IV

Ás vezes, solitario e silencioso, via passar na sombra, diante

de mim, como uma legião d'inspirações rhapsodicas, os teus olhos

humidos, como violetas debaixo d'agua--depois os teus braços da côr do

marmore--depois os teus cabellos negros e fluctuantes... Em fim, sobre

um fundo maravilhoso, tu apparecias superiormente serena, perfeita e

luminosa!

V

De cada um dos teus desejos nascia uma flôr.

E os meus suspiros, como a aragem serena da tarde, embalavam dôcemente

aquellas flôres marginaes.

E as flôres cresciam, cresciam até se tornarem magnolias grandes; o

vento tomava-as preguiçosamente pela haste; e ellas, inclinando os

seus rostos pallidos, contavam-lhe os perfumes de mais segredo.

E as magnolias iam crescendo até se tornarem n'uma arvore immensa.

Então o vento enroscava-se no tronco, insinuava-se nos ramos, e fazia

palpitar as folhas sonoras.

E então a arvore estremecia, como n'um sonho agitado; depois

adormecia--e dava em redor uma sombra serena e consoladora.

Prosas barbaras com uma introducção por Jayme Batalha Reis. · 第 19 / 87 题