jaçanan_ significa, forno das jaçanans, do que duvido. O genitivo
exprimiam os indios com antepozição do nome rejido por esse cazo; assim
_napê jaçanan_ significaria jaçanan do forno. Demais nem _napê_ quer
dizer forno; nem forno indica a idéa que se pretende de pouzo ou ninho.
_Uapê_ aí é o mesmo _igapê_ com a simples diferença de figurar-se a
vogal indijena por _u_ em vez de _ig_ adotada pelo geral dos autores.
Paj. 82
_Murinhem_.--Palavra composta de _morib_ afavel e _nheng_
falar.--Veja-se a respeito dos cantores, _nhengara_, o que se disse na
nota a paj. 117.
Paj. 86
_Paan_.--Palavra da lingua Macaulí que significa seta--_Creban_
significa homem alvo; e _Agniná_, monte.
Paj. 97
_Tomou a espoza aos hombros_.--Era entre as mulheres selvajens prova de
amor, suspenderem-se ás costas daquelles que preferiam, quando as
requestavam com cantos e dansas. Assim o atesta Marcgraff cit. «Ubi
vespera advenit, coeunt adolescentes in varias cohortes et castra
perambulantes cantillant ante tuguria adolescentula autem quæ juvenibus
delectantur, produnt et cantillantes atque tripudiantes sequuntur
adolescentes _et á tergo consistunt eorum quos amant, id enim ipsis
amoris testimonium est_. _Paj. 280_.»
Escaparam-me algumas notas que a intelijencia do leitor suprirá. Todavia
rezumirei as de que me recordo neste momento.
Á paj. 44, quando diz Jurandir que conta os anos pelos dedos, quer
dizer que não tem mais de vinte, pois tantos são os dedos das mãos e
pés.
Á paj. 45, o grande lago que recolheu as aguas do diluvio é o _Manoa_,
em cujas marjens se fabulou o _El-Dorado_. _Manoa_ em achagua é diluvio,
segundo Gumilha, 2.o vol., 7; palavra homologa ao vocabulo tupí
_amana_, que significa chuva.
Á paj. 45, o combate que Jurandir figura entre o mar e o Amazonas é a
descrição da pororoca. Elle chama as aguas do mar-guerreiros azues-por
causa da côr das vagas, e as aguas do rio-guerreiros vermelhos-porque a
corrente do rio é então barrenta.
Á paj. 45, onde se diz que os anos de Guaribú enchiam a corda de sua
existencia alude-se ao costume que tinham os selvajens de contar os anos
pelos nós que davam em um cordel, outros pelos frutos do colar.
Á paj. 40 faz-se referencia á lenda de Sumê, já muito conhecida. Foi
Sumê que ensinou aos tupís a agricultura e os primeiros rudimentos das
artes.
Á paj. 54 fala-se de _matumbos_. São as leivas que se fazem no norte
para a plantação da mandioca.
INDICE
I--O caçador 5
II--O guerreiro 15
III--A noiva 24
IV--A hospitalidade 37
V--Servo do amor 51
VI--O combate nupcial 61
VII--A guerra 74
VIII--A batalha 85
IX--União dos arcos 92
Notas 101
LIVRARIA ALVES
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COLEÇÃO ALVES
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