XIII

É pau, e rei dos paus, não marmelleiro,

Bem que duas gamboas lhe lombrigo;

Dá leite, sem ser arvore de figo,

Da glande o fructo tem, sem ser sobreiro:

Verga, e não quebra, como o zambujeiro;

Occo, qual sabugueiro tem o embigo;

Brando ás vezes, qual vime, está comsigo;

Outras vezes mais rijo que um pinheiro:

Á roda da raiz produz carqueija;

Todo o resto do tronco é calvo, e nú;

Nem cedro, nem pau-sancto mais negreja!

Para _carvalho_ ser falta-lhe um _u_;

Adivinhem agora que pau seja,

E quem adivinhar metta-o no cú.

Poesias Eroticas, Burlescas, e Satyricas de M.M. de Barbosa du Bocage não comprehendidas na edição que das obras d'este poeta se publicou em Lisboa, no anno de MDCCCLIII. · 第 108 / 208 题