O leitor havia de notar na lição passada a palavra _duvída_ com accento.
Nós temos aos signaes prosodicos uma especie de aversão, chegando os nossos
mais esmerados escritores a não accentuarem muitas vezes até as palavras
equívocas. Mas esse é o facto. Em theoria ninguem sustenta esse exagero.
Donde se segue que podemos, e devemos, por exemplo, escrever sempre
_duvída_ ou _dúvida_, e nunca simplesmente _duvida_.
O principio de accentuar só as palavras equívocas é bambo. Tudo é equívoco
para quem não sabe. Nada mais equívoco para um extrangeiro, que as tres
primeiras vogaes de _cama casa_ e _cada_, identicas na escrita, diversas na
pronuncia (ã, á, â). Todavia nunca se accentuaram. Mas sendo essa a prática
constante, não se devem dar a ler escritas doutro modo. Porém as palavras
equívocas alguns accentuam-nas systematicamente, e muitos, embora sem
especial cuidado, teem occasião de as differençar na escrita. Queremos
dizer com isto que rejeitando e reprovando nas cartilhas uma accentuação
artificial armada a facilitar a leitura, iremos empregando os devidos
signaes nas palavras duvidosas, conforme a razão e os bons exemplos.
É inadmissivel a doutrina de escrever as palavras de maneira que, em
separado, os mesmos portuguezes não saibam o que ellas são.
Mas, voltando ao nosso caminho, vamos ao b, que se profere despegando os
labios, como p, m; e por isso chamam, a estas letras e inflexões,
_labiaes_.
b
boi
bo|a
a|ba ba|ba
be|ba
ba|ta ba|ti|a
ba|teu ba|ti|da
bo|ta ba|ta|ta
a|ba|ta a|ba|ti|a
a|ba|ti|da
a|ba|fa a|ba|fa|va
a|ba|fa|da