XI

Sorriu Affonso do meu melindroso sentimentalismo, retorceu

destrahidamente os longos bigodes por sobre a barba listrada de

fasciculos brancos, afogueou o seu cachimbo de barro negro, e continuou:

«Eu é que verdadeiramente chorava, quando acabei de lêr esse papel.

Ficas sabendo a impressão que em mim fez a carta de Theodora. Não ha

vergonha que eu omitta n'esta confissão geral. Sou o juiz do homem que

fui. Julguei-me e condemnei-me ao opprobrio de levantar da lama o

coração velho, e mostral-o com nausea ao enojo dos que vão passando...

--Mas eu não vejo ahi cousa indecorosa de que te

envergonhes!...--atalhei.

«Vês, pelo menos, a baixeza do meu espirito, senão antes a crassa

sandice de pensar que as accusações de Theodora estavam justificadas por

essa frandulagem de palavras sonoras, e apostrophes melo-dramaticas. O

castigo da minha miserrima estupidez virá depois... Lá chegaremos.

«Li terceira vez a carta, e abri a janella do meu quarto. O vento

ramalhava nas carvalheiras, e o céo d'aquella noite não tinha uma

estrella. Appeteci embrenhar-me na escuridão do arvoredo. Abri de manso

a porta do meu quarto, e, pé ante pé, ganhei a varanda d'onde era facil

o salto á rua. Acabava eu de saltar, quando do escuro de uma janella

contigua á varanda, me surdiu a voz de Mafalda.--Não tinhas necessidade

de saltar, primo--disse ella--Chamasses que se te abriam as portas.

«--Estás a pé ainda, minha prima?--perguntei eu, corrido da surpreza, e

algum tanto contrariado da espionagem.--Nunca me deito mais

cedo--respondeu ella com brandura--Quando as noites são assim tristes,

gosto de as vêr... Está vento, primo;--continuou retirando-se--não

estejas ahi ao ar desamparado. Boas noites.»

«E fechou rapidamente a janella.

«Encaminhei-me á alamêda dos banhos, na inepta esperança de vêr alli

vestigios de Theodora, ou não sei se ella mesma. Não sei ao que ia. É

impossivel explicar o intento que nos impelle em casos semelhantes,

quando a gente, alguns annos depois, inquire de si mesmo o sentido das

suas intenções: são actos estranhos á razão, dos quaes só póde

desculpar-se o delírio. A verdade é que eu fui á alamêda, e andei, palmo

a palmo, recordando-me do local em que ella me sahiu, e a direcção que

tomára na retirada. Sentei-me n'um dos bancos de pedra, e conjecturei se

ella teria estado alli sentada. Cerrei ouvidos a todos os rumores para

escutar o som das palavras de Theodora, que me ecoavam do intimo

coração. Atirei com a alma supplicante e desesperada áquelle céo de

bronze, negro como ella. Pedia a Deus o esquecimento da mulher, com a

vehemencia do justo atribulado que pede a corôa do triumpho.

«Levantei-me, e andei por as trevas, esbarrando nas arvores, e

refrigerando o fogo da testa e mãos nas fontes e charcos que topava. Ao

arraiar da manhã, estava eu nas raizes da Falperra. Senhoreou-me então

um somno lethargico e invencivel. Adormeci com a face encostada á raiz

d'uma arvore, e acordei, coberto de camarinhas de orvalho, ao calor dos

primeiros raios do sol. Retrocedi pela estrada das Taipas, e entrei em

casa, quando meu tio Fernão, admirado de minha falta, andava indagando

dos criados, se eu sahira de madrugada.

«Mafalda appareceu-me com o semblante pallido, os olhos raiados do muito

chorar, e o azul-violeta das olheiras carregado e distendido até

meia-face. Meu tio ligeiramente alludiu á minha falta, na presença da

filha. Sahimos da mesa de almoço, e entramos na sala, onde Mafalda

recordava as suas musicas ao piano, e, algumas vezes, se acompanhava

cantando. N'este dia, a adoravel penitente sentou-se ao piano; e, com

uma só das mãos, dedilhou umas toadas monotonas, mas celestialmente

saudosas e melancolicas. O velho acenou-me, a occultas da filha.

Segui-o; sahimos, e caminhamos a pé na direcção das ruinas de Citania. A

meio caminho estava uma casa alagada, com uns lanços de muro ainda em

pé. O velho avisinhou-se das ruinas, estendeu o braço com o indicador

apontado, e disse: Aquelles pardieiros pertenceram a teu tio-avô

Christovão de Teive. N'aquelle tempo, os homens de vida infamada, quando

os ultimos invernos lhe geavam na cabeça, e os sinos, dobrando a

finados, lhes attrahiam os olhos para a sepultura, o remorso

penetrava-os até ao amago, e estorcia-os nas roscas das suas mil

viboras, até que Deus se amerceava d'elles, e os tomava para o seu

tribunal. Teu tio-avô foi um mau desgraçado. O amor de uma mulher da

côrte entrou-lhe no coração, e apodreceu-lh'o á força de lhe derrancar o

sangue com as torturas da perfidia. O moço empestado veio para a

provincia, e sevou o seu odio em quantas victimas pôde surprehender

adormecidas no regaço do seu anjo de innocencia. Aos quarenta annos,

pesou sobre elle a maldição de Deus. Desde a raiz dos cabellos até á

raiz das unhas chagou-se-lhe o corpo de lepra. De repente, em redor

d'elle fez-se uma solidão horrenda. Desampararam-no todos. Nem os

engeitadinhos, indigitados como filhos d'elle, ousavam chegar-lhe um

pucaro de agua. Christovão de Teive tinha esta casa, aqui afastada de

visinhos, construida não sei para que fim ha tres seculos. Aqui se

encerrou e viveu quinze annos aquelle vivo amortalhado nas ulceras da

sua pelle. A sua companhia era a ama, que o amamentára, e que Deus, em

recompensa, preservou da terribilissima enfermidade. Morreu o

desamparado, legando esta casa á mulher que lhe cerrára as palpebras. A

enfermeira foi depós elle, devolvendo a casa aos herdeiros de seu amo.

Cincoenta annos depois, quando eu aqui vim, encontrei estes pardieiros.

Dos nossos parentes ninguem poz pé a dentro das soleiras, que alli

estão, onde existiram as portas...

«Deteve-se meu tio breves instantes, e concluiu:--Affonso, o divino

Mestre doutrinava com parabolas: o homem d'estes calamitosos tempos

moralisa com exemplos. Teu tio-avô começou como tu: vê tu, meu sobrinho,

se vingas um correr de vida melhor que o d'elle. Se uma mulher te

cancerou o peito, esconde-te, depura-te, faz-te bom, e depois volve ao

mundo a procurar a felicidade do coração. Em quanto esse dia de

regeneração não chegar, foge das mulheres puras. Eu tenho uma filha

unica, um thesouro que Deus me confiou. Minha filha chora por ti.

Affonso, se as lagrimas d'ella te não resgatam das presas d'uma mulher

perdida, foge, e foge hoje mesmo. Agora, silencio, Affonso...

«Na madrugada do dia seguinte, sahi das Taipas, e fui para Ruivães. Dias

depois, desisti do plano de me formar, e fui para o Porto. Sahia um

vapor para Liverpool: embarquei, e estive na Inglaterra; passei a

França; e de França fui residir na Suissa uns seis mezes. O

arrependimento de deixar minha mãe e a minha terra seguiu-me sempre.

Resolvi regressar por muitas vezes; mas, fatalmente, a primeira imagem

que eu via, voando em espirito á patria, não era a de minha mãe. Ella

sempre, Theodora sempre!

«Ao cabo de um anno de expatriação, voltei para o Porto. Dava-me então

como curado. A memoria d'ella era já fria: o pulso não se accelerava,

nem do coração me subia á cabeça um golfo ardente de sangue. Fui alegrar

minha mãe, ao lado da qual encontrei Mafalda, que lhe assistia á

convalescença d'uma perigosa enfermidade. Notei sensivel mudança no

rosto de minha prima. Os risos do anjo tinham ascendido ao céo no

perfume de suas orações. A coruscante luz d'aquelles olhos tinham-na

apagado os prantos. As madeixas cahiam-lhe soltas sem flôres, sem

ornatos, como dons de quem os esquece, ou não sabe de que elles valham

ás venturas da existencia. Porém, formosa da aureola santa da dôr sem

culpa. Que paixão me avassallou n'aquelles primeiros dias! com que

religiosidade eu beijava a mão de minha mãe aquecida pelos labios

d'ella! Recordo-me de a encontrar sosinha no pomar. Sentei-me ao lado da

mulher purissima. Tomei-lhe com subita sofreguidão os dedos que me

offereciam um pomo. Não ousei beijar-lh'os... apenas balbuciei: minha

querida irmã!... Mafalda respondeu--Deves assim chamar-me, por que eu já

me afiz a chamar minha mãe á tua, meu primo.

«A paz dos primeiros dias, aquelle suave repousar do espirito, entre as

duas carinhosas almas, que m'o distrahiam com as indiziveis doçuras da

domesticidade, durou menos de tres semanas. Ao sentir-me fatigado da

igualdade de todas as horas, angustiei-me, e cobrei horror do meu

futuro. «Que abominavel homem sou!» dizia eu no meu intimo senso,

repellindo-me a mim proprio com uma restante força de virtude--Se me

repugna o crime, por que a não esqueço? Se a não posso esquecer, para

que me devoro n'estas covardes tentativas de lhe fugir? Odeio-a, e, em

minha alma lhe exoro perdão d'este odio. Se me doe o coração saudoso

d'ella, abomino-me, e recurvo sobre mim proprio as unhas d'esta feroz

paixão.

«A fugir de mim mesmo, ia abrigar-me sob os olhos de Mafalda. Ella via

nos meus olhares a submissão imploradora, e não entendia a covarde

procedencia d'aquelle fital-a com tanta brandura. Apreciou-me

erradamente. Teve-se em conta de amada. E, quando eu mais atormentado

pelejava com a visão de Lessa e da lamêda das Caldas, Mafalda rehavia do

céo os jubilos de outros dias, e a purpura do rosto. A compadecida

amargura, com que eu a fitava, afigurava-se á ingenua menina a expressão

do amor contemplativo, como ella o sentira e escondera sempre de todos,

salvo de seu pae.

«Minha mãe, a occultas da sobrinha, perguntava-me a respeito d'ella

cousas, cujo fito estava posto no casamento. Eu respondia a verdade,

como se Deus necessitasse interrogar a minha consciencia. Mostrava

receios de ter desbaratado as flôres do coração, ao apuro de não ter já

virtudes que me fizessem um digno esposo d'ella. Minha mãe não podia

entender-me; obrigava-me suavemente a explicações, e, ouvindo-me, dizia

soluçante: «Não se quebrou ainda o fatal encantamento!... Deus te salve,

meu desgraçado filho!»

«A quarenta passos de distancia de minha casa está uma cruz de pedra

tosca, sobre uma peanha de cantaria. A esta cruz se referia Theodora, na

carta que lêste. Quando ella tinha seis annos, esteve com sua mãe uma

temporada em nossa casa, e voltou alli aos nove. Algumas vezes nossas

mães se sentaram nos degraus do cruzeiro, em quanto nós, com vergonteas

floridas de acacias e arvores de fructa, teciamos uns desageitados

festões que dependuravamos dos braços da cruz.

«Levou-me para lá o coração dez annos depois. Sentei-me na peanha da

cruz. Acaso relanceei os olhos pela pedra, que lhe formava o sôcco, e vi

letras. Reparei, e reconheci os caracteres de Theodora. Eram duas datas:

_5 de Julho de 1848_, com a assignatura inicial _T. P._ Seguia-se a

outra, em letras mais de fresco: _10 de Setembro de 1849_, com as mesmas

iniciaes, e as seguintes palavras: _Aqui veio orar a alma penada._ Eu

estava então em 15 de Setembro d'aquelle anno. Cinco dias antes, pois,

alli tinha estado Theodora.

«Recolhi-me com febre. Á celestial graça de Mafalda, que me sahiu ao

tope da escada, respondi com uma affectuosidade falsa. Importunava-me o

anjo. Eu queria então uma orgia infernal. Queria arder e palpitar no

deleite sequioso, que zomba dos deveres, e insulta o espantalho da

moral, impassivel carrasco das organisações ardentes. O aspecto mavioso

de Mafalda era uma lança que me traspassava. Fugi-lhe, e, por alguns

dias, raras horas nos encontramos.

«Voltei novamente ao cruzeiro. Do braço esquerdo da cruz pendia uma

corôa de flôres do campo; e, na base, inscripta outra data: _20 de

Setembro de 1849--Meia noite--O sol de amanhã queimará as flôres; mas o

braço da cruz redemptora permanecerá aberto para os desgraçados. T. P._

«Eu queria esconder de minha mãe estas inscripções, feitas a lapis.

Embebi um lenço em agua, e desfil-as. Hei-de agora confessar-te que a

pertinacia de Theodora, por algumas horas, me pareceu ridicula.

--Tambem a mim me está parecendo isso, ainda agora--observei eu, animado

pela confissão da pessoa, menos idonea para embicar no irrisorio

romanticismo da esposa de Eleuterio Romão dos Santos.

«Mas, proseguiu Affonso de Teive--esta judiciosa critica, no dia

seguinte, converteu-se em piedade...

--Em amor--atalhei.

«Amor, sim, amor indomavel, amor faminto de vêl-a e de ouvil-a, de

chorar com ella, de arrebatal-a ao marido, e insultar a sociedade e Deus

na posse d'ella.

«Esporeava-me este designio, quando entrei em casa. Minha prima estava

na primeira sala. Ergueu-se. Tomou-me com brandura a mão, levou-a ao

coração arquejante, e disse-me:--_Os braços da cruz redemptora estão

sempre abertos para os desgraçados._ As palavras, embora escriptas por

mão criminosa, são santas. Meu pobre Affonso, já que ella te deu a

desgraça, aceita-lhe tambem o conselho.--Beijou-me a palma da mão, e

sahiu da sala.

«Mafalda tinha visto, primeiro que eu, as palavras de Theodora.

Comprehendera o mysterio, resistira ao impeto de as tirar, e, desde

aquella hora, promettera a Deus exercitar todos os recursos de seu

coração para me acautelar das cavillações da mulher ardilosa.

«Que poderia fazer a simples creatura? O infinito das forças humanas fez

ella em meu resgate; mas muito já por noite dentro de minha vida lhe

havia de conceder o céo um pleno dominio em minha razão.

«Logo, ao outro dia, Mafalda pediu-me que sahisse com ella a um passeio

longe por esses pinhaes fóra até ao mosteiro de Landim.

«Sosinhos?--lhe perguntei--Por que não! sosinhos, com os nossos anjos da

guarda, e o coração de tua mãe comnosco, meu querido Affonso.

«Sahimos. Mafalda ia taciturna. De encontro ao meu braço direito

batia-lhe o coração com celeridade irregular. E eu sentia um enleio, uma

constricção de alma, que não atinava com os termos communs d'uma

palestra entre dous primos. No alto d'um sêrro, d'onde haviamos de

descer para umas veigas, Mafalda sentou-se, e abrangeu com os olhos

lagrimosos a redondeza dos horisontes. Perguntei-lhe que razão tinha

para chorar. Respondeu-me que a mortificava a idéa de me vêr ir talvez

para sempre do lado de minha mãe e dos parentes que me estremeciam.

«Quem te disse que eu deixo minha mãe e parentes?--redargui--Dizes-m'o

tu, se eu t'o perguntar com as mãos postas--respondeu ella, pondo as

mãos em supplica.

«Tartamudiei confusamente. As minhas palavras vinham falsificadas do

espirito. Aqueceram-se-me as faces, porque eu não estava afeito a

mentir. O coração teve quinhão d'este pejo: a meiga creatura, que me

interrogava, tinha uns ares de divinisação, que me incutiam uma especie

de escrupulo religioso.

«--Vejo que te afflijo, meu primo--interrompeu Mafalda--És ainda bom,

que não podes mentir á tua amiga. Queres ir ao teu destino... Vai,

mas... escuta-me...

«Seguiu-se um longo silencio, que ella mesma interrompeu, exclamando, em

pranto desfeito:--Não posso!... A Virgem do céo não ouviu os meus

rogos!...

«Acariciei-a com o melindre de irmão, instando-a a que fallasse.

Articulou ainda algumas palavras desatadas, faceis, porém, de se ligarem

em meu espirito prevenido. Atalhei-a muito commovido, n'estes termos:

«Deves ter directo instincto do céo, minha prima, por que a tua alma

virginal é pura de toda a falsidade, e não póde ser enganada. Sabes que

eu vou fugir, sem eu ter annunciado a nossa mãe este novo golpe. Fujo,

minha irmã, por que entre a tua celestial dedicação e as minhas

desvairadas paixões está o infinito. Tu és a creatura que ainda não

sonhou o mal, sedenta d'uma alma cheia das crenças da juventude. Vês a

minha vida, posta em assedio pelas tentativas da mulher unica do meu

amor, da mulher perdida para mim e para si propria perdida... observas

isto com teus olhos inexperientes, e pasmas do poder infernal d'esta

mulher. Oh! que Deus te livre de ainda veres o mundo, despido das vestes

que a tua candura lhe empresta! Deus te poupe a debruçares-te sobre o

abysmo d'onde se tira a luz, ao clarão da qual se observam as chagas da

sociedade. Esconde-te de mim, e de todo homem que viu o mundo;

esconde-te, anjo do paraiso, para que nenhum homem te diga o que viu. Eu

não sei como ousaria contar-te as minhas desventuras, Mafalda. A tua

linguagem perdi-a, quando sahi d'estas florestas, onde nós nos

entendiamos como as avesinhas do céo se entendem. Que hei-de eu dizer-te

hoje? Com que termos te mostrarei a minha indignidade!

«Mafalda poz-me com muita suavidade a mão na bocca, e disse:--Não digas

mais nada, meu irmão, que já disseste tudo... _A mulher unica do teu

amor_... _a mulher unica do teu amor_ é... ella!...--Os soluços

embargaram-lhe a voz. Falleceram-me a mim espiritos com que tentasse

consolal-a. Todas as palavras, sem vehemencia de dentro, seriam pallidas

e vans. Mentir, bem que eu podesse, de que serviria?... O meu silencio

era angustioso. Recriminava-me por me ter exposto áquelle dialogo...»

«Com satisfação a vi erguer-se, e dizer-me:--Voltemos, primo?... Vamos

para casa. Não percas instantes da companhia de tua mãe. Vamos...»

«N'este momento, á raiz da serra, onde ia a estrada de Landim, passava

uma mulher cavalgando a galope. Ia sósinha. Eu não a tinha visto ainda,

quando Mafalda, apontando-a com o braço tremulo disse:--_A mulher unica

do teu amor_...

«N'este instante, esqueci o anjo, que me estava alli chorando, não sei

mesmo se desejei que Deus o chamasse para a sua patria; e adorei o

demonio, que passava lá em baixo, com o véo esvoaçante, por entre nuvens

de pó, sacudidas das patas do arremessado cavallo.

Amor de Salvação · 第 19 / 34 题