Rubião foi recolhido a uma casa de saude. Palha esquecera a obrigação
que Sophia lhe impoz, e Sophia não se lembrou mais da promessa
feita á rio-grandense. Cuidavam ambos de outra casa, um palacete em
Botafogo, cuja reconstrucção estava prestes a acabar, e que elles
queriam inaugurar, no inverno, quando as camaras trabalhassem, e toda
a gente houvesse descido de Petropolis. Mas agora a promessa foi
cumprida; Rubião deu entrada no estabelecimento, onde ficou occupando
uma sala e um quarto especiaes, recommendado pelo Dr. Falcão e pelo
Palha. Não resistiu a nada; acompanhou-os com satisfação, e entrou
nos seus aposentos, como se os conhecesse desde muito. Quando elles
se despediram, dizendo que já voltavam, Rubião convidou-os para uma
revista militar, no sabbado.
--Pois sim, sabbado, assentiu Falcão.
--Sabbado é bom dia, continuou Rubião. Não faltes, duque de Palha.
--Não falto, disse o Palha andando.
--Olha, mandar-te-hei um dos meus coches, novo em folha; é preciso que
tua mulher pouse o seu lindo corpo, onde ninguem ainda ousou sentar-se.
Almofadas de damasco e velludo, arreios de prata e rodas de ouro; os
cavallos descendem do proprio cavallo que meu tio montava em Marengo.
Adeus, duque de Palha.