Quando te vejo, despertam no meu pobre coração as melodias e as dôces
melancolias d'amor, como na primavera se reanimam as aves e desabrocham
as violetas.
Quando me fallas, tudo se alumia com constellações apaixonadas, e
parece que passam dentro de mim todos os aromas das magnolias.
Mas se me dizes que _me queres muito_, sinto que vem logo um estranho
inverno descorar-me as faces, desfolhar-me a alma de todas as emoções,
e cobrir de geada todos os loucos desejos.
Oh! nunca me digas que _me queres muito_!