Leonor era Chelas.--Antiguidade e origem dêste convento.--Vida
conventual.--As cartas do marquês de Alorna a
sua mulher.--Não são escritas com sangue.--Correspondência
entre Leonor e o pai.--O incidente entre Leonor
e o arcebispo de Lacedemónia.--Versão correcta e autêntica
dêste incidente que anda desfigurado nas biografias
de Leonor.--Estudos.--Leitura dos filósofos franceses.--Lutas
de Leonor com o pai, a mãe, a condessa do
Vimieiro.--O esquecimento do passado e do presente
procurado no estudo.--Confiança que Leonor tem no
pai.--Festas de Chelas.--Outeiros.--Representação de
Atália.--Intermédios jocosos.--Coragem e alegria de
Leonor através de todo o seu infortúnio.--O problema
religioso.--Ilusões simpáticas do espírito de Leonor.--O
marquês de Alorna condena Voltaire a ser queimado.--Admirável
resposta de Leonor.--Discussões acesas de Leonor com os confessores
do convento.--Lutas de consciência.--Antagonismo
entre Leonor e o seu meio.--Fantásticos
projectos de salvar seus pais.--Cartas a Luís XV
e a Voltaire.--Mau francês e óptimos sentimentos.--Controvérsias
literárias e poéticas entre o marquês de Alorna
e Leonor.--Bom senso e bom gôsto do marquês.--O
que Leonor diz a respeito do amor.--A Zamparini e
várias anedotas da côrte.--O marquês de Gouveia e Maria
de Almeida.--Entusiasmo com que Leonor antevê a
factura existência dos seus no campo.--Influência de
Rousseau.--Dois projectos de casamento para Leonor.--Retrato
de um fidalgo ignorante.--Versos de Chelas.--Os
sonhos de Leonor.--O príncipe azul.--Morte do
rei que vem libertar a família de Alorna. 57