_Irmão, é preciso morrer_
As austeridades da vida monastica tornaram-se proverbiaes, mas foi,
sobretudo, na Trappa que ellas se observaram com todo o rigor dos
primeiros seculos do christianismo. Os trappistas guardam absoluto
silencio, dividem o tempo entre a oração e o trabalho manual,
alimentam-se de pão grosseiro e legumes e vestem apenas o habito de
burel. Devem ter sempre deante dos olhos a imagem da morte. E é para se
lembrarem d'esta grande verdade, que em cada dia visitam a valla que
deve servir-lhes de derradeiro asylo.
«O silencio--diz um eloquente orador contemporaneo--anda ao seu lado, e
se fallam, quando se encontram, é para se dirigirem esta melancholica
phrase:
--«_Irmão, é preciso morrer ..._»