_Provas da Historia genealogica da Casa Real_, pag. 316; e no _Fasto
de Hymeneo, ou Historia Panegyrica dos desposorios dos Fidellissimos
Reys de Portugal, nossos Senhores, D. Joseph I e D. Maria Anna Victoria
de Bourbon_, por Fr. Joseph da Natividade, pregador geral da ordem dos
Pregadores, na provincia de Portugal; pag. 18.
[52] Sebastião José de Carvalho e Mello nasceu em Lisboa, na casa da rua
Formosa, a 13 de maio de 1699 e foi filho de Manuel de Carvalho e Atayde,
commendador na Ordem de Christo, Capitão de Cavallaria da côrte, senhor
da Quinta da Granja, e de D. Thereza Luisa de Mendonça, filha de João
d’Almada e Mello, commissario geral de cavallaria na Beira, alcaide-mór
de Palmella, senhor e administrador do morgado dos Olivaes e do Souto
d’El-Rei. Foi seu padrinho, seu avô paterno, Sebastião de Carvalho e
Mello, Capitão de Cavallos, senhor dos morgados de Sernancelhe e da
Quinta da Granja, padroeiro da egreja de N. Senhora das Mercês, onde jaz
sepultado, tendo vivido 110 annos. Era, portanto, o marquez de Pombal
fidalgo pelo lado paterno e materno, pertencendo á fidalguia de provincia
(a não titular, que não tinha nenhum cargo superior na côrte), a que, ao
tempo, pertenciam tambem a maior parte das familias que hoje formam a
aristocracia portugueza. O titulo de conde d’Oeiras foi-lhe conferido em
15 de julho de 1759 e o de marquez de Pombal a 16 de septembro de 1769.
[53] El-Rei D. José tinha nascido a 6 de junho de 1714, e o conde
d’Obidos a 20 de julho de 1699, tendo por consequencia mais quinze annos
que o monarcha. Esta differença explica a phrase do fidalgo, quando
Sebastião de Carvalho lhe veio pedir a sua protecção: _pois o menino é
chocalheiro_?!
[54] O original d’este documento encontra-se na torre do Tombo, liv. 5.ᵒ
de D. Affonso IV, de afforamentos, doações etc., pag. 46 verso.
[55] Diz-se geralmente que foi D. Affonso V quem concedeu o ducado de
Bragança a seu tio o conde de Barcellos; é falsa, porém, tal affirmativa.
A doação data de 1442, durante a regencia de D. Pedro, embora a carta só
fosse requerida mezes depois do desastre d’Alfarrobeira.
[56] O duque de Coimbra, D. Jorge, foi o progenitor da casa d’Aveiro,
recebendo seu filho, D. João, o titulo de duque d’aquella localidade.
INDICE
PAGINAS
Prefacio e advertencia VII a XV
A Casa das Rainhas 1
D. Dulce 9
D. Sancha 13
D. Beatriz de Gusmão 17
Santa Izabel 23
D. Constança 27
D. Leonor Telles 31
D. Filippa 39
D. Izabel de Lencastre 43
D. Leonor d’Aragão 49
D. Izabel de Lencastre 55
D. Leonor de Lencastre 63
D. Leonor d’Austria 69
D. Catharina d’Austria 81
O interregno dos Filippes 89
D. Luiza de Gusmão 95
D. Maria Francisca Izabel de Saboya 105
D. Maria Sophia de Neuburg 118
D. Marianna d’Austria 124
D. Marianna Victoria de Bourbon 135
Notas e documentos 147 a 175