Escritura) _prosperitatem adversum cognatos malum esse maximum, & non
civium, sed hostium trophea capturi_. Estava o Padre Frey Bernardo em
Madrid, quando se lhe encarregou esta occupaçaõ, e se lhe encomendou,
que deixados todos os outros intentos se applicasse sómente à Chronica
delRey D. Sebastiaõ, pelo que logo na Corte começou a obra, e a
continuou atè a Embaixada de D. João de Borja. Como neste tempo estava
já taõ exercitado na composiçaõ, e preceitos da Historia, dizem os que
a viraõ, que levava esta, ventagem a todas as outras, que elle tinha
composto, e que se se acabàra, fora hum illustre ornamento da lingoa
Portuguesa. Porèm a tudo atalhou a pouca fortuna deste Reyno, que
tirando-lhe outros bens lhe quiz também roubar o engenho do Padre Frey
Bernardo, quando estava mais assasoado para dar perfeitissimos fruitos.
Finalmente vindo de Madrid já falto de saude, se lhe aggravou a
infirmidade no caminho, de maneira, que naõ pode passar de Almeida,
onde continuando a doença, em pouco tempo lhe consumio as forças,
e acabou a vida a 27. de Fevereiro, recebendo primeiro os Santos
Sacramentos, e conhecendo sua morte com mostras de muita devaçaõ, e
de verdadeiro Religioso. Seu corpo foy levado ao Mosteiro de Santa
Maria de Aguiar, junto a Castel Rodrigo, que he de Religiosos de S.
Bernardo, e sepultado na Capella Mor, onde se vè hum letreiro de
pedra na parede, que diz: _Aqui jaz o muy douto Padre Frey Bernardo
de Brito Chronista Mòr, que foy deste Reyno, morreo no anno de 1617._
Foy pessoa de agradavel presença, grande de corpo, bem proporcionado,
e de robusta compreiçaõ, se a naõ estragara com o demasiado estudo, o
que acontece a muitos engenhos de Espanha, que naõ saõ menos prodigos
da vida no exercicio das letras, do que Silo Italico o confessa no das
armas. Foy de suave conversaçaõ, e de felice memoria. Prègou com muita
fama, e em todos os estudos, a que se applicou, mostrou grande talento,
o qual sempre empregou no serviço publico, eternizando os Principes
deste Reyno, illustrando a Nobreza delle, e resuscitando, como outro
Deucaleonte, os Portugueses, atè das pedras espadaçadas dos Romanos,
para lhes dar perpetua vida na memoria dos homens. Evora a 2. de Abril
de 1628.
ELOGIO
DE EVORA.
No meyo da Provincia de Alentejo està situada a Cidade de Evora[255] em
hum posto taõ eminente, que fica senhoreando os campos, que a cercaõ
por toda a parte atè pararem em quatro serras, com que a natureza em
larga distancia a cercou, quasi como com muro. Da parte do Oriente
a serra de Ossa; de Meyo dia a de Portel, e Viana, do Norte a de
Arrayolos, e do Occidente a de Montemuro. He este sitio taõ agradavel à
vista, que aos de Italia lhes pareceo que era Roma; e aos de Castella,
o seu Madrid, e Toledo. Esta he aquella Cidade, que sendo fundada por
Elysa primeiro Povoador de Espanha, tem sustentado por tantos seculos
o mesmo nome, e lugar, quando das Metropolis das mayores Monarchias
naõ se sabem já os vestigios donde foraõ. A fama deste sitio trouxe a
si da Gallia os Celtas, a quem admitindo os Eborenses por Cidadaõs, os
dividiraõ depois por as Provincias vizinhas, reconhecendo-se sempre
por colonias suas todos os Celtiberos de Espanha. Esta he a Cidade,
a cuja vista Viriato levantou os primeiros tropheos dos desbaratados
exercitos Romanos, e Sertorio edificou os muros, aqueductos, e
fabricas Corynthias dos despojos daquelle povo, que foy vencedor do
mundo, acquiridos com os soldados Eborenses; e que ainda hoje permanecem
por testemunhos de tamanha gloria. Este o lugar, em cujo nome quiz
o primeiro Emperador de Roma, que ficasse eternizada a memoria de
sua liberalidade. Esta foy a Cidade, que primeiro ouvio as alegres
novas do Evangelho, e della, como de Sede propria, as recebeo por S.
Mancio toda Lusitania. Esta foy o propugnaculo dos Reys Godos contra
o Imperio. E naquella grande ruina ultima de Espanha, posto que se
sometteo ao poder dos Arabes, inda depois de rendida se temeraõ tanto
della, que levaraõ a principal parte de seus moradores a Marrocos,
cabeça de sua Monarquia, onde os Eborenses fundaraõ outro lugar, com o
nome da mesma patria, em que conservaraõ a Fè, e a liberdade por muitos
seculos, atè que no tempo delRey D. Joaõ I. se tornaraõ a Espanha.
Nenhuma força pode recuperar esta inexpugnavel fortaleza; e assim foy
só restituida pela industria intrepida de Giraldo Illustre Cavalleiro,
que com ella deu aos Reys Portugueses a mayor parte da Lusitania. Esta
foy a primeira em defender a liberdade de Espanha, naquella milagrosa
batalha do Triumpho da Cruz, onde seus moradores se ouveraõ com tanto
valor, que a mesma Cruz lhe ficou por premio em perpetua memoria de taõ
glorioso Triumpho. Na conservaçaõ da liberdade Porruguesa foy ella a
primeira, que servio a ElRey D. Joaõ I. depois que intentou a defensaõ
do Reyno. Aqui foy a praça de armas do Condestable, com cujos moradores
alcançou tantas victorias. Aqui permanece a primeira Igreja de Espanha,
illustrada com tantos Santos, e gravissimos Prelados. Esta foy a patria
de tantos Varoens insignes em letras, onde florecem todas as sciencias
divinas, e humanas. Esta he aquella, que produzio a Real planta da
Senhora Infanta Dona Catharina; donde refloreceo com mayor felicidade
a nossa Monarquia. Esta foy a primeira, que teve valor para desprezar
o poder da Monarquia Castelhana, a cujo exemplo deve Catalunha a
conservaçaõ de seus foros, e Portugal sua honrosa, e amada liberdade.
E finalmente Evora he a que com a restauraçaõ de seu Rey, e natural
Senhor tem descuberto outro novo mundo a todas as Provincias de Europa.
NOTAS DE RODAPÉ:
[255] _I. Rep. Hesp. Botero I. p. De Principi Christ. l. 5. t. Afons.
I. Herr. na entrad. de Port. l. 3 f. 97 e l. 2 f. 45. Goropio na sua
Hesp. Plin. l. 3. c. 1. Mon. Lusit. 5. p. l. 3. Monarch. Lusit. I. p.
l. 3 c. 21. Refen. Plin. l. 4. c. 22. O Arc. D. Rod. da Cun. na Hist.
de Lisboa p. I. c. 9 n. 1. Moral. l.12. c. 14. Razis. Hist. Eboren. de
Res. Chron. de D. Joaõ I.de Cast. an. 12ᵒ c. 19 Chron de D. Fern. o S.
c. 10. Monarch. Lusit. Chron. delRey D. João I Carta do Biscainho O
Conde Thesauro I. Campegiamenti di Piamonte._
INDEX
_Das cousas mais notaveis, que se contem neste Livro, e das Familias,
de cujos Appellidos se explicaõ os brasoens. Vay notado com tres
numeros o primeiro he do Discurso, o segundo do Paragrafo, e o terceiro
da Pagina._
A
_Abellà_ Cidade nella havia Escholas publicas de todas as Sciencias,
e Artes. Discurso. 5. §. I p. 196.
_Abreus_ seu brazaõ 3. 14. 99.
_Aboim_ seu brazaõ. 3. 5. 90.
_Abyas_ de Judà de idade de 18. annos deu batalha a Jeroboaõ Rey dos
dez Tribus Disc. 8. p. 312.
_Abul_ seu brazaõ. 3. 4. 88.
_Achioli_ seu brazaõ. 3. 4. 88.
_Adail_ que officio he 2. 6. 42.
Seu principio em Portugal. Ceremonias com que eraõ eleitos.
_Ibidem._
_Rey D. Affonso Henriques_ fundou muitas Villas. 1.2.7.
Armouse Cavalleiro a si mesmo 3. 28. 142.
_Rey D. Affonso III._ povoou muitas Villas. 1. 2. 7.
_Rey D. Affonso V._ passou a Africa com 220. vellas, e a Arzilla
com 338. Disc. 2. §. 15. pag. 68.
_Rey D. Affonso_ de Congo fez hum Collegio de que sahiraõ Mestres
que puzeraõ Escholas por todo o Reyno. 6. 5. 226.
_D. Affonso Cardeal_ seu Elogio. 8. 12. 263.
_Affonso Tello_, grandeza com que foy creado Conde por ElRey D.
Pedro 3. 28. 142.
_Affonso de Albuquerque_ o que respondeu a ElRey D. Manoel sobre
a defensa de Goa. 1. 3. 13.
_Affabilidade_ de Principes Disc. 8. p. 341.
_Africa_ descobrimento de sua Costa em que tempo. 1. 2. 7.
_Agoa_ de poços bebese em varias Cidades, e Villas de Portugal.
1. 5. 22.
_Aguia_s nos Escudos sua origem. 3. 4. 87.
Que Familias as trazem nos Escudos. 3. 4. 88.
_Agomia_ seu brazaõ. 3. 14. 99.
_Aguiar_ seu brazaõ. 3. 14. 99.
_Alentejo_ porque naõ he taõ povoado como as demais Provincias do
Reyno 1. 5. 21.
Como se pòde povoar. _ibidem._ p. 24.
_Alarcaõ_ seu brazaõ. 3. 6. 93.
_Alabardeiros_ sua origem. 2. 4. 41.
_Alardo_ seu brazaõ. 3. 9. 96.
_Alas_ vanguarda, retaguarda, em que tempo se introduziraõ estes
nomes em Portugal. 2. 8. 46.
como se chamavaõ antigamente. _ibidem._
_Albornoz_ seu brazaõ. 3. 5. 90.
_Alcaide Mòr_ que officio he. Sua origem. 2. 12. 59.
Sua ethimologia 2. 12. 60.
_Albergaria_ seu brazaõ. 3. 6. 93.
_Alexandre Magno_ que estimava a Illiada de Homero Disc. 8. p. 411.
amor que teve às letras p. 412.
o que fazia quando se deitava na cama. p. 355.
Sua fortaleza, pag. 359.
Foy morto com peçonha, e porque. 360.
Quam estimado, e honrado dos seus. 361.
_Albuquerque_ seu brazaõ. 3. 15. 102.
_Alexandre_ mandou crucificarem em hũ só dia 800. Judeos. Disc.
8. p. 325.
_Alcaçova_ seu brazaõ. 3. 13. 99.
_Alma_ composta de proporçoens de Musica. Disc. 8. pag. 418.
_Alcaforado_ seu brazaõ. 3. 15. 102.
_Alferes Mòr_ sua Dignidade, e origem, os que tem havido em
Portugal, seu officio na guerra. 2. 4. 39.
_Aldana_, seu brazaõ. 3. 12. 98.
_Almocadem_, que officio era. 2. 6. 43.
Ceremonias com que eraõ eleitos. ibid.
_Alfaro_, seu brazaõ. 3. 4. 88.
_Almirante_, sua origem, e principio em Portugal. O primeiro que
houve, ceremonias de sua eleiçaõ, sua jurisdicçaõ, seu salario.
2. 11. 63. e 64.
os que tem havido em Portugal. _ibidem._
_Almas_, seu brazaõ. 3. 5. 89.
_Almada_, seu brazaõ. 3. 5. 90.
_Almeida_, seu brazaõ. 3. 11. 97.
_Almeida_, seu brazaõ. 3. 6. 93.
_Alpoem_, seu brazaõ. 3. 9. 96.
_Altyo_, seu brazaõ. 3. 5. 90.
_Alvarenga_, seu brazaõ. 3. 15. 103.
_Alvelo_, seu brazaõ. 3. 10. 96.
_Alvernas_, seu brazaõ. 3. 14. 99.
_Alvos_, seu brazaõ. 3. 4. 88.
_Amarras_, as de Portugal melhores, que as de Flandes. 1. 4. 18.
_Amasias_, Rey de Judà desbaratado, e prezo por seus inimigos,
e porque. Disc. 8. pag. 325.
_Amaral_, seu brazaõ. 3. 9. 96.
_Amasis_, fez huma ley em que obrigava a todos os seus que cada hum
anno dessem conta de sua vida perante Juizes para isto deputados.
Disc. 8. p. 340.
_Ambiçaõ_ de Herodes, qual. Disc. 8.
_Anadeis_, seu officio. 2. 5. 41.
O primeiro que houve em Portugal. Que tempo duraraõ, _ibidem._
_Animaes_, nos Escudos sua origem. 3. 4. 87.
_Andaluzia_, povoada pelos Turdolos, ou Turdeletanos. 5. 2. 197.
_Angola_, em que tempo principiou a sua conquista. 6. 1. 218.
_D. Antão Martins de Chaves_ Cardeal, seu Elogio. 8. 8. 255.
_Antiocho_ Rey da Asia, destruição que fez em Jerusalem. Disc. 8.
p. 317.
O que disse em sua morte, _ibidem._
_Anibal Bentivoglio_, amor que a Patria lhe tinha. Disc. 8. pag. 324.
_Appellidos_ dos Nobres de Portugal. 3. 2. 84.
Suas origens. Saõ os sinaes da descendencia das Familias, _ibidem._
ninguem pode tomar appellido da Familia alheya. 3. 2. 86.
_Aragaõ_, seu brazaõ. 3. 5. 90.
_Aranha_, seu brazaõ. 3. 14. 99.
_Araujo_, seu brazaõ. 3. 7. 94.
_Aragonezes_, com menos gente triunfaraõ do poder de Castella.
2. 9. 53.
_Arca_, seu brazaõ. 3. 5. 90.
_Arco_, seu brazaõ. 3. 14. 99.
_Arnào_, seu brazaõ. 3. 4. 88.
_Armas de fogo_, as melhores saõ as que se fabricaõ em Portugal.
1. 4. 18.
_Armas_, seu exercicio virtudes que inclue 2. 1. 33.
_Armas_, quantia dellas que havia no tempo delRey D. Joaõ III.
2. 11. 57.
naõ hiaõ para fóra do Reyno no tempo delRey D. Manoel. 2. 11. 57.
_Armas_, por descendencia, que Familias as trazem. 3. 15. 101.
_Armas_, tomadas por casos particulares. 3. 16. 104.
porque Familias, _ibid._
_Armas_, sua nobreza naõ se regula pelas cores, ou materias de que
se compoem. 3. 18. 116.
_Armador Mòr_, seu exercicio. 2. 2. 35.
Seu officio, principio, e regimento. 2. 11. 58.
_Armada_, a primeira que sahio de Portugal. 2. 11. 63.
_Armada_ Ordinaria para defensa da Costa que havia antigamente em
Portugal. 2. 15. 67.
a com que ElRey D. Sebastiaõ passou a Africa foy a maior que se
tem visto no Mar Occeano. 2. 15. 68.
as de ElRey D. Manoel, e D. Joaõ III. para guarda da Costa.
2. 15. 70.
as Estrangeiras quam prejudiciaes aos naturaes. Disc. 8. p. 364.
e 365.
_Armazem_ de Armas que fez ElRey D. Manoel, e D. Joaõ III. 2. 11. 57.
_Arquitetura_, sua utilidade, Disc. 8. pag. 407.
_Artes_, sua multidaõ de quanto proveito he ao Reyno. 1. 4. 15.
naõ pòdem
florecer aonde naõ houver muita gente. 1. 1. 3.
naõ se pòdem exercitar sem a milicia. 2. 1. 33.
_Arte Militar_, naõ se pòde alcançar sem exercicio. 8. 1. 239.
_Artaxerxes_, Rey da Persia, como premiou a Mardocheo, e porque. Disc.
8. p. 339.
_Arruelas_ nos Escudos, sua origem. 3. 11. 97.
que Familias as uzaõ. _ibid._
_Artelharia_, sua invenção. 1. 1. 4.
_Arzila_, cercada pelo Rey de Fez. 2. 15. 69.
_Aspas_, que se trazem nos Escudos sua origem. 3. 7. 93.
que Familias as uzaõ, _ibidem._
_Asclepiades_, Merliano, escreveo a navegaçaõ, e naufragios de Ulyses.
5. 2. 199.
_Aia_, filho delRey Abyas porque venceo a Zarà Rey de Ethyopia. Disc.
8. pag. 317.
_Aspereza_, naõ hade ter o Principe que governa. Disc. 8. pag. 292.
_Astronomia_, de quanto proveito seja. Disc. 8. p. 407.
_Asturias_, seu brazão, 3. 13. 99.
_Assucar_, Mestres para a sua fabrica mandou vir de Sicilia o Infante
D. Henrique. 1. 4. 19.
He o mayor rendimento que tem a Coroa de Portugal, _ibidem._
_Ataide_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Atouguia_, seu brazão, 3. 6. 93.
_Atouguia_, seu brazão. 3. 12. 98.
_Athalia_, governou o Reyno de Judà com muita soberba, e crueldade.
Disc. 8. pag. 304.
_Athila_, Rey dos Hunnos, sua crueldade. Disc. 8. p. 297.
Mandou hum Exercito de Suevos, contra os Portugueses. Disc. 8.
p. 307.
_Athenienses_, primeiros inventores do pão, e das leys. Disc. 8.
p. 346.
_Augusto Cesar_, Emperador, amor que teve a seu povo. Disc. 8. p. 324.
deixou tres livros feitos pela sua mão. 8. 340.
O que fazia lendo algum livro latino. 8. 356.
Obras grandes de sua prudencia, _ibidem_.
mandou abrir a sepultura de Alexandre. 361.
Para ser perfeito Principe não lhe faltava mais que o
conhecimento do verdadeiro Deos. 8. 315.
Em seu tempo encarnou o Divino Verbo. _ibidem_.
Suas virtudes, _ibidem_.
Sua prudencia. 8. 351.
_Avelar_, seu brazão. 3. 5. 89.
_Avreo_, seu brazão. 3. 4. 88.
_Avinhal_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Avareza_, causa de grandes males. Disc. 8. 370.
_Austria_, seu brazão. 3. 5. 89.
_Ayala_, seu brazão, 3. 4. 88.
_Azambuja_, seu brazão. 3. 14. 99.
_Azumbuja_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Azeredo_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Azevedo_, seu brazão. 3. 4. 88.
_Azevedo_, seu brazão. 3. 7. 94.
_Azinhal_, seu brazão. 3. 14. 99.
B
_Bacco_, foy o primeiro que entrou em Hespanha, e Portugal com
Exercitos. Disc. 8. p. 306.
_Bacelar_, seu brazão. 3. 14. 99.
_Badajòs_, seu brazão. 3. 14. 99.
_Bairros_, seu brazão., 3. 5. 90.
_Bandeira_, seu brazão. 3. 16. 104.
_Bandas_, que se trazem nos Escudos, sua origem. O que he. Que
Familias as trazem. 3. 5. 89.
_Barras_, que se trazem nos Escudos, sua origem. O que he. Que
Familias as trazem. 3. 5. 89.
_Barbança_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Barbato_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Barbedo_, seu brazão. 3. 10. 96.
_Barboza_, seu brazão. 3. 8. 95.
_Baraõ_, que dignidade he, sua origem, e officio. Os que tem havido
em Portugal. 3. 26. 138. & seqq.
_Barboza_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Barbuda_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Barbudo_, seu brazão. 3. 15. 103.
_Barbudo_, seu brazão., 3. 10. 96.
_Bardes_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Barradas_, seu brazão. 3. 8. 95.
_Barrayola_, seu brazaõ. 3. 5. 90.
_Barreira_, seu brazaõ. 3. 5. 90.
_Barreto_, seu brazaõ. 3. 15. 103.
_Barriga_, seu brazão. 3. 13. 99.
_Barros_, seu brazaõ, 3. 5. 90.
_Barroso_, seu brazaõ. 3. 8. 95.
_Barroso_, seu brazaõ. 3. 4. 88.
_Bayaõ_, seu brazão. 3. 14. 99.
_Batalhas_, contra os Castelhanos vencidas pelos Portugueses.
2. 9. 51.
_Barbuda_, que dinheiro era. 4. 26. 172.
_Bemaventurança_, do homem qual he. Disc. 8. p. 330.
_Beja_, seu brazaõ. 3. 6. 93.
_Belchira_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Belliagua_, seu brazão. 3. 14. 99.
_Bembo_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Benambia_, seu brazaõ. 3. 13. 99.
_Beringes_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Bermudes_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Bessa_, seu brazão. 3. 9. 96.
_Betancor_, seu brazão. 3. 4. 88.
_Bispos_, que eraõ obrigados a ter armas mas em numero certo.
2. 11. 57.
_Bicudo_, seu brazão. 3. 14. 99.
_Biscaya_, seu brazão. 3. 14. 99.
_Bivar_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Biveiro_ seu brazão. 3. 14. 99.
_Bondade_, differença que vay dos bons aos màos. Disc. 8. p. 375.
_Botero_, que reparou nos Portugueses. 6. 5. 229.
_Borges_, seu brazão. 3. 12. 98.
_Borreco_, seu brazão. 3. 14. 99.
_Botado_, seu brazão. 3. 4. 88.
_Botelho_, seu brazão. 3. 5. 9O.
_Botilher_, seu brazão. 3. 14. 99.
_Botto_, seu brazão. 3. 13. 99.
_Bovadilha_, seu brazaõ. 3. 4. 88.
_Brazoens_, de armas, que estão pintados na Salla dos Paços de Cintra,
e de que Familias. 3. 18. 111.
_Bracamonte_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Brandaõ_, de Inglaterra, seu brasaõ. 3. 4. 83.
_Brandaõ_, seu brazão. 3. 14. 99.
_Britto_, seu brazão. 3. 4. 88.
_Broncilde_, Rainha de França sua crueldade. Disc. 8. p. 304.
_Bulhoens_, seu brazaõ. 3. 6. 93.
_Buzio_, seu brazão. 3. 5. 90.
C
_Cabras_, seu brazão. 3. 14. 99.
_Cabo Verde_, em que tempo se descobrio, que terras possuem nelle os
Portugueses, (propagação) da Fè naquelles Estados, 6. 1. 217.
_Cacena_, seu brazaõ. 3. 9. 96.
_Cacheu_, seus portos saõ muy frequentados de todos os Navios de
Europa. 6. 5. 227.
_Caça_, seu exercicio louvavel aos Principes, e grandes Senhores.
Disc. 8. pag. 354. Devem usar delle com temperança, ibidem.
_Caceres_, seu brazão. 3. 14. 99.
_Çacoto_, seu brazão. 3. 10. 96.
_Caldeiras_, se conservaõ no Convento da batalha, e Alcobaça as com
que no campo de Aljubarrota, se fazia o comer dos Soldados.
3. 20. 122.
_Calvarios_, que moeda era, e o seu valor. 4. 32. 180.
_Caligula_, Emperador, sua desenvoltura. Disc. 8. p. 378.
_Calças_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Caldeira_, seu brazão. 3. 14. 99.
_Calheiro_, seu brazaõ. 3. 5. 90.
_Calvo_, seu brazaõ. 3. 5. 93.
_Cambyses_, o que fez a hum Juiz. Disc. 8. p. 292.
_Cão_, seu brazaõ. 3. 16. 102.
_Camello_, seu brazaõ. 3. 10. 96.
_Camello_, seu brazaõ. 3. 5. 90.
_Camera_, seu brazaõ. 3. 13. 99.
_Caminha_, seu brazaõ. 3. 5. 90.
_Camões_, seu brazaõ. 3. 14. 99.
_Campo_, seu brasaõ. 3. 4. 88.
_Canto_, seu brazaõ. 3. 5. 90.
_Çapata_, seu brazaõ. 3. 14. 99.
_Capitão Mor do mar_, sua origem, sua jurisdicçaõ, os que houve em
Portugal. 2. 14. 65. e 66.
_Capua_, destruida pelos Romanos.
Discurso 8. pag. 364.
_Cardozo_, seu brazaõ. 3. 14. 99.
_Carneiro_, seu brazaõ. 3. 14. 99.
_Carrasco_, seu brazaõ. 3. 14. 99.
_Carregueiro_, seu brazaõ. 3. 4. 88.
_Carrilho_, seu brazaõ. 3. 12. 98.
_Carvalhaes_, seu brazaõ. 3. 14. 99.
_Carvalhosa_, seu brazaõ. 3. 13. 98.
_Carvalho_, seu brazaõ. 3. 14. 99.
_Carvoeiro_, seu brazaõ. 3. 14. 99.
_Cardeaes Portugueses_, de p. 247 atè pag. 286.
_Cardeal S. Damaso_, de quem foy filho, onde nasceo. 8.1.247.
Onde està enterrado. Varias opinioens sobre a sua Patria. Por quem
foy eleito Cardeal. Em que anno sobio ao Pontificado. Suas acçoens.
p. 248 e 249.
_Cardeal D. Payo Galvaõ_, em que tempo floreceo. 8. 2. 249.
De quem foy filho. De que Ordem foy. Por quem foy creado Cardeal do
titulo de Santa Maria _in Septifolio_. Em que tempo. He eleito
Cardeal do titulo de Santa Cecilia. Em que tempo. He eleito Cardeal
Albanense. Em que tempo. He mandado Legado Apostolico com a Cruzada
à Conquista da Terra Santa. Por quem. Em que tempo. He mandado
Legado ao Emperador Federico II. pag. 250.
_Cardeal D. Joaõ Froes_, sua Patria, seus Pays. De que Ordem foy.
Sendo Bispo Sabinense consagrou a Igreja do Mosteiro de Santa Cruz
de Coimbra. Em que tempo. 8. 3. 250.
_Cardeal João 20. dito 21._ Summo Pontifice. Sua Patria. Filho de
quem. Foy chamado Pedro Peres. Foy Arcediago de Vermoim na Sè de
Braga. Foy Prior de Guimaraens. Em que tempo He creado Bispo
Cardeal. Por quem, e em que tempo. Foy companheiro de S.
Boaventura. Teve mais companheiros, e quaes. Foy insigne na
Mathematica, e Medicina. 8. 4. 251.
He eleito Summo Pontifice, e em que tempo. Teve particular cuidado
em prover os Beneficios da Igreja. Intentou recuperar a Terra Santa.
Em que tempo morreo. Onde està sepultado. Que tempo viveo. Obras que
compoz. 8. 4. 252.
_Cardeal D. Martinho_, sua Patria. Em que tempo foy creado Cardeal. E
por quem. Sua morte. 8. 5. 252.
_Cardeal D. Joaõ Affonso de Azambuja_, de quem foy filho. 8. 6. 252.
Foy Conego de Evora. Foy Prior da Igreja de Monsaõ, e de Alcaçova.
He mandado a Roma. Foy Bispo do Algarve, do Porto e de Coimbra,
Arcebispo de Lisboa. He creado Cardeal, e por quem. Fundaçoens que
fez em Lisboa, Sua morte. 8. 6. 253.
_Cardeal D. Pedro da Fonseca_, de quem foy filho. Foy Bispo do Porto.
He creado Cardeal, e por quem. Em que tempo. Desobedeceo ao
Concilio de Pisa. Foy deposto pelo Concilio de Constancia. He
confirmado na Dignidade por Martinho III. Em que tempo. He mandado
por Legado a Constantinopla. Sua morte. 8. 7. 254.
_Cardeal D. Antaõ Martins de Chaves_, em que tempo foy eleito Bispo do
Porto. Concilios que em seu tempo se fizeraõ em Portugal. He mandado
ao Concilio de Basilea. He creado Cardeal em que tempo. Suas acçoens
em Roma. Sua morte. 8. 8. 255.
_Cardeal D. Luiz de Amaral_, mandado por Embaixador ao Concilio de
Basilèa. Em que tempo. Reputaçaõ, que teve entre aquelles Prelados.
He mandado Emperador a Grécia. E tambem ao Emperador de Alemanha. He
creado Cardeal, em que tempo. Sua morte. 8. 9. 257.
_Cardeal D. Gemes_, de quem foy filho, He creado Cardeal. Por quem, e
em que tempo. He louvado de Eneas Sylvio. Sua morte. 8. 10. 258.
e 259.
_Cardeal D. George da Costa_, sua Patria. Em que tempo floreceo. Foy
Lente em Santo Eloy. He mandado a Roma a varios negocios, sendo Deaõ
de Lisboa. He mandado Embaixador a Castetella.
He creado Cardeal. Por quem, e em que tempo. Retira-se occultamente
para Roma; e porque. Recebe o Arcebispado de Braga. Foy Cardeal de
varios titulos. Renuncia o Arcebispado de Lisboa em D. Martinho seu
irmaõ. Sua empreza. Sua morte. 8. 11. de p. 259. atè p. 263.
_Cardeal D. Affonso_, filho delRey D. Manoel. Foy creado Cardeal do
titulo de Santa Luzia, em que tempo. Teve outros varios titulos.
Empregos que teve. Sua morte. 8. 12. 263.
_Cardeal D. Miguel da Sylva_, de quem foy filho, estudou em Pariz.
Parte para Roma, em que tempo. Dahi passa a Veneza, e para que fim.
Torna para Portugal. Exercita varios empregos. Torna para Roma, e
dahi para Portugal segunda vez. Pertende o Summo Pontifice crealo
Cardeal, ElRey D. Joaō III. o naõ consente. Torna para Roma
occultamente. Insta ElRey com elle que torne para o Reyno, e elle
desobedece. He desnaturalizado por esta desobediencia. Publica-se a
sua creaçaõ. Foy Legado de Ravena, teve votos para sobir à Cadeira
Pontifical. Sua morte. 8. 13. 264. usque 266.
_Cardeal D. Henrique_, filho delRey D. Manoel. Primeiro emprego que
teve. Foy Arcebispo de Braga, e Bispo de Evora. He creado Cardeal.
Foy legado a Latere neste Reyno, e Inquisidor Mòr. Erigio as Casas
do Santo Officio de Lisboa, Evora, Coimbra, e Goa; reformou varias
Religioens. Sua morte. 8. 14. 266.
_Cardeal D. Verissimo de Lancastro_, de quem foy filho. Em que tempo
nasceo. Empregos que teve. He creado Cardeal, e por quem, e em que
tempo. Sua affabilidade, amor grande que teve às letras. Sua morte.
Exequias que se lhe fizeraõ nella. 8. 15. 267. & vers.
_Cardeal Luiz de Sousa_, de quem foy filho. Em que tempo partio para
Roma. Sentimento que teve na morte do Principe D. Theodosio. He
eleito Deaõ da Sè do Porto. Torna para Portugal, Empregos que teve.
He creado Cardeal. Por quem, e em que tempo. Sua morte. 8. 16. de
26. ate p. 272.
_Cardeal Nuno da Cunha de Ataide_, de quem he filho. Quando nasceo.
Empregos que tem occupado. Os que exercita. Em que tempo foy creado
Cardeal; acçoens que obrou em Roma. 8. 17. 273.
_Cardeal D. Jozè Pereira de Lacerda_, de quem foy filho. Sua patria.
Empregos que occupou. Em que tempo foy creado Cardeal, e por quem.
Ordenou que o dia de Santa Barbara se guardasse na Cidade de Faro.
Acçoens que obrou em Roma. Sua morte. 8. 18. 275. até 277.
_Cardeal D. Joaõ da Motta, e Sylva_, Empregos que tem occupado. Em
que tempo foy creado Cardeal. 8. 19. 277.
_Cardeal D. Thomàs de Almeida_, de quem he filho. Empregos que tem
occupado. He nomeado Bispo de Lamego. O que obrou neste Bispado. He
creado Bispo do Porto. Acçoens que obrou neste Bispado. He creado
Patriarca primeiro de Lisboa. Obras que fez no sitio de Rilhafolles.
Funda o Convento de N. Senhora dos Remedios em Campolide. Manda
fazer Constituiçoens. E tambem para as Religiosas Descalças de N.
Senhora da Conceiçaõ da Luz. Reedifica a Quinta de Santo Antonio
do Tojal. He creado Cardeal. 8. 20. de p. 278. até p. 286.
_Carlos Magno_, Principe sem igual. O que mereceo por suas grandes
virtudes, Disc. 8. p. 316.
_Castanheda_, seu brazão. 3. 5. 90.
_Castel branco_, seu brazaõ. 3. 4. 88.
_Castilho_, seu brazão. 3. 13. 98.
_Castro_, seu brazaõ. 3. 11. 95.
_Castella_, tem agora menos gente, que antigamente. 2. 9. 49.
_Castellos_, nos Escudos, sua origem. Que Familias os trazem.
3. 13. 98.
_Cayado_, seu brazão. 3. 4. 88.
_Cazal_, seu brazão. 3. 12. 98.
_Caza_, da Moeda em Portugal em que partes tem tido assento. A
primeira que houve. Seu governo. 4. 22. 168.