Ao _r_ segue-se o _z_, embora esta consoante seja mais simples: porque o
_r_ dobra-se, e tambem se combina com outras consoantes; o que não succede
ao _z_: mas as razões de analogia não são menos attendiveis que as de
simplicidade.
O _r_ tem dois valores que se reduzem a uma fórmula bastante simples (_no
princípio_ e _dobrado_, _rr_). O _x_ tem quatro valores, que se esquivam a
regra. É portanto claro que o _r_ devia preceder ao x; mas devendo preceder
ao _x_, devia preceder aos caracteres a que o _x_ está associado por
identidade de valores.
Na verdade, em _zaz_ vê-se que _z_ vale _z x_
Em _sisudos_ vê-se que _s_ vale _ç z x_
Em _sexo auxilio exilio xale_ vê-se que _x_ vale _kç ç z x_
Valem todas tres _z_, _x_; duas valem mais _ç_; e uma vale ainda mais _kç_.
É como uma escada de tres degraus que o methodo, que é todo escada, não
podia desmanchar.
Por isso a todas tres precede o _r_; e agora ao _r_, segue-se a mais
simples das tres.
A theoria relativa ao _z_, encerra-se nas seguintes perguntas e respostas:
—_Que letra é esta?_—_Zêxe._
—_Porque se chama_ zêxe?—_Porque vale_ z... _e_ x...
—_Quando vale_ z...?—_Em não vindo no fim._
—_E quando vale_ x...?—_Em vindo no fim._
Isto é o bastante.
O discipulo está agora atravessando um terreno escabroso. Por maiór
circumspecção com que vamos guiando os seus passos, não o livramos de caír:
salvo tecendo-lhe de proposito lições faceis, e desviando-lhe tropeços; mas
então o resultado seria um progresso illusorio.
Vistes nas lições do _r_ como por uma escala de combinações chegámos a
accumular dentro da mesma palavra muitas dúvidas. Assim convem preparar o
discipulo para a leitura usual e prática onde, a cada linha, encontra essas
accumulações. A amenidade do methodo não póde levar-se até á esterilidade.
Se as lições agora são mais embaraçadas, vá o alumno ensaiando a sua
reflexão. Adiante da palavra mais duvidosa, está a prevenção da regra e a
advertencia do mestre.
O magisterio é de sua natureza offício de abnegação e de paciencia. O
mestre que se ira corrompe o coração do alumno. E se o alumno, pela sua
tenra idade, é incapaz de aprender regras e de as applicar, então a sua
presença na escola apenas attesta a ignorancia dos paes e a incuria da
autoridade. Até aos sete e oito annos de idade todos andamos numa fervorosa
elaboração corporal, que só reclama alimento, movimento e somno; assim como
andamos nesse profundo e immenso estudo da lingua, e nessa insaciavel
investigação do mundo exterior, que absorve totalmente a faisca mais
brilhante que possa alumiar uma cabeça infantil. Complicar esse duplo
movimento quasi vertiginoso com o ensino primario—leitura, escrita e
contas—passa de absurdo a cruel.
Como os valores do _z_ são novos, só podemos indicar nos symbolos em que
logar o apresentamos.
z~~~z~~~ z
ze|lei ze|lou
ze|lar a|zi|a
a|zul a|zei|te
a|ze|dar va|zi|a
lu|ziu lu|zir
fa|zer ja|zer
ja|zi|a ja|zi|go
a|zar a|zou|gu|e
~~~z
az faz fiz
fez vez jaz
ju|iz luz diz
puz pôz paz
ca|paz la|puz
quiz giz gaz
a|rroz re|troz
ra|paz fe|roz
traz cruz zaz