Pag. 10, lin. 5--*Quinta dos Azulejos*

Sobre a _quinta dos Azulejos_ (tambem outr'ora chamada do _Principe_),

no largo do Poço, no logarejo do Paço do Lumiar, junto a Lisboa, veja-se

o que vem nas _Memorias de Castilho_, por Julio de Castilho, tomo I. O

poço que se via no meio do tal resumido largo já não existe. Engana-se

Castilho attribuindo a esta quinta, por conjectura vaga, a honra de ter

communicado ao logarejo o seu nome de Paço. Essa gloria, segundo o

erudito Vilhena Barbosa, pertence talvez á quinta dos Duques de Palmella.

É ainda hoje a quinta dos Azulejos um bellissimo especimen dos jardins

nobres e ricos do seculo XVIII. Pena e grande pena foi, que os modernos

proprietarios destruissem o arvoredo antigo, os buxos aparados, as

murtas, etc., dos jardins em estylo velho, para substituir essas

regradas opulencias vegetaes por outras invenções pertencentes ao

chamado jardim inglez. Estas serão muito bellas, mas desdizem dos

azulejos primitivos, que lá campeiam ainda, e são dos mais vistosos, dos

mais correctos, dos mais agradaveis que podem ver-se.

Quando, na muitos annos, visitou essa quinta o Poeta, ainda o estado

antigo da parte rustica do predio se conservava intacto. É lastima que o

alterassem.

A Chave do Enigma · 第 79 / 95 题