Alexandre da Conceição estudava engenharia civil na Academia
Politechnica do Porto quando eu tentava na imprensa a minha estreia
litteraria. Era um dos poetas novos da phalange de Guilherme Braga, José
Dias d'Oliveira e Pedro de Lima. Digo dos novos, em contraposição ao
Alexandre Braga, ao Arnaldo Gama, e outros, que haviam quasi abandonado
as musas a esse tempo.
Principiou militando nas fileiras do romantismo, que era a corrente
dominante da época. Em 1865 reuniu em volume as suas poesias sob o
titulo de _Alvoradas_. E dez annos depois fez segunda edição augmentada
com novas composições.
Como poeta, se não podia medir-se com a estatura genial de Guilherme
Braga, era comtudo muito distincto. Dou como _specimen_ aquella das suas
poesias que teve maior voga. O leitor, se nunca viu o livro
_Alvoradas_, póde ajuizar, pelo _specimen_, do valor de Alexandre
da Conceição como poeta: