Na roça não se usa disto,
quem faz cerco a um coração
improvisa as suas quadras
com a viola na mão.
E na prima e na segunda
faz um tal repenicado,
que a pequena fica tonta
quebrando o sapateado.
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Quem procura a paz do espirito,
quem busca a felicidade,
ha de encontral-a na roça,
raras vezes na cidade.
Ali a vida é mais calma;
a mudez da solidão,
é como um balsamo santo
ás dores do coração.
A doce tranquillidade,
que se desfructa no lar,
illumina aquellas almas
de uma luz crepuscular.
Na festa ha mais alegria...
ha no trato amenidade;
o homem da roça é o typo
da honra e da honestidade.
Se acaso lhes bate á porta
um estranho, um forasteiro,
tem agasalho e amizade
desse povo hospitaleiro.
Sob uma crosta grosseira
se encontra a sinceridade,
e mais que ninguem conhece
as leis da hospitalidade.
Mas se lhes offendem os brios
sabem affrontas vingar,
que o homem rude do campo
não póde insultos tragar.