Typographia do Commercio rua da Oliveira, 10, ao Carmo._
Notas:
[1] «Lá onde nenhuma outra raça medra o português prospéra...» «A elle
pertence a palma dos dotes másculos na tarefa dos cruzamentos...» «É a
raça privilegiada, é a única que teve o dom de anullar a seu favor as
mais inclementes influencias climatericas...» «O português é o preferido
no serviço das baleeiras norte-americanas e nesse posto o vemos arrostar
os frios glaciaes...» «Na zona tórrida... encontramol-o sempre a prumo,
robusto, inabalavel, jovial e altaneiro.»--_Dr. Luiz Pereira
Barretto_.--O Seculo XX sob o ponto de vista brasileiro.
[2] Sessão de 10 de Novembro de 1909 da Sociedade de Geographia de
Lisboa.
[3] A desorganização do trabalho, pela abolição do elemento servil,
impunha o fomento da immigração pelos Estados e até pela União. Foram,
por isso, subvencionadas emprezas varias que contractaram o serviço de
introducção de trabalhadores ruraes.
[4] O artigo do _Tempo_ era de Oliveira Martins, ao que diz Eduardo
Prado, (_Fastos_, pag. 14). O. Martins previa a absorpção do sul pela
Argentina! O artigo, com o ser citado em tanta parte, foi, segundo
Prado, um «exito virgem para a imprensa portuguesa.» A prophecia é que
desacredita o auctor e não menos os que lhe deram curso.
Tal qual no caso Mac-Murdo... (Vide _José Caldas_,--Os Jesuitas--em
nota.)
[5] _Dunshee de Abranches_--«Actas e actos do governo provisorio».
[6] «O seculo XX sob o ponto de vista brasileiro.»
[7] Carta ao _Seculo_, publicada, em 14 de janeiro de 1909, sob a
epigraphe «Portugueses no Brasil--Quantos são?»
[8] A sacca é de 60 kilos.
[9] Entraram, em 1906, quinze mil e tantos kilos de chicoria não
preparada, dois mil trezentos e dezenove kilos de café torrado, moido e
suas imitações... em Portugal!
O consumo, por cabeça e por anno, é: na Itália, 970 grammas; na
Hespanha, 652 gr; na França, 2,350 k; na Allemanha, 3 k; na Dinamarca,
3,900 k; na Suissa, 3,500 k; na Noruega, 5,536 k; na Belgica, 4,700 k;
na Suecia, 6,566 k; na Hollanda, 7,200 k.
[10] Vide proposta referida, pag.^a 13 a 15.
[11] Relatorio do Ministerio da Fazenda em 1907, pag. 60.
[12] Statistica metodologica--Torino, 1906.
[13] Elementi di Statistica--Torino, 1904.
[14] Castro Carreira--«Historia financeira».
[15] _Fastos_, pag. 15, in fine.
[16] Liberdade profissional, discurso parlamentar.
[17] A phrase é de Ferreira de Araujo, insigne jornalista, cujos meritos
não foram excedidos por qualquer homem de imprensa de não importa qual
paiz.
O conceito parecerá exagerado; não é. Com effeito, tendo a exportação do
Brasil chegado a mais de quinze milhões de saccas de café, a exportação
diaria, excedente de quarenta mil saccas, ia além da carga habitual de
dois dos _cargo-boats_ que faziam esse transporte.
[18] _Ayres de Casal_--«Chorographia».
[19] Apud _Euclydes da Cunha_--«Os Sertões».
[20] «El Continente Enfermo»--Nova-York, 1899.
[21] «Deve-se reconhecer que o poder do meio e o esforço dos brasileiros
têm conseguido muito na lucta pela adaptação dos immigrantes. O Rio
Grande e Santa Catharina fornecem-nos exemplos eloquentissimos desse
facto. No ultimo desses estados, principalmente, desde o imperio filhos
de allemães têm subido a altas posições politicas e _em todos elles o
espirito nacional se encarnou com tanta elevação como nos descendentes
mais afastados de europeus_.» _Tobias Monteiro_--«O Fantasma Allemão.»
[22] É sabido que o partido liberal, antes da Republica, estava
inclinado a essa reforma. Confessou-o, numa entrevista, o visconde de
Ouro Preto, chefe desse antigo partido.
[23] Commentarios á constituição dos Estados Unidos da America § 157,
nota 1 (_a_), edição de 1891.
[24] «O pan-americanismo é uma obra de fraternização entre o
pan-latinismo e o pan-saxonismo, despertando entre todos os povos da
America a idéa e o sentimento de um destino commum.»--_Arthur
Orlando_--«Pan-Americanismo», Rio de Janeiro, 1906.
Na _nota 25, in fine_, vide transcripção do «Estado de S. Paulo».
[25] Depois de lançadas no papel estas linhas, recebeu o auctor os
jornaes brasileiros com as noticias das festas solennissimas com que foi
celebrado, na Capital Federal, o 20.^o anniversario do advento da
Republica.
Commentando a obra das nova instituições, diz o _Jornal do Commercio_,
órgam das classes conservadoras da sociedade brasileira, sempre de
francas opiniões liberaes, mas, em que pése a superficiaes julgadores,
incontestavelmente republicano desde que o dirige o dr. José Carlos
Rodrigues, espirito formado pela cultura americana e inglesa e que, ao
mais intransigente individualismo, allia profundas convicções
democraticas:
«O regimen democratico é o regimen da opinião e por ella se orienta, e,
sendo a Republica a fórma pura desse regimen acreditamos que a opinião
brasileira, que a consagrou ha vinte annos, a mantém, a ampara, a
defende e a estima.
«Neste anniversario todos se congratulam: o Governo com o povo de que
saiu, o povo com o Governo, que é feitura sua.»
_O Paiz_, que na sua propaganda tomou compromissos com o povo, ufana-se
nestes termos da obra republicana:
«Se, volvidos os olhos para a construcção feita nestes vinte annos de
Republica, collocarmos o julgamento da obra do regimen no terreno
concreto dos beneficios feitos á nacionalidade, do conforto dado ao
povo, do prestigio trazido ao paiz, é forçoso reconhecer que a fórma de
governo estabelecida a 15 de novembro de 1889 não mentiu ás promessas
que em seu nome fizeram os propagandistas e tem cumprido dignamente a
sua missão.
A federação e a autonomia municipal estimularam, pela alforria de
actividades acorrentadas, forças inertes e fecundas. Cada provincia,
cada municipio, foi centro de vida á parte, forte, cheia de estimulos,
progressista tributario da vida nacional; o commando dos proprios
destinos, a defesa dos proprios interesses, trouxe a todas essas zonas
do territorio patrio uma vigorosa expansão e com ellas desenvolveu-se a
collectividade, engrandeceu-se o paiz.»
No _Estado de S. Paulo_, tambem órgam da propaganda republicana, entre
cujos directores e collaboradores figuram Rangel Pestana, Prudente de
Moraes, Campos Salles e Bernardino de Campos, todos de acção
capitalissima no actual regimen, diz Paulo Rangel Pestana:
«Victoriosos a 15 de novembro de 1889, os republicanos tinham a
grandiosa missão de reconstruir a Patria por outros modelos, de accôrdo
com as normas da san democracia. Precisavam reformar tudo--as leis e os
costumes, as coisas e os homens. Mas, infelizmente, logo desunidos e
desorientados, ainda não lograram realizar tão formosa tarefa, sem
embargo dos maravilhosos progressos levados a effeito no vintennio que
hoje se completa.
O Brasil inteiro, cheio de esperanças, festeja e saúda o dia 15 de
novembro de 1889 como o principio da sua regeneração. Ella tem de
acabar-se com os dedicados esforços dos contemporaneos, tornando-a uma
verdadeira republica--livre e pacifica, laboriosa e culta, que seja uma
gloria da America e uma admiração do mundo civilizado.»
[26] «Pan-Americanismo», pag. 68.
[27] «Commentarios» citados, § 266.
[28] É doutrina dominante em toda a America. Só as anomalias
dictatoriaes, a que todos os povos têm sido, aliás, transitoriamente
sacrificados, podem haver postergado a sua pratica em periodos de
illegalidade manifesta.
[29] Assim foram resolvidas: em 1895, pelo laudo de Cleveland, o litigio
das Missões, com a Argentina; em 1901, por sentença do Conselho Federal
Suisso, a questão de limites com a Guyana Francesa; em 1904, sendo juiz
o rei de Italia, o conflicto de limites com a Guyana Inglesa.
[30] «A doutrina Drago»--Paris. (Possuimos a traducção inserta no
«Estado de S. Paulo»).
[31] A guerra russo-japonesa, a conferencia de Algeziras e o ultimo
congresso da paz confirmam por completo o conceito do grande
internacionalista argentino.
[32] Deodoro da Fonseca teve de resignar o mandato de presidente por ter
dissolvido o Congresso. O seu acto é ainda hoje denominado, mui
significativamente--_o golpe de estado_...
[33] _Kidd_--«The control of the tropics».
[34] Aos que se assustam com as divergencias de lingua entre Portugal e
Brasil, vem a proposito lembrar que os _yankees_ escrevem _labor_,
_honor_, etc., e não _labour_, _honour_, etc. E ha muitas mais... É o
caso do argueiro no olho do visinho.
[35] A declaração do Congresso das Nove Colonias, reunido em Nova-York,
em 1765, já frisára, na sua declaração, que Story julga o melhor
summario dos direitos e liberdades reclamados pelas então colonias
inglesas, esta doutrina: «Nenhuma taxa lhes poderá jámais ser imposta
constitucionalmente a não ser pelas suas respectivas
legislaturas.»--_Story_, «Commentarios». § 190.
E a declaração de direitos do Congresso Colonial de 1774 repetiu o
preceito na sua 4.^a resolução, em que diz, ademais, que a base da
liberdade e de todo o governo livre está no direito do povo fazer as
suas leis. A mesma declaração, na resolução 10.^a já se insurgia contra
conselhos legislativos nomeados á vontade da corôa: taxava-os de
inconstitucionaes.
Vê-se que o anglo-saxonio, apesar de não haver, hoje na Inglaterra nem,
portanto, em 1765 nas suas colonias, constituição escripta, fez sempre
questão da constitucionalidade. Os liberaes ingleses dos nossos dias
sáem aos seus avós.
Lista de erros corrigidos
Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos:
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| | Original | Correcção |
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|#pág. 25| a o dos | a dos |
|#pág. 48| o nossa | a nossa |
|#pág. 81| resultatado | resultado |
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Variantes dos nomes próprios foram mantidas de acordo com o original.
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