMIÃO RAVASCO
X FRUCTA DO BRAZIL
XI SOLEMNIA VERBA
XII EXPLOSÃO DE AMOR
XIII DESASTRE DO GATUNO
XIV A VINGANÇA
XV A PROLE DE D. AFFONSO VI
XVI RESSURREIÇÃO DE UMA ALMA
CONCLUSÃO
EPILOGO