Portugal, negociante ha annos estabelecido n’esta cidade, pessoa que
eu não conhecia, e que nem o meu nome ouvira nunca, dois dias após,
o meu desembarque teve a bondade de me mandar offerecer, com grandes
instancias para que acceitasse, uma linda vivenda sua, no sitio da
Fontinha, de que desejava me servisse todo o tempo que permanecesse
n’esta Ilha; accrescentando que, pois me achava em terra alheia, e
para o diante, ou já então, poderia carecer de alguma coisa, com muito
gosto punha a sua bolsa á minha disposição, rogando-me que nos apuros a
preferisse a qualquer outra. Não lhe acceitei as casas; ficou magoado.
Veio occasião de me ser indispensavel um emprestimo, por se me haver
aqui represado o pagamento da minha pensão, achei-o promptissimo;
excedendo quasi sempre a cifra das suas remessas á das minhas
requisições.
Se não sou já hoje seu devedor pecuniario, folgo de confessar diante do
mundo, que em affecto e admiração o haverei sempre por meu crédor.
Ainda agora, havendo sabido da minha resolução de passar á America,
mandou offerecer-me, para me transportar com toda a minha familia, o
brigue que traz n’essa carreira. Ha homens, a quem se gosta de ser
obrigado; o sr. Oliveira é um d’esses poucos.
Do segundo exemplo, só me é licito dizer, que em nada cede a este
primeiro em galhardia. É um homem extraordinario, que, depois de me
haver estendido mão de verdadeiro amigo, em mais de um lance apertado e
terrivel, me obrigou, por minha palavra, a lhe não descobrir o nome. É
uma gratidão, que, por não a poder desabafar, me queima por dentro de
dia e de noite. Nas minhas memorias posthumas me vingarei; pois só me
obriguei ao silencio durante a vida.
Estes dois factos são brilhantes; mas se os meus leitores vissem as
contraposições escuras que os fazem resahir!...
Aquelles, a quem esta nota, por nimio pessoal, fôr tediosa, lembrem-se
de que era esta por ventura a ultima occasião, que eu tinha, para
consignar actos, que illustram e edificam, e que eu, sob pena de
infamia, não podia deixar occultos.
Além d’isso, como a desfortuna (que não o talento) me tem feito mais
conhecido do que seria rasão, e alguns biographos por esse mundo me
teem feito a desmerecida honra de me historiar a vida, quiz deixar-lhes
assim, com que intercalarem n’ella a pagina mais util e bella de
quantas até agora me lá teem posto.
O povo mais feliz, diz Montesquieu, é aquelle cuja historia enfastia;
grande verdade, que se pode applicar aos individuos. Os infortunios
e trabalhos são os que mais captivam as attenções. A minha historia
completa seria já hoje mais interessante que a do pobre Camões. Resta
aguardar-lhe o fim. Segue-se o quinto e ultimo acto do meu drama.
III
Pag. 133, lin. 24.--=A Natureza, com a necessidade do trabalho, para
que se vivesse, creou a necessidade do repoiso para que se meditasse.
A Religião, sobre cada seis dias de servir, impoz, como corôa, um
de cantos, de preces, e de amor. O exercicio do animo e do corpo
mutuamente se alliviam.=
Os economistas em todos os seus calculos parecem transcurar o elemento
_alma_. Os moralistas quasi que outro tanto fazem a respeito do
elemento _corpo_. O artista crê na lyra, e ri dos algarismos. O
financeiro jura pelos calculos, e escarnece dos deleites ideaes. No
congresso de todos está a razão, e só parte d’ella em cada um.
Os individuos, que pensem, falem, e obrem, cada qual no sentido de sua
vocação; d’essa discordia é que resulta a harmonia.
Os Governos porém, sob pena de degenerarem de agentes providenciaes
em usurpadores, em assoladores, em antichristos politicos, não podem
dispensar-se de promover simultanea e egualmente todas as forças
dispartidas pela Natureza ao genero humano: a lavoira, como a poesia;
a musica, como a mechanica; o commercio, como a oração; o theatro,
como as escolas. «Não só de pão vive o homem»--tinha dito o Divino
Philosopho Nazareno.
Este principio de toda a sociabilidade é para mim Evangelho desde muito.
Nos quatro annos que redigi a _Revista Universa Lisbonense_, não passou
um dia, que não pugnasse em favor do espirito, do coração, e das
commodidades corporaes; o mesmo credo tenho conservado nos escritos, e
um pouco tambem nas obras, desde que desembarquei n’esta Ilha; e outro
tanto póde ser que faria ainda, se para a Cafraria me arremeçasse a
fortuna.
Este livro, e o outro meu livro do _Camões_, sommados e completando-se
um pelo outro, explicam e documentam o que allego. No _Camões_, e nas
vinte notas que o seguem, a religião da Poesia; na _Felicidade pela
Agricultura_, a prosperidade do viver principalmente.
Conclusão
Hoje, 22 de Fevereiro de 1850 se acaba de imprimir este livro, assim
como o meu estudo historico-poetico intitulado _Camões_. Um e outro
como eu lá noto, e pela razão que lá dou, vão múi diminutos do que
poderam ser.
A disposição de animo com que os termino, differe tanto da disposição
de animo com que os encetei, como da manhan a noite.
N’um e n’outro suppliquei, de mãos postas e longamente, a Deus e
aos homens, venturas para a minha terra; e não as tivera implorado
assim, se não as reputasse mui possiveis. Agora, tantos desenganos me
rebentaram a subitas debaixo dos pés, que já nem para ella peço nada,
nem espero, nem mesmo sei se o desejo. Tapam-me a bocca com a esponja
de fel e vinagre; e, só porque amei, alanceiam-me o peito ¡Fartar,
phariseus, fartar!
Correndo por alto as paginas que atraz ficam, vejo verdades uteis
confessadas com brio, delirios generosos, abnegação de personalidade,
fanatismo de affecto para com o genero humano, rancor para com os
especuladores da politica, aversão, desprezo, nojo, para com os
mesquinhos, que apagariam o sol de Deus a seus irmãos, se o podessem.
Nada mais, nada mais descortino por todas essas paginas.
Se alguma vez pareci desabrido, e por isso contradictorio comigo
mesmo, relevem a um filho do pó um longe do que o _Filho de Deus_
executou por sua mão sobre as espaldas dos profanadores do seu Templo.
¿E não é templo a felicidade publica, e de todos os templos o mais
augusto?
Mais haviam de fazer do que revelar-m’o; haviam de m’o louvar, se
bem conhecessem a villanagem, que ha perto de tres annos me anda
estorvando, empecendo, perseguindo nas trevas com uivos e latidos...
A final, sempre alcançaram o que elles teem por victoria, pois a
muitos, e a mim tambem, mataram a fé e a esperança... Por minha parte,
receio ter emmudecido para sempre.
O meu testamento de Portuguez, de Homem, e de Christão, aqui o cérro.
Possam almas de bem, lá para o anno de 1900, acceitar-m’o a beneficio
de inventario.
INDICE
N. B.--A numeração romana designa o tomo; a arábiga, a pagina.
A
=Açoriano (O)=--Periodico de Ponta Delgada, I, 149
=Administradores= de concelho, governadores civis e bispos, devem
proteger as sociedades agricolas, I, 48
=Affonso Henriques (El-Rei D.)=--O seu sceptro guerreiro perdeu-se,
I, 77
=Agostinho (Santo)=--Refutação do seu anathema contra os deuses da
antiga mythologia, I, 23
=Agricultor (O) Michaelense=--N’esse jornal sahiu esta obra em 1.ª
edição, I, 11
=Agricultura=--Sua nobreza e utilidade, I, 15
Mãe das industrias, dos exercitos, das armadas, I, 16, 17
A ella se deve o papel, a penna, a impressão d’este livro, I, 18
Se a supprimissem morria a Humanidade, mãe dos povos, das
industrias, e do commercio, I, 19
Filha primogenita de Deus. Sua uberdade inexhaurivel, I, 20
Deve ser a verdadeira politica de Portugal, I, 38
Fundação necessaria de um Ministerio dos Negocios da Agricultura,
I, 56
Quanto lucraria com a abolição do exercito, I, 58
=Agricultura=--Vide _Associações de Agricultura_.
=Alleluias (Procissão das)=--Festas altamente poeticas do
Christianismo, I, 26
=Allemanha=--Florescencia das suas escolas dominicaes, II, 50
=Alma=--Tambem (como o corpo) morre á mingua de alimento, II, 61
=Amigos das Lettras e Artes=--Vide _Sociedade dos Amigos das Lettras e
Artes_.
=Angelica=--Mulher accusada de assassina. Conta-se o seu processo em
Ponta Delgada, II, 25
=Arithmetica=--Em coisas moraes, é muita vez erronea, I, 85
=Artigo= no «Diario do Governo», de 7 de maio de 1849 sobre a
Sociedade dos Amigos das Lettras, I, 180
=Arvore=--Para o pagão foi Nympha; para a Sciencia é um microcosmo
de maravilhas, I, 29
=Associação=--É a mãe dos prodigios, I, 66
=Associações agricolas=--Quanto podem em bem do camponez, I, 34
Como se podem formar, I, 46
=Autoridades=--Quanto podem, pela exhortação, ajudar os progressos da
instrução, II, 56
B
=Bakes=--Cita-se, II, 50
=Barão Thénard=--Cita-se o seu relatorio de 1845 sobre a exposição
industrial parisiense, I, 69
=Barbosa=--Vide _Vilhena Barbosa (Ignacio de)_.
=Baroneza de Stael=--Menciona-se, I, 30
=Bentham (Jeremias)=--Cita-se, I, 30
=Biblia=--N’elle se acham a cada passo pinturas da vida rustica, I, 21
=Bispos=--Como presidirão ao seu clero, I, 99 e seg.
=Bispos=, governadores civis e administradores de concelho, devem
proteger as sociedades agricolas, I, 48
C
=Camões=--Cita-se uma oitava dos _Lusiadas_, I, 143
Citam-se dois versos seus, I, 149
=Campo=--É um grande consolador para os dissabores da alma, I, 128
É o centro de unidade da especie humana, I, 136
=Campo e cidade=--Sua fraternisação, I, 123
=Camponezes=--Como as sociedades agricolas os podem civilisar e
melhorar, I, 35
=Campos=--Povoados de deuses indigetes pelas mais antigas nações,
I, 23
N’elles nasceu a Poesia, I, 135
=Canto=--Quanto ajuda o ensino em commum, II, 51
=Canto= (=José do=)--Menção de uma sua proposta sobre bancos ruraes,
I, 63
=Carta= de Castilho ao jornal «A Verdade», I, 183
=Castigos aos= remissos em mandarem os filhos á escola, II, 57
=Christianismo=--Como as suas crenças consagraram os trabalhos
campestres, I, 26
=Cidade e campo=--Sua fraternisação, I, 123
=Cidades=--São filhas do campo, I, 16
Nada mais nobre do que ellas, depois dos campos, I, 19
=Civilisação geral=--Onde e como se escuta o seu crescer, II, 43, 44
Tudo conspira para ella; bons e maus, sabios e ignorantes, II, 61
=Clero catholico=--É de instituição divina, I, 94
Sua apologia, I, 95
A pouca competencia de alguns dos seus membros não prejudica a
venerabilidade d’essa instituição, I, 95
Deveria ser de eleição popular confirmada pela Santa Sé, I, 97
Quadro dos beneficios que pode espalhar como civilisador do Povo,
I, 101
=Colloquios aldeões=--Traducção portugueza dos _Entretiens de
village_, de Cormenim, II, 85
=Colombo= (=Christovão=)--Era um só contra toda uma armada, I, 85
=Commissarios de instrucção=, volantes, II, 48
=Conde Alfredo de Vigny=--Cita-se o seu livro _Grandeur et servitude
militaire_, II, 103
=Congressos scientificos=--Quanto são uteis, I, 87
=Constituição=--De algum dos seus artigos descrê o autor, I, 12
=Cormenin=--Vide _Visconde de Cormenin_.
=Correio= (=O=)--Periodico de Ponta Delgada. Menciona-se, I, 149
=Côrtes agricolas=, I, 73
Sua utilidade, II, 10
=Costa de Sousa de Macedo= (=D. Pedro da=)--Governador civil de Ponta
Delgada, I, 149
Menção honrosissima do seu serviço no districto, I, 155
=Cursos= de varias disciplinas, regidos periodicamente de terra em
terra, II, 50
D
=Dalhunty=--Vide _Vidal Dalhunty_.
=Delille=--Menciona-se, I, 30
=Deputados= ás Côrtes agricolas. Quadro ideal d’esses homens bons e
sinceros, I, 87
=Despedida= do autor á Ilha de S. Miguel, II, 119
=Deuses campestres=--Bemfeitores invisiveis dos lavradores, I, 24
=Deuses da gentilidade=--Foram consagrações mythologicas de grandes
bemfeitores da Humanidade, I, 23
=Diario do Governo=--Menção, I, 149
=Diniz= (=El-Rei D.=)--O seu sceptro lavrador deve resuscitar hoje,
I, 77
E
=Edade de oiro=, I, 135
=Egypto=--Ahi a classe sacerdotal monopolisava o saber, II, 41
=Eleições=--Taes como hoje se praticam, são inuteis e illusorias,
I, 79
=Ensinar=--Deliciosa occupação, II, 69
=Escolas ambulantes= para os povoados pequenos, II, 49
=Escolas dominicaes=--Sua utilidade no campo, II, 49
=Escolas femininas=--Sua alta importancia e significação, II, 51
=Escolas normaes=--Devem-se crear, II, 47
=Escolas particulares= regidas officiosamente por homens generosos,
II, 54
=Escolas primarias= fixas; sua creação, II, 47
=Escrever e ler=--Apologia d’essas artes, I, 113
=Estados Unidos=--Nas suas escolas dominicaes os discipulos passam de
um milhão, II, 50
=Exercito=--Devora o succo vital do paiz, I, 57
É um mal complexo de muitos males, II, 96
Ou é para conquista, ou para defensa, ou para tranquilidade interna,
II, 97
Propõe-se a sua aboliçao, II, 106 e seg.
=Exposição= da Industria michaelense em 1848 e 49, I, 160
F
=Familia cidadan=--Quadro da sua abalada para o campo, I, 124
=Feitiçaria e homicidio=--Caso triste acontecido em S. Miguel, II, 25
=Felice=--Cita-se esse autor, II, 98
=Felicidade= do Povo é a felicidade dos seus governantes, I, 90
=Felicidade publica=--Procura-a cada um por um caminho diverso, II, 93
=Frades=--Foram expulsos do claustro para a fome, I, 58
=Fradesso da Silveira= (=João Maria=)--Cita-se um seu artigo, II, 105
=Franklin= (=Benjamim=)--Cita se um facto da sua vida, II, 14
=Franzini= (=Marino Miguel=)--Menciona-se, I, 149
G
=Galileu=--Era um só contra a opinião de todo o mundo, I, 85
=Gessner=--Menciona-se, I, 27
=Governadores= civis, bispos e administradores de concelho devem
proteger as sociedades agricolas, I, 48
=Grande= (=Dr. José Maria=)--Antigo amigo do autor; bosquejo do seu
retrato moral e intellectual, II, 12
Menciona-se o seu livro Manual do cultivador, II, 11 e 13
=Gregorio (S.) Nazianzeno=--Citam-se palavras suas, I, 97
=Guarda Nacional=--Propõe-se, em vez do Exercito permanente, II, 112
=Guia e manual do cultivador=--Bom livro, II, 11
H
=Historia=--É mestra da vida, I, 115
=Homero=--Nas suas obras se acham a cada passo pinturas da vida
rustica, I, 21
=Homero e Moisés=--São mananciaes de pensamentos poeticos, I, 136
=Homicidio e feitiçaria=--Caso triste acontecido em S. Miguel, II, 25
=Hymno de Santa Cecilia=--Poesia de Castilho, I, 170
=Hymno dos lavradores=--Poesia de Castilho, II, 18
=Hymno do trabalho=--Poesia de Castilho. Considerações a seu respeito,
I, 164
I
=Ignorancia=--Foi a causa de um triste caso de feitiçaria e homicidio
succedido em S. Miguel, II, 31
É a mãe, a avó, e a ama de quasi todos os males, II, 39
=Imprensa=--Como pode auxiliar a civilisação publica, I, 45
=Inglaterra=--Conta mais de treze mil escolas dominicaes, II, 50
=Instrucção=--Pode tornar-nos poderosos, I, 13
É a hygiene da alma, II, 52
A Lei deve tornal-a obrigatoria, II, 34
=Invocação a Deus= antes de começar o estudo. Poesia de Castilho,
I, 169
J
=Jornalismo= que não for missionario do progresso é um mal, I, 46
=José= (=El-Rei D.=)--O seu sceptro perdeu-se, I, 77
K
=Klopstock=--Grande poeta. Menciona-se, I, 27
L
=Lei=--Deve haver uma que obrigue os cidadãos a receberem instrucção,
II, 34
=Leis=--Devem fazer-se efficazes para obrigar o Povo a instruir-se,
II, 46
=Leite= (=Luiz Filippe=)--Cita-se o seu livro _Supposições que podem
ser realidades_, II, 102
=Leite= (=Pedro de Alcântara=)--Menciona-se, I, 162
=Leituras=--Seu agrado para os ouvintes, II, 79
=Leituras publicas= de livros bons para o Povo, II, 79
Praticadas de Gregos e Romanos, II, 81
D’onde deverão vir os livros para ellas, e quaes, II, 83, 84
=Ler=--Agradavel e nobre exercicio para quem lê em publico livros
bons, II, 80
=Ler e escrever=--Apologia d’essas artes, I, 113
=Liberdade de ensino=--O autor não é d’ella partidario, II, 54
Cita-se um artigo da _Revista Universal_ sobre o assumpto, I, 55
=Liga= promotora dos interesses materiaes em 1849. Segundo o autor,
não bastava para o fim que se propunha, I, 63
=Lisboa=--Para esta cidade parte Castilho, de S. Miguel, a 21 de
fevereiro de 1849, I, 147
D’esta cidade sai Castilho, chegando a S. Miguel em 24 de Maio do
dito anno, I, 147
=Livro= (=Este=)--Desleixo da sua forma, confessado pelo autor, I, 14
=Luxo=--Devora muitas forças de Portugal, I, 62
M
=Macedo=--Vide _Costa de Sousa de Macedo_ (_D. Pedro da_).
=Madeirense=--Periodico do Funchal.--Menciona-se, I, 33
=Magalhães Mexia Saleme=--Vide _Sande de Magalhães_.
=Maio de 1849= passado pelo autor em Lisboa, II, 6
=Mancebo= inglez moribundo; é salvo pelo campo, I, 74
=Mancebos= enviados lá fóra a estudar agricultura, viriam depois
evangelisal-a em Portugal, I, 68
=Manual= do cultivador, II, 11
=Manuel= (=El-Rei D.=)--O seu sceptro opulento perdeu-se, I, 77
=Memorial= de Castilho á Camara dos Deputados, I, 179
=Mestre=--É um verdadeiro medico moral, II, 78
=Mestres= de primeiras lettras. São verdadeiros curas d’almas, II, 66
=Methodo de leitura= inventado pelo autor. Menciona-se, II, 72
=Methodos de ensino=--Premios para elles, II, 47
=Mexia Salema=--Vide _Sande de Magalhães Mexia Salema_.
=Ministerio dos Negocios da Agricultura=--Propõe-se a sua fundação,
I, 56
=Ministerio dos Negocios da Guerra=--Seu orçamento. Examina-se, II, 99
=Ministerio dos Negocios da Instrucção Publica=--Deve crear-se a par
do de Agricultura, II, 46
=Missionarios=--Com a cantoria auxiliavam muito os seus prosélytos
religiosos, II, 51
=Moisés e Homero=--São mananciaes de ideias poeticas, I, 136
=Moraes Pereira= (=João Luiz de=)--Autor da musica do _Hymno do
trabalho_, I, 164
Menciona-se, I, 171
=Moralidade=--Pode contribuir muito para a união da familia
portugueza, I, 13
=Mulher=--A instrucção d’ella tem as mais elevadas vantagens sociaes,
II, 51
Escravidão em que a opprimem os codigos em todo o mundo, I, 105
A civilisação moderna ainda a não emancipou, I, 107
Pede-se para ella uma justa alforria, I, 109
Advoga-se para ella o direito de suffragio, I, 110
Podem ser Rainhas, e não podem ser votantes? Absurdo, I, 111
=Musica e Poesia=--O que podem a bem da civilisação popular, II, 18
N
=Natal de 1849=--Artigo religioso, II, 115
=Nogueira=--Vide _Sá Nogueira (Ayres de)_.
O
=Ordem do Arado=--Propõe-se esse galardão aos promotores da
Agricultura, I, 71
=Ovidio=--Citam-se palavras suas, I, 77
Rapido quadro da sua personalidade social e poetica, I, 136
Amostra do seu poema _Os Fastos_, I, 139
Introito do Livro IV dos _Fastos_, I, 145
P
=Papel=--Sua missão civilisadora como vehiculo das ideias, I, 113
=Parlamento=--Deve conter a representação de todas as classes, mas
em maioria a dos lavradores, I, 84
Ha-de emancipar a mulher portugueza, I, 109
=Parlamento agricola=--Quadro ideal d’essa nobre corporação, I, 78
Deve fazer Leis que obriguem o Povo a instruir-se, II, 35
=Particulares=--Como podem promover e auxiliar a instauracão de
escolas, II, 67
=Patria portuguesa=--Sua actual decadencia, I, 73
=Patriarchas= da antiga Lei. Distribuiam justiça no meio da Natureza,
I, 21
=Penélope=--Tecia e destecia. Assim é a Politica, II, 60
=Pereira=--Vide _Moraes Pereira_.
=Pharol= (=O=)--Periodico de Lisboa em 1849, I, 189
Artigo seu acerca de Castilho, I, 190
=Plinio, o moço=--Romano bom e benefico. Cita-se uma sua carta, II, 71
=Poesia=--Nasceu nos campos, I, 135
=Poesia e Musica=--O que podem a bem da civilisação popular, II, 8
=Politica=--A maior das politicas deve ser para Portugal a
Agricultura, I, 38
O autor não faz politica no sentido estreito da palavra. Sua
profissão de fé, I, 41
O que é politica no mau sentido da palavra, I, 119
A politica não faz senão tecer e destecer como Penélope, II, 60
=Povo portuguez=--Pode renascer pela Agricultura, I, 42
=Premios= para os que promoverem por qualquer forma a Agricultura,
I, 67
=Premios= de livros aos rapazes estudiosos, II, 56
=Presbyterio (O) da montanha=--Extratos do prologo d’esse poema de
Castilho, II, 122 e seg
=Prisões=--Como se podem melhorar com a instrucção ministrada n’ellas,
II, 52, 53, 54
=Professores=--Devem receber salario condigno da sua faina, II, 47
=Propriedade=--Não é direito natural, mas é direito, I, 120
=Proprietarios=--Deveriam ser obrigados por Lei a residencia
temporaria nos seus dominios rusticos, I, 122
Q
=Quintas exemplares=--Sua creação, I, 67
R
=Recruta=--Abala da casa paterna para o Exercito, II, 101
=Rei=--Lucra com uma exacta representação nacional, I, 87
=Reis=--Não são as espadas que os defendem, mas sim as luzes da
instrucção geral, II, 58
=Representação nacional=--Tal como se pratica hoje é chimerica, I, 80
=Requerimento= de Castilho á Camara dos Deputados, I, 174
=Revista Universal Lisbonense=--Cita-se esse periodico, I, 149
=Revoluções=--Não as fazem os livros, mas os actos dos governantes,
I, 12
O autor não as ama, I, 12
=Ribeiro= (=José Silvestre=)--Dedicatoria do Livro a elle, I, 9
Menciona-se, I, 149
=Ribeiro de Sá= (=Sebastião José=)--Carta de Castilho a elle, I, 150
Outra I, 153
Cita-se o seu romance _O preso_, II, 53
=Ricos=--Quanto lhes seria facil felicitar os camponezes, I, 30
=Robinson Suisso=--Admiravel obra deleitosa e instructiva, II, 86
=Rogações de Maio=--Festas poeticas do Christianismo, I, 26
=Romanos=--Quanto prezavam a Agricultura, I, 22
=Rosseir=--Vide _Smith Rossier_.
S
=Sá=--Vide _Ribeiro de Sá_.
=Sá Nogueira= (=Ayres de=)--Presidente da Liga promotora dos
interesses materiaes, I, 63
=Saber=--Foi monopolisado antigamente por certas classes. Hoje é
democratico, II, 41
A Providencia a pouco e pouco o foi infiltrando em todas as camadas
sociaes, II, 42
=Sacerdocio=--Vide _Clero_.
=Saint Pierre= (=Bernardino de=)--Cita-se o seu livro _Etudes de la
Nature_, II, 111
=Salema=--Vide _Sande de Magalhães Mexia Salema_.
=Salomão=--Menciona-se, I, 30
=Sancho I= (=El-Rei D.=)--O seu sceptro povoador deve hoje reviver,
I, 77
=Sande de Magalhães Mexia Salema=--João de, I, 149
Discurso seu na Camara dos Deputados, I, 177
=Sciencia=--Como consegue poetisar a Natureza, I, 27
Teem-n-a combatido alguns ruins engenho, II, 40
Quanto auxilia e desenvolve a intelligencia, I, 116
=Sementeiras= (=Festa das=)--Fragmentos do poema _Os Fastos_, I, 139
=Serviços= de Castilho á Ilha de S. Miguel, II, 134 e seg.
=Silveira=--Vide _Fradesso da Silveira_ (_João Maria_).
=Smith Rossier= (=D. Carolina=)--Autora da melodia da _Invocação a
Deus_, I, 169
=Sociedade dos Amigos das Lettras e Artes=--Noticias a seu respeito,
I, 147
Desejou a concessão de um terreno em Ponta Delgada, I, 147
Menção de commettimentos seus, I, 159 e seg.
Foi muito contrariada na propria ilha, II, 8
Seus serviços, II, 77
=Sociedade promotora da Agricultura michaelense=--Como nasceu, e que
produziu, I, 34
Foi imitada no Reino por outras sociedades, II, 11
Confere uma medalha de oiro ao _Manual do Cultivador_, II, 15
Festeja o dia de Santo Antonio em 1849, II, 17
Seus serviços, II, 77
=Sociedades agricolas=--Vão-se creando no Reino, I, 37
Rapido desenho da sua constituição e do seu mechanismo, I, 49
Sociedades mães e sociedades filhas, I, 54
Lembranças varias a seu respeito, I, 66
=Soldados=--O que são, II, 96
Deveriam ser transformados em forças vivas, para a Agricultura,
I, 58
=Sousa de Macedo=--Vide _Costa de Sousa de Macedo_ (_D. Pedro da_).
=Stael=--Vide _Baroneza de Stael_.
T
=Tasso= (=Torquato=)--Cita-se um trecho do seu poema Jerusalem,
II, 107
=Término=--Fragmento dos _Fastos_ de Ovidio, I, 141
=Terra=--Pode enriquecer-nos, I, 13
Não ha direito para a deixarmos improductiva, I, 121
=Thénard=--Vide _Barão Thénard_.
=Timon=--Vide _Visconde de Cormenin_.
=Trabalho=--Castigo da desobediencia do primeiro homem, I, 26
=Tributos=--São uma necessidade, I, 39
Se os Governos os podem exigir, devem facultar aos contribuintes
os meios de os pagarem sem sacricio, I, 39
V
=Verdade= (=A=)--Periodico de Ponta Delgada, I, 158
=Vidal Dalhunty= (=D. Leonor=)--Autora da melodia do Hymno de Santa
Cecilia, I, 170
=Vigny=--Vide _Conde Alfredo de Vigny_.
=Vilhena Barbosa= (Ignacio de)--Menciona-se, I, 149
=Visconde de Cormenin=--Autor do livro _Entretiens de village_, II, 85
Z
=Zimmermann=--Menciona-se o seu _Tratado da solidão_.
FIM
Obras completas de A. F. de Castilho
3--=Cartas de Ecco e Narcizo=, verso.
4-5--=Felicidade pela agricultura=, 2 vols.
6-7--=A primavera=, verso, 2 vols.
8 a 15--=Vivos e mortos=, spreciações morais, literarias e artisticas,
8 vols.
19-20--=O presbyterio da montanha=, prosa, 2 vols.
21-22--=O outomno=, verso, 2 vols.
27-28--=Novas escavações poeticas=, verso, 2 vols.
29 a 32--=Theatro=, Camões, drama e notas, 4 vols.