Caricaturas avulsas de typos conhecidos feitas em intimas camaradagens e

que o grande publico nunca teve o prazer de vÍr, mas que eu conheÁo

perfeitamente bem. N„o fallando nas caricaturas que a largos traÁos de

carv„o elle lanÁa rapidamente sobre o papel branco que friamente

apparece ao publico, quando em algum concerto de caridade elle vem

tambem coadjuvar o luzimento d'essa festa, com a irradiaÁ„o do seu genio

repentista e correcto.

N'essas occasiıes È que elle tem mostrado mais publicamente a facilidade

com que retem e executa o desenho caricatural dos typos apresentados.

A todos quantos tenho visto fazer este genero de trabalho, tenho notado

uma coisa: elles ao apresentarem-se em publico trazem j· no seu cerebro

estudados e desenhados os typos a executar, e assim invariavelmente nos

atiram com o JosÈ Luciano, o Hintze Ribeiro, o Burnay, o ZÈ Povinho, o

Rei de Inglaterra, o Rei de Portugal e outros personagens, cujo perfil

est· de ha muito conhecido e estudado, perfis que, a maior parte das

vezes, eu mesmo, leigo em desenho e em caricatura, ia desenhar depois de

uma leve recordaÁ„o.

Manuel Monterroso, n„o faz assim. Uma vez no palco ou estrado, lanÁa a

vista por sobre a plateia, e com aquelles olhinhos vivos e penetrantes

fÛca um individuo. Olha-o duas vezes e em seguida, costas voltadas ao

publico elle ahi vae, carv„o em punho, traÁando, rapida e precisamente o

typo que escolheu. … assim que elle faz; nunca trouxe de casa, no seu

caderno de apontamento, as notas typicas dos individuos a desenhar.

Mas, n„o sÛ como desenhista e caricaturista a lapis ou a aguarella, elle

È notavel. Ha alguma coisa mais a notar no meu artista.

Como ceramista tambem È para ser notado e muito.

--Ora? dir· o leitor! Como ceramista? Pois n„o lhe conhecia essa

prenda?!

--Nem eu! Mas ha tempos em conversa, a rirmos sobre mil coisas diversas

e muito especialmente sobre _bonecos_, Manuel Monterroso disse-me ·

queima roupa: Sabe, vou fazer _bonecos_ em barro, caricaturas de outra

especie.

--VocÍ est· a brincar, disse-lhe eu.

--N„o estou, n„o, ver·. E a primeira ha-de ser a do Bordalo (ainda elle

era vivo). Dito isto, despediu-se de mim, e, bem contra minha vontade,

n„o o tornei a vÍr durante uns poucos de dias.

Nem mais me tinha lembrado d'isso, quando uma bella manh„ vejo entrar o

Monterroso pela porta dentro com um embrulhosito na m„o, dizendo:--C·

est· a obra.

[Figura: O Rei da PeÁa--Caricatura de MANUEL MONTERROSO--Publicada no

_Primeiro de Janeiro_]

[Figura: Os Donos da Casa--Caricatura de MANUEL MONTERROSO--Publicada

no _Primeiro de Janeiro_]

Corri apressado ao seu encontro, obrigo-o a mostrar-me o embrulhito e...

ante a appariÁ„o que se fazia deante dos meus olhos eu ficava estasiado.

Uma delicada, uma fina maquete da figura em corpo inteiro do grande

mestre da Caricatura, apparecia diante de mim, admiravelmente lanÁada,

sabiamente estudada e medida, bellamente executada. N„o parecia o

primeiro trabalho de um amador, n„o. Era o trabalho de quem sabe e

muito, como o barro se espalma e se contorna, como se modela e como se

vivifica.

N„o penseis que faÁo o elogio balofo d'uma insignificancia. FaÁo

simplesmente a resenha verdadeiramente sincera de uma das mais notaveis

manifestaÁıes do talento do meu querido caricaturista.

[Figura: JosÈ Ribeiro--Caricatura em barro de MANUEL MONTERROSO]

N„o resisti, abracei-o, felicitando-o e pedi-lhe que continuasse

n'aquelle novo systema de caricaturar os homens notaveis do nosso tempo,

e do nosso conhecimento. Prometteu-me continuar mas, a sua medicina e os

seus muitos afazeres, n„o tem consentido que os meus olhos possam vÍr

mais d'aquellas deliciosas obras.

A reproducÁ„o em bronze da _maquete_, em que fallei foi elle, como

manifestaÁ„o da sua muita admiraÁ„o e amizade pelo grande mestre,

levar-lh'a a Lisboa, onde Bordalo, como eu, se extasiou ante a

disposiÁ„o artistica de Monterroso e a execuÁ„o d'aquelle trabalho.

E, posto isto, posso fechar o artigo porque j· provei bem · evidencia

que Manuel Monterroso È innegavelmente um rapaz de indiscutivel talento.

Mas, perguntar· o leitor: a que veiu aquelle prologo em que se fez jogar

a medicina e a caricatura como meios curativos da sociedade e das

gentes?!

Eu explico. … que se n„o tivesse gasto tanto tempo ainda vos havia de

dizer como È que o Manuel Monterroso pÛde ser ao mesmo tempo um grande

caricaturista e um bello medico. Isso porÈm fica para segundas leituras.

XXVI

A BAIXELLA BARAHONA

Venho cheio d'um sincero enthusiasmo fallar-vos agora exclusivamente

d'um dos maiores acontecimentos para a arte de ourivezaria portugueza, e

n„o sÛ para ella como para a Arte, na verdadeira accepÁ„o da palavra; da

Baixella Barahona! … esta j· bem conhecida em todo o Portugal, pelo que

d'ella tem dito os jornaes de Lisboa, mas um brado mais, d'um sincero

amador, nunca faz mal para engrossar o cÙro de hossanas, que em volta de

t„o magnificente obra, se tem levantado por todos quantos a tem visto.

A casa Leit„o & Irm„o, innegavelmente os primeiros joelheiros e ourives

portuguezes, levaram a cabo a execuÁ„o da obra mais monumental e mais

artistica no seu genero, que se tem feito em Portugal ha cem annos para

c·. E estou bem certo que ser· preciso passar um incalculavel numero de

annos para que se faÁa uma outra obra assim.

[Figura: Columbano Bordallo Pinheiro]

Dous s„o os motivos, que me levam a acreditar n'esta profecia: ´A falta

de homens de gosto e de dinheiro, como o dr. Francisco Barahona; e a

falta de comprehens„o da maior parte da gente, de que a Arte È a

manifestaÁ„o mais bella e mais brilhante do desenvolvimento espiritual e

intellectual d'uma naÁ„oª.

Mas, como n„o me julgo com competencia para divagaÁıes philosophicas

sobre _Arte_, _Dinheiro_ e _Gosto_, vou entrar no meu assumpto--A

Baixella Barahona--da qual est„o em exposiÁ„o o _Centro de meza_, e as

_Duas serpentinas_.

S„o estes tres monumentos, deixem-me assim chamar-lhe, uma coisa

phantastica. Delineados sobre motivos esculpturaes do tempo de D. Jo„o

V, harmonisou-se n'uma contextura brilhante, encantadora, fazendo-nos

passar, como que em revista as decoraÁıes architectonicas dos monumentos

da epocha, os escudos d'armas da casa real de D. Jo„o V, as talhas

douradas dos conventos, as conchas nacaradas dos mares, que nÛs

portuguezes dominamos nos nossos tempos de navegadores, e as aguas

espraindo-se nas nossas formosissimas praias onde o mar bate

altisonante, cantando ainda restos das nossas passadas glorias.

[Figura: Serpentina da Baixella Barahona]

… como que a orquestraÁ„o muda d'uma epopeia de deslumbramento e de

luxo. Mereciam um poema, tal È o seu primor e a sua riqueza.

Por ambas as vezes, que fui vÍr estas deslumbrantes obras de arte,

fiquei estasiado algumas horas, na contemplaÁ„o d'ellas, e cada vez que

as olhava novos encantos lhe achava; aqui eram os festıes de flores que

pareciam baloiÁar ao sopro da aragem, pendentes das m„os torneadamente

papudas dos deliciosos amores; mais em baixo, os golphinhos com as suas

fauces escancaradas d'onde jorram torrentes d'agua que se espraiam pelo

enconchado da base; de todos os lados, as nacaradas conchas encurvadas

caprichosamente n'um anichamento sublime de preciosidades do fundo do

mar, e contornando tudo isto n'uma justeza de fÛrma, n'um carocolar de

serpente, d'um brunido admiravel, como que uma fita de seda que m„os

delicadas de fadas se entretivessem a dispÙr alli, como cercando aquella

serie de deliciosas coisas.

Alguem que tenha visto a Baixella, dir·: e as figuras que alli existem

onde as deixar· ficar o chronista?

As figuras essas s„o deslumbrantes de contextura, e se me deixei ficar

para o fim a fallar n'ellas, È, que t„o fundo me feriram no espirito que

lhe reservo um logar mais ao fim do artigo para que quem me ler nunca se

esqueÁa d'ellas.

O centro, como muito bem diz o nosso amigo M. Oliveira Ramos, na memoria

escripta expressamente para ser distribuida pela casa Leit„o aos seus

convidados, compıe-se d'uma taÁa oblonga de amplo bojo, enfunada para a

base e recordando talvez na sua fÛrma, o casco dos nossos galeıes do

periodo aureo.

[Figura: Centro de meza da Baixella Barahona]

De cada lado d'esta taÁa e como sentados no rebordo, ha duas figuras; um

Fauno e uma Bachante.

O Fauno, tendo n'uma das m„os uma frauta de Pan, ri brejeiramente para

um amor que parece ter-se deitado na base a analysar aquelle typo t„o

caracteristico e t„o bem delineado. E a Bachante com um exhuberante

cacho d'uvas, tenta o outro amor que, deitado tambem, nos d· a impress„o

suave d'um delicioso _bÈbÈ_ a quem uma nympha estivesse fazendo negaÁas

com em brinquedo.

Mas, È tal o deslumbrante das fÛrmas e o rigor da anatomia d'estas

figuras, t„o primorosamente modeladas e t„o assombrosamente executadas

que parece que aquella fria prata, de que s„o feitas, se anima e

palpita. Todo o conjuncto È bello, mas as figuras extasiaram-me.

Columbano Bordallo Pinheiro, ao modelar aquelles primores de arte,

(talvez isto seja uma heresia), fez, a meu vÍr, um dos seus trabalhos

mais geniaes, a manifestaÁ„o mais ampla do seu muito talento.

Porque È preciso ter-se muito talento para se realisarem obras

d'aquellas.

Ficarei por aqui, se bem que n„o era esse o meu desejo, mas a falta

d'espaÁo e de tempo, a isso me obrigam. Antes porÈm de fechar cumpre-me

fazer, por este meio, o que j· fiz pessoalmente, dar um aperto de m„o, a

quem se abalanÁou a uma empreza como esta e saudar enthusiasticamente

com o meu fraco appoiado os grandes collaboradores d'esta manifestaÁ„o

de arte portugueza,--o dr. Francisco Barahona, o verdadeiro patriota que

sabe como ninguem comprehender para que serve o dinheiro,--Columbano

Bordallo Pinheiro, que para essa obra deu parte do seu _eu_

artistico--Augusto Luiz de Sousa e Francisco Ignacio Cardoso os dois

artistas ourives sob a direcÁ„o dos quaes se executou tal obra.

[Figura: Magdalena--Columbano Bordallo Pinheiro]

Aos snr. Leit„o & Irm„o um bravo! Um bravo enthusiastico d'um humilde

admirador.

E para fechar, folgarei immenso ouvindo dizer que esses tres monumentos

v„o mostrar ao mundo inteiro, na ExposiÁ„o de Paris, que em Portugal ha

verdadeiros artistas e homens de arte.

Lisboa, 31-4-900.

XXVII

CONCLUS√O

Fechando este volumesito despretencioso e vago, que fiz publicar, n„o

com a vaidade de escriptor ou critico d'Arte, mas simplesmente para

reunir n'um mÛlho, pequenos e insignificantes artigos, que escrevi em

dias socegados e alegres, e que appareceram em revistas e jornaes

diarios apÛs visitas feitas a Ateliers, Escolas e ExposiÁıes d'Arte,

onde tive o superior prazer de passar algumas horas boas e distrahidas,

julgo ter prestado um pequenissimo serviÁo ao meu paiz e · sua Arte.

S„o estas paginas simples notas de um amador. Nem ellas desejaram nunca

ser mais do que isso. Escrevi-as sincera e desapaixonadamente sem

interesses ligados aos artistas, nem o desejo de ser amavel para com

elles.

[Figura: O Desterrado--SOARES dos REIS]

Fil-o como conversador inveterado que sou, e que, no desejo constante de

conversa, escolhi o grande publico para lhe expÙr as minhas impressıes

pessoaes e quem sabe, faltas de sciencia e talvez de criterio.

Tenho dito mil vezes, n'essas paginas atraz o digo, e n„o ficar· mal ao

ir-me embora, repetil-o mais uma vez:--eu n„o sou um critico d'Arte, nem

tenho pretenÁıes a isso.

E, n'essas condiÁıes, sob uma tal ordem de ideias, interessando-me pelas

exposiÁıes d'Arte, pelo desenvolvimento pintural dos discipulos e pelo

engrandecimento dos professores, excitando os que comeÁam para que breve

se ponham ao lado dos que j· v„o na vanguarda, animando o publico e

creando-lhe aos poucos o gosto pela Arte, dando noticias resumidas

d'algumas exposiÁıes, destacando alguns artistas e amadores dos que mais

em fÛco tenho encontrado, embora sem aquelle _tino especial_ de critica

_hors ligne_, como convinha para tal emprehendimento, julgo no entanto,

que contribuo dentro das minhas forÁas, para o desenvolvimento do gosto

pela pintura e pela esculptura entre os meus compatriotas, com estes

artigos.

N'um paiz como o nosso t„o cheio de poesia, t„o cheio de sol, t„o cheio

de cÙr, com costumes t„o typicos e figuras t„o accentuadamente

caracteristicas, com pedaÁos de natureza (paisagem e marinha) t„o cheia

d'um extraordinario encanto, d'um collorido t„o nosso, t„o genuinamente

bello, necessario se torna que elle seja sabiamente estudado e

proficientemente transplantado · tela e v· mundo em fÛra, fazer esta

grande affirmaÁ„o: que no nosso paiz, caracteristicamente pittoresco,

que como poucos È dotado de bellezas naturaes dignas de serem admiradas

por todo quanto em _tourismo_ d· a volta ao mundo, ha uma pleiade de

artistas, verdadeiramente grandes, e que valem tanto como os que ha bons

l· pelo estrangeiro.

Se eu, debaixo d'este ponto de vista, apontando, notando, frizando,

destacando e elevando, entre os que trabalham n'esta bella obra,

aquelles que a meu vÍr mais dignos s„o de menÁ„o, conseguir excitar os

outros para que trabalhando honradamente, gloriosamente se possam

collocar ao lado d'elles, darei por bem empregado o meu tempo.

E como n„o quero que se diga que esqueci os que mais gloriosamente teem

batalhado n'esse combate da Arte, aquelles, que emquanto vivos

produziram genialissimas obras, e seriam assombrosamente grandes em

qualquer parte do mundo, aqui deixo ficar, nas ultimas paginas do meu

livro, tres copias de tres trabalhos sublimes dos sublimes mestres,

d'esse trio sagrado de sacerdotes magnos do templo da Arte--Soares dos

Reis, Silva Porto e Raphael Bordallo Pinheiro.

E nada vos direi de taes genios artisticos porque para isso seria

preciso escrever tres volumes, e acho que quem È t„o pequeno como eu n„o

se deve abalanÁar a empreza t„o ardua e t„o difficil, pois que para

fazer o elogio d'estes sublimes mestres, exige-se pelo menos ser t„o

grande como elles na litteratura e na critica.

[Figura: Conduzindo o rebanho--SILVA PORTO]

Por isso simplesmente, como significaÁ„o de respeito e muita admiraÁ„o

ao seu grande talento, aqui lhe deixo significado o sentimento da minha

muito grande veneraÁ„o.

Havereis de ter notado n'este meu livro faltas extraordinariamente

grandes, bem sei. Mas, que quereis, quem d· o que tem n„o È obrigado a

mais.

Desejaria ainda fazer um catalogo, biographico e artistico dos nossos

melhores artistas e das suas obras com sabias notas descriptivas, mas

isso era trabalho largo de mais para quem t„o fracamente maneja a penna

e t„o leves conhecimentos tem em tal assumpto.

Se um dia, porem, l· para o futuro, me achar com coragem de emprehender

empreza de tal bojo e tanta responsabilidade prometto-vos que o farei o

mais larga e o mais desenvolvidamente possivel.

E os artistas que me perdoem ent„o tal arrojo e tal atrevimento.

Por hoje apenas estas leves notas reportivas d'um insignificante amador

de Arte.

[Figura: Vinte annos depois--RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO]

* * * * *

Como estou em marÈ de desabafos, n„o ser· de todo mau que antes de

terminar o mandato que a mim proprio impuz n„o deixe de dizer alguma

coisa a respeito d'alguns erros que apparecem nas Notas d'Arte. Por

isso, com a maior franqueza declaro que, n„o querendo seguir as pisadas

d'uma grande parte dos nossos litteratos, imputando aos pobres

typographos erros que sÛ cabem aos auctores como maus revisores

d'aquillo que escrevem, dou o seu ao seu dono affirmando que todos os

erros que surgem pelo volume fÛra sÛ podem ser attribuidos · ligeireza

com que tracei todas essas rapidas Notas d'Arte que, a meu vÍr, apesar

dos seus defeitos tem a grande vantagem de mostrar o grande amor que

tenho · arte sublime do Bello e o desejo ardente de vÍr galardoados os

meritos dos artistas e dos amadores portuenses.

A illustraÁ„o e a benevolencia do leitor, pesando bem a senceridade das

minhas palavras, supprir· todos os erros remediando assim o velho

costume de finalisar com _emendas_. … certo que ninguem vae ao cÈo sem

_emenda_, mas uma vez que se faz uma _confiss„o expontanea_ o

_penitente_ fica perdoado dos seus _peccados_.

30 de Novembro de 1906.

INDICE

DOS ARTIGOS Pag.

No Limiar 1

Impressıes d'uma ExposiÁ„o 5

Pintores Portuenses.--Julio Costa 9

Pintores Portuenses.--Antonio Carneiro Junior 17

Thadeu Maria d'Almeida Furtado 21

Pintores Portuenses.--Arthur Loureiro 25

Esculptores Portuenses.--Fernandes de S· 31

ExposiÁ„o da Sociedade de Bellas-Artes de Lisboa 39

Pintores Portuenses.--Manuel San Rom„o 67

A Mulher Artista 73

Novas ExposiÁıes d'Arte 81

Uma ExposiÁ„o de Aguarellas organisada por Amadores 89

Pintores Portuenses.--Thomaz de Moura 93

Amadores Portuenses.--D. Joanna Andressen Silva 97

Pintores Portuenses.--Antonio JosÈ da Costa 105

Em frente d'um Cartaz!... 113

Na Cruz 117

Amadores Portuenses.--D. Margarida Ramalho 119

Novos quadros de Arthur Loureiro:

I--No Atelier do Palacio de Crystal 127

II--Arthur Loureiro e os seus discipulos 131

III--Arthur Loureiro e a Academia de Bellas Artes 135

IV--Mais uma visita ao Atelier de Arthur Loureiro 141

Amadores Portuenses.--Manuel Maria Lucio Junior 145

Uma ExposiÁ„o de quadros do Instituto de Estudos e Conferencias 151

Uma ExposiÁ„o de Carneiro Junior 159

Notas ligeiras d'uma ExposiÁ„o 163

Amadores Portuenses.--Alberto Ayres de Gouveia 171

Uma ExposiÁ„o de Estatuetas.--Francisco Gouveia 179

Amadores Portuenses.--Manuel Monterroso 185

A Baixella Barahona 193

Conclus„o 197

INDICE

Retratos Pag. Quadros Pag.

S. M. a Rainha 73--Estudo de creanÁa (aguarella) 75

El-Rei 39--Paisagem (pastel) 40

Guarda arabe (pastel) 66

Alberto Ayres de Gouveia, 171--A Palavra do Mestre 173

Christo Morto 175

S. Jo„o lendo as Profecias 176

Adelia Ramos (D.) 144--

Alfredo Keill --A chegada da deligencia aos Valles

em Ferreira do Zezere 61

Alice Grillo Lima (D.) 79--Orchideas 80

Antonio JosÈ da Costa 105--Chrysanthemos 7

Guarda Fiel 103

Rosas e Pionias 106

Outros tempos 107

No Pinhal 108

Camelias 109

Junquilhos e Camelias 110

Junto do Cruzeiro 111

Arthur Loureiro 25-127--Barra--Foz do Douro 26

Frontal d'uma arca 27

O Passado 28

N„o voltar· mais 29

Retrato de S· de Albergaria 129

Retrato do Dr. Francisco Anthero 132

Tigres 134

SÛ no Mundo 136

De aldeia em aldeia 138

Paisagem 139

Flora 140

Pinheiros 142

Aurelia de Sousa (D.) 74--Paisagem 164

Branca Assis (D.) --Tia Bertha 76

Candido da Cunha 7-88--Impress„o de Paris 125

Crepusculo Matutino 153

A Prociss„o 162

Paisagem 165

Paisagem 177

Carlos Reis --Mendiga 44

Retrato de El-Rei 55

Olaia em flor 57

Carneiro Junior 17--Retrato 18

Entrega de Evora 160

Columbano Bordallo Pinheiro 193--Tomando ch· 53

Candelabro 194

Centro de meza 195

Magdalena 196

Condeixa --CabeÁa d'estudo 41

Condessa d'Alto Mearim 78--Poveretta 169

Duqueza de Palmella --CabeÁa de negra 4

Eduardo Moura 88--Guardando vaccas 155

Fernandes de S· 31--Desafio 32

Camıes 33

Beijo Materno 35

Busto de Antonio Cano 37

Rapto de Ganymedes 63

Francisco Gouveia 179--Teixeira Lopes 180

EÁa de Queiroz 181

Marcos Guedes, Guedes d'Oliveira,

Guerra Junqueiro, Pae Ramos 182

Joanna Andressen Silva (D.) 97--Sal„o do Palacete de D. Joanna 98

Canto do Atelier 99

Busto de Mademoiselle Elisa

Andressen 100

Busto de Mademoiselle Ramos Pinto 101

Busto de Mademoiselle Joanna

Andressen 102

Jo„o Augusto Ribeiro 8--Estudo 178

Jo„o Vaz --Marinha 45

Joaquim Marinho 89--

JosÈ de Brito 6-152--Vaga 47

CabeÁa de estudo (pastel) 91

JosÈ MalhÙa 5--Que grande calamidade 6

Barbeiro d'aldeia 42

JosÈ Rom„o Junior 168--

JosÈ Teixeira Lopes 88--Paisagem (aguarella) 90

Juli„o Machado --Cartaz 114

Julio Costa 9--Retrato do Conselheiro Jo„o Franco 10

Retrato de Oliveira Martins 11

O Calvario 14

A Ti Anna 15

Na Cruz 118

Julio Ramos 88-156--Aos Grillos 164

Barcos de Pesca 170

Leopoldina Pinto (D.) --Flores 84

Lucilia Aranha Grave (D.) 163--Na Eira 30

Paisagem 183

Manuel Maria Lucio Junior 145--Marinha 147

Barra--Foz do Douro 149

Manuel Monterroso 185--Caricatura do auctor das Notas

d'Arte 1

Cartaz 115

Dr. Leopoldo Mour„o 186

Uma pagina da Parodia 187

Jo„o Oliveira Ramos 188

Estatueta de Raphael Bordallo

Pinheiro 189

O Rei da PeÁa 190

Os donos da Casa 191

Estatueta de JosÈ Ribeiro 192

Manuel San Rom„o 67--Na espectativa 68

Paisagem 69

Paisagem 70

Uma sevilhana 71

Margarida Costa Rom„o (D.) 166--

Margarida Ramalho (D.) 119--Castanheira 122

CabeÁa de velho 123

Maria Afflalo (D.) 168--

Maria Augusta Bordallo

Pinheiro (D.) --Um lenÁo de rendas 23

Marques d'Oliveira 83--Paisagem 43

Entre o almoÁo e o jantar 59

Paisagem 154

Raphael Bordallo Pinheiro --Vinte annos depois 200

Silva Porto --Conduzindo o rebanho 199

Soares dos Reis --O Desterrado 197

Sophia de Sousa (D.) 82--Ao Sol 197

Sousa Pinto 151--

Teixeira Lopes 184--Busto de inglesa 51

Santo Isidoro 65

A Caridade 85

Baixo relevo (Saudade) 161

Caim 184

Thadeu Maria de Almeida

Furtado 21--

Thomaz de Moura 93--

Torquato Pinheiro 156--Retrato de minha M„e 8

Retrato de Bernardino Reaes 157

Lavadeiras na levada 166

Velloso Salgado 49--Panneaux para o Palacio da Bolsa 87

Panneaux para o Palacio da Bolsa 95

ZÈo Wanthelet Batalha Reis --Quem espera desespera 77

Notas:

[1] Um dos mais distinctos professores da Escola Medico-Cirurgica do

Porto, j· fallecido.

Lista de erros corrigidos

Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos:

+----------+---------------------+----------------------+

| | Original | CorrecÁ„o |

+----------+---------------------+----------------------+

|#p·g. 6| o educaÁ„o | a educaÁ„o |

|#p·g. 37| fificar | ficar |

|#p·g. 45| destestaveis | detestaveis |

|#p·g. 47| 52 | 62 |

|#p·g. 54| 312 | 212 |

|#p·g. 82| fezendo-nos | fazendo-nos |

|#p·g. 90| medesto | modesto |

|#p·g. 106| devido | devida |

|#p·g. 111| tratados | tratadas |

|#p·g. 133| delicamente | delicadamente |

|#p·g. 134| professsor | professor |

|#p·g. 141| granda lucta | grande lucta |

|#p·g. 147| interressante | interessante |

|#p·g. 164| centamen | certamen |

|#p·g. 188| Eatasiava-me | Extasiava-me |

|#p·g. 190| carderno | caderno |

|#p·g. 192| modela o como | modela e como |

|#p·g. 192| elogie | elogio |

|#p·g. 194| ddivagaÁıes | divagaÁıes |

|#p·g. 202| Adelina Barros | Adelia Ramos* |

|#p·g. 202| Zerere | Zezere |

|#p·g. 203| Tomanho | Tomando |

+----------+---------------------+----------------------+

* Õndice alterado de acordo com legendas das imagens da obra.

As variaÁıes de nomes prÛprios foram mantidas de acordo com o original.

Notas d'arte · 第 10 / 10 段