A Carta das Cidades

Lambert estava de pé no lado de fora da porta dos aposentos do rei,

atônico em meio a aquela agitação de espanto e ridículo. Estava de

passagem para a rua, atordoado, quando James Barker cruzou com ele.

— Onde vai? — perguntou ele.

— Parar com toda essa tolice, é claro — respondeu Barker, e desapareceu

dentro do quarto.

Entrou de cabeça, batendo a porta, e colocando seu incomparável chapéu

de seda sobre a mesa. Sua boca se abriu, mas antes que pudesse falar, o

rei disse:

— Seu chapéu, por favor.

Revolvendo os dedos, e mal sabendo o que estava fazendo, o jovem

político o entregou.

O rei colocou-o em sua própria cadeira, e sentou-se nele.

— Um curioso costume antigo — explicou ele, sorrindo acima das ruínas. —

Quando o Rei recebe os representantes da casa de Barker, o chapéu do

último é imediatamente destruído dessa maneira. Representa a finalidade

absoluta do ato de homenagem expressa na remoção do mesmo. Ele declara

que nunca, até que o chapéu surja mais uma vez em sua cabeça (uma

contingência que acredito firmemente ser remota), poderá a casa de

Barker rebelar-se contra a coroa da Inglaterra.

Barker estava com o punho cerrado, e os lábios agitados.

— Suas piadas — começou ele — e minha propriedade.. — e, em seguida,

explodiu com um palavrão, e parou de novo.

— Continue, continue — disse o Rei, acenando com as mãos.

— O que significa tudo isso? — exclamou o outro, com um gesto de

racionalidade passional. — Está louco?

— Nem um pouco — respondeu o rei, agradavelmente. — Os loucos são sempre

graves, enlouquecem por falta de humor. Está ficando muito sério, James.

— Por que não pode manter isso na sua vida privada? — queixou-se o

outro. — Agora, tem muito dinheiro, e abundância de casas para bancar o

tolo, mas no interesse público...

— Epigramático — disse o rei, apontando o dedo, infelizmente para ele. —

Nenhuma de suas ousadas cintilações aqui. Quanto ao porquê de não fazer

isso em particular, não consigo entender a sua pergunta. A resposta é de

comparativa limpidez. Não o faço em particular, porque é mais engraçado

fazê-lo em público. Parece pensar que seria divertido ser dignificado no

salão de banquetes e na rua, e na minha própria lareira (eu poderia

adquirir uma lareira) manter todos rindo. Mas isso é o que todos fazem.

Todo mundo é sério em público, e engraçado em privado. Meu senso de

humor sugere a inversão desta; sugere que se deve ser engraçado em

público e solene em particular. Desejo fazer das funções de Estado, os

parlamentos, coroações, e assim por diante, uma antiquada pantomina para

o riso. Por outro lado, eu me tranquei sozinho em uma pequena despensa

por duas horas por dia, onde sou tão digno que me sinto mal.

Por esta altura, Barker andava para cima e para baixo da sala, sua

sobrecasaca batendo como as asas de um pássaro preto.

— Bem, você vai arruinar o país — disse secamente.

— Parece-me — disse Auberon — que a tradição de dez séculos está sendo

quebrada, e a casa dos Barker está se rebelando contra a Coroa da

Inglaterra. Seria com pesar (porque admiro a sua aparência) que seria

obrigado a decorar a sua cabeça com os restos deste chapéu, mas...

— O que eu não consigo entender — disse Barker levando os dedos com um

movimento frenético bem americano — é porque não se importa com nada

exceto seus jogos.

O rei parou bruscamente o ato de levantar os restos de seda, deixou-os

cair, e caminhou até Barker, olhando-o firmemente.

— Fiz uma espécie de voto de que não iria falar sério, o que sempre

significa responder perguntas tolas. Mas o homem forte será sempre

gentil com os políticos. “A forma de meus olhares desdenhosos a

ridicularizar,

Foi preciso um Deus para moldar” se assim posso exprimir-me

teologicamente. E por alguma razão que não posso compreender

minimamente, sinto-me impelido a responder a essa pergunta de vocês, e

para respondê-la como se realmente houvesse tal coisa no mundo como um

assunto sério. Pergunta-me por que não ligo para nada mais. Pode

dizer-me, em nome de todos os deuses que você não acredita, por que

deveria me importar com outra coisa?

— Não percebe as necessidades públicas comuns? — gritou Barker. — Como é

possível que um homem da sua inteligência não percebe que é do interesse

de todos...

— Você não acredita em Zoroastro? É possível que negligencie

Mumbo-Jumbo? — devolveu o Rei, com animação surpreendente. — Um homem de

sua inteligência me vêm com esses malditos princípios de ética

vitoriana? Se, ao estudar as minhas características e maneiras, você

detectar qualquer semelhança especial com o príncipe consorte, lhe

asseguro que está enganado. Será que Herbert Spencer o convenceu, ele

nunca convence ninguém, ele nunca por um momento louco convenceu a si

mesmo, que é do interesse do indivíduo se sentir um espírito público?

Acredita que, se você governa seu departamento mal, terá alguma chance,

ou a metade da chance, de ser guilhotinado, que um pescador sendo puxado

de dentro do rio por um pique forte? Herbert Spencer absteve-se de

roubo, pela mesma razão que ele se absteve de usar penas em seus

cabelos, porque era um cavalheiro inglês com gostos diferenciados. Eu

sou um cavalheiro inglês, com gostos diferenciados. Ele gostava de

filosofia. Eu gosto de arte. Ele gostaria de escrever dez livros sobre a

natureza da sociedade humana. Eu gostaria de ver o Lorde Chamberlain

andando na minha frente com um pedaço de papel preso ao rabo do paletó.

É o meu humor. Entendeu minha resposta? De qualquer forma, disse a minha

última palavra séria hoje, e minha última palavra séria confio para o

resto da minha vida a este paraíso dos tolos. No restante da minha

conversa com vocês hoje, que espero ser longa e estimulante, proponho

conduzir em uma nova linguagem de minha criação baseado em movimentos

rápidos e simbólicos da perna esquerda — e ele começou a piruetar

lentamente em volta da sala com uma expressão preocupada.

Barker percorreu a sala, depois dele, bombardeando-o com as exigências e

súplicas. Mas não recebeu nenhuma resposta, exceto no novo idioma. Ele

saiu batendo a porta novamente, e doente como um homem vindo em terra.

Como ele caminhou pelas ruas se viu de repente em frente ao restaurante

Cicconani, e por algum motivo levantou-se diante dele a fantástica

figura verde do general espanhol, de pé, como tinha visto ele pela

última vez, na porta, com as palavras em sua lábios: “Não se pode

argumentar com a escolha da alma.”

O rei saiu de sua dança com o ar de um homem de negócios legitimamente

cansado. Ele vestiu um casaco, acendeu um charuto, e saiu para a noite

purpura.

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Eu sou o rei do castelo.

“Eu sou o rei do castelo.”

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— Irei me misturar com o povo.

Passou rapidamente por uma rua no bairro de Notting Hill, quando de

repente sentiu um objeto duro batendo em seu colete. Parou, colocou o

seu monóculo, e viu um rapaz com uma espada de madeira e um chapéu de

papel armado, usando aquela expressão de temor satisfeito com que uma

criança contempla a sua obra quando bate alguém de forma dura. O rei

olhou pensativo por algum tempo o seu agressor, e lentamente pegou um

caderno do bolso no peito.

— Tenho algumas notas para o meu discurso fúnebre — e virou as folhas. —

Discurso fúnebre por assassinato político; idem, se por ex-amigo... hum,

hum. Discurso fúnebre por morte nas mãos de um marido afrontado (e

arrependido), discurso fúnebre para o mesmo (mas cínico). Não estou

certo de qual seria adequado para o presente ....

— Eu sou o rei do castelo — disse o menino, de forma truculenta, e muito

satisfeito por alguma razão.

O rei era um homem bondoso, e gostava muito de crianças, como todas as

pessoas que gostam do ridículo.

— Infante, estou contente por ser tão valente defensor da antiga e

inviolável Notting Hill. Toda noite olhe acima, meu filho, onde

levanta-se entre as estrelas, tão antiga, tão solitária, tão

indizivelmente Notting. Enquanto estiver pronto para morrer pela

montanha sagrada, mesmo que cercado por todos os exércitos de Bayswater...

O rei parou de repente, e seus olhos brilhavam.

— Talvez, talvez a mais nobre de todas as minhas concepções. Um

reavivamento da arrogância das antigas cidades medievais aplicadas aos

nossos gloriosos subúrbios. Clapham com uma guarda citadina. Wimbledon

com uma muralha. Surbiton tocando o sino para chamar seus cidadãos. West

Hampstead para a batalha com sua própria bandeira. Deveria ser feito.

Eu, o rei, digo isso — e apressadamente presentou o menino com meia

coroa, observando: — Para o fundo de guerra de Notting Hill — e então

correu violentamente para casa com tal velocidade que as multidões o

seguiam por milhas. Ao chegar a seu escritório, pediu uma xícara de

café, e mergulhou em profunda meditação sobre o projeto. Finalmente, ele

chamou o seu escudeiro favorito, o capitão Bowler, por quem tinha uma

afeição profunda, fundada principalmente pela forma de seus bigodes.

— Bowler — disse ele —, não existe uma sociedade de pesquisa histórica,

ou algo do qual sou membro honorário?

— Sim, senhor — disse o capitão Bowler, esfregando o nariz —, é um

membro dos “Incentivadores do Renascimento Egípcio”, “Clube dos Túmulos

Teutônico” , “Sociedade para a Recuperação de Antiguidades de Londres”, e …

— Admirável! — disse o rei. — O de “Antiguidades de Londres” é adequado.

Vá para a “Sociedade para a Recuperação de Antiguidades de Londres” e

fale com seu secretário, seu sub-secretário, seu presidente, e seu

vice-presidente, dizendo: ’O rei da Inglaterra é orgulhoso, mas o membro

honorário da Sociedade de Recuperação de Antiguidades de Londres é mais

orgulhoso do que reis. Gostaria de dizer-lhe de certas descobertas que

fiz no tocante as tradições negligenciadas dos bairros de Londres. As

revelações podem causar alguma emoção, agitando memórias ardentes e

tocar em velhas feridas em Shepherd’s Bush e Bayswater, em Pimlico e

South Kensington. O rei hesita, mas o membro honorário é firme.

Aproximo-me invocando os votos de minha iniciação, os Sagrados Sete

Gatos, o Poker de Perfeição, e a Provação do Instante Indescritível

(perdoem-me se misturá-los com o Clã-na-Gael ou algum outro clube a que

pertenço), e peço que me permitam ler um artigo em sua próxima reunião:

"As guerras dos bairros de Londres".’ Diga tudo isso para a sociedade,

Bowler. Lembre-se com muito cuidado, pois é importante, e esqueci tudo

completamente, e envia-me uma xícara de café e alguns dos charutos que

mantemos para pessoas bem sucedidas e vulgares. Vou escrever o meu artigo.

A Sociedade para a Recuperação de Antiguidades de Londres encontrou-se

um mês depois em um salão de ferro corrugado, nos arredores de um dos

subúrbios ao sul de Londres. Um grande número de pessoas tinha se

ajuntado lá sob grossos e flamejantes jatos de gases, quando o rei

chegou, suado e genial. Ao tirar o sobretudo, perceberam que estava em

traje de noite, com a liga da Jarreteira. Sua aparição na pequena mesa,

adornada apenas com um copo de água, foi recebida com aplausos respeitosos.

O presidente (Sr. Huggins) disse que tinha certeza de que todos já

tiveram o prazer de ouvir tais professores ilustres já há algum tempo

(bravo, bravo). O sr. Burton (bravo, bravo), o sr. Cambridge, o

professor King (uma exortação continuada), o velho amigo Peter Jessop,

sir William White (gargalhadas), e outros homens eminentes que honram

este pequeno empreendimento (aplausos). Mas havia outras circunstâncias

que emprestam uma certa qualidade exclusiva para a ocasião presente

(bravo, bravo). Até onde vai sua lembrança, e em relação a Sociedade de

Recuperação de Antiguidades de Londres vai muito longe (aplausos altos),

não se lembrava de que qualquer um de seus palestrantes que tivesse o

título de rei. Ele iria, portanto, chamar o rei Auberon brevemente para

tratar da palestra.

O rei começou por dizer que este discurso pode ser considerado como a

primeira declaração de sua nova política para a nação.

— Nesta hora suprema da minha vida sinto que a ninguém, senão aos

membros da Sociedade para a Recuperação de Antiguidades de Londres posso

abrir meu coração (aplausos). Se o mundo ir contra minha política, e as

tempestades de hostilidade popular começarem a subir (não, não), sinto

que é aqui, com meus bravos recuperadores em torno de mim, que posso

combatê-los melhor, com a espada na mão (altos aplausos).

Sua Majestade, em seguida, passou a explicar que, agora que a velhice se

aproxima, propôs-se a dedicar sua força restante para trazer um sentido

mais agudo de patriotismo local nos diferentes municípios de Londres.

Como tão poucos deles conheciam as lendas de seus bairros próprios!

Quantos havia que nunca tinha ouvido falar da verdadeira origem do Wink

de Wandsworth! E que uma grande parte da geração mais jovem em Chelsea

deixou de interpretar o velho Chuff Chelsea! Pimlico já não bombeava os

Pimlies. Battersea tinha esquecido o nome de Blick.

Houve um breve silêncio, e então uma voz disse:

— Que vergonha!

O rei continuou:

— Sendo chamado, mesmo indignamente, a este grande papel, resolvi que,

na medida do possível, essa negligência cessará. Não desejo glória

militar. Não reivindico igualdade constitucional com Justiniano ou

Alfred. Se posso passar na história como o homem que salvou da extinção

alguns velhos costumes ingleses, se os nossos descendentes possam dizer

que foi através deste homem, humilde como ele era, que os dez nabos

ainda são consumidos em Fulham, e que o conselheiro da paróquia ainda

raspa metade da cabeça em Putney, quando chegar a hora de descer até a

última casa de Reis, vou procurar meus grandes pais com reverência mas

não com medo no rosto.

O rei fez uma pausa, visivelmente emocionado, mas se recompôs, e retomou

mais uma vez.

— Acredito que muito poucos de vocês, pelo menos, precisariam de mim

para debruçar sobre as origens sublimes dessas lendas. Os próprios nomes

de seus bairros testemunham para elas. Enquanto Hammersmith é chamado de

Hammersmith, o seu povo vive na sombra do herói primordial, o ferreiro,

que liderou a democracia da Broadway para a batalha até que enfrentou os

cavalheiros de Kensington e derrubou-os no lugar que em honra do melhor

sangue da aristocracia derrotada ainda é chamado Kensington Gore. Os

homens de Hammersmith não deixarão de lembrar que o próprio nome de

Kensington veio dos lábios do seu herói. No grande banquete da

reconciliação realizada após a guerra, quando os oligarcas desdenhosos

se recusaram a participar das canções dos homens da Broadway (que são

até hoje de um caráter rude e popular), o grande líder republicano, com

seu humor áspero, disse as palavras que estão escritas em ouro acima de

seu monumento, ’Passarinhos que podem cantar e não cantam, deve-se

fazê-los cantar.’ E a partir de então os cavaleiros do oriente foram

chamados de Cansings ou Kensings. Mas vocês também têm ótimas

lembranças, ó homens de Kensington! Mostraram que podem cantar, e cantar

grandes canções de guerra. Mesmo após o dia escuro de Kensington Gore, a

história vai não esquecer os três cavaleiros que guardavam a sua

retirada desordenada do Hyde Park (chamado assim pelo esconderijo lá),

os três cavaleiros por quem Knightsbridge foi assim nomeado. Nem vai

esquecer o dia de sua reemergência, purificada no fogo de calamidade,

purificada de suas corrupções oligárquicas, quando, de espada na mão,

dirigiram o Império do Hammersmith de volta milha por milha, o

empurraram até a Broadway, e o partiram, finalmente, em uma batalha tão

longa e sangrenta que as aves de rapina deixaram seu nome acima. Homens

o chamaram, com ironia austera, de Ravenscourt. Não devo ferir o

patriotismo de Bayswater, ou o orgulho solitário de Brompton, ou que de

qualquer outro município histórico, tomando estes dois exemplos como

especiais. Eu os selecionei, não porque eles são mais gloriosos do que o

resto, mas em parte por associação pessoal (eu mesmo sou descendente de

um dos três heróis de Knightsbridge), e parto da consciência de que sou

um antiquário amador, e não posso pretender lidar com tempos e lugares

mais remotos e mais misteriosos. Não é para mim resolver a questão entre

homens como Professor Hugg e Sir William Whisky se Notting Hill

significa Nutting Hill (em alusão às madeiras ricas que já não a

cobrem), ou se é uma corrupção de Notting-ill, referindo-se a sua

reputação entre os antigos como um paraíso terrestre. Quando um Podkins

e um Jossy confessam dúvidas sobre os limites do West Kensington (diz

ter sido traçada no sangue de bois), não preciso ter vergonha de

confessar uma dúvida similar. Vou pedir-lhes para me desculpar com o

aprofundamento da história, e para me ajudar a lidar com o problema que

hoje enfrentamos. Deve o espírito antigo dos municípios de Londres

morrer? Devem nossos condutores de ônibus e policiais perder totalmente

a luz que vemos tão frequentemente nos seus olhos, a luz sonhadora de

“Coisas velhas, infelizes e distantes

E lutas de muito tempo”

para citar palavras de um poeta pouco conhecido, que era meu amigo na

minha juventude? Resolvi, como disse, na medida do possível, preservar

os olhos de policiais e condutores de ônibus em seu presente estado de

sonho. Pois o que é um estado sem sonhos? E o remédio proposto é como se

segue:

— Para amanhã de manhã, vinte e cinco minutos depois das dez, se o céu

poupar minha vida, pretendo fazer uma proclamação. Tem sido o trabalho

da minha vida, e está semiacabado. Com a ajuda de um whisky com soda,

vou terminar a outra metade à noite, e meu povo vai recebê-la amanhã.

Todos estes bairros onde nasceram, e esperam colocar seus ossos, deverão

ser restabelecidos em sua magnificência antiga, Hammersmith, Kensington,

Bayswater, Chelsea, Battersea, Clapham, Balham, e uma centena de outros.

Cada um deverá imediatamente construir uma muralha com portas para serem

fechadas ao pôr do sol. Cada um deve ter uma guarda da cidade, armada

até os dentes. Cada um deve ter uma bandeira, um escudo de armas, e, se

conveniente, um grito de reunião. Não vou entrar em detalhes agora, meu

coração está muito cheio. Eles poderão ser encontrados na proclamação em

si. No entanto, todos deverão se inscrever nas guardas locais da cidade,

para serem convocados por uma coisa chamada tocsin^1 <#note1> , cujo

significado estou estudando em minhas pesquisas em história.

Pessoalmente, acredito que um tocsin é algum tipo de oficial muito bem

pago. Se, portanto, acontecer de você ter algo como uma alabarda na

casa, eu deveria aconselhá-lo a praticar com ela no jardim.

Neste ponto o rei cobriu o rosto com um lenço e rapidamente deixou o

palco, coberto de emoções.

Os membros da Sociedade para a Recuperação de Antiguidades de Londres se

levantaram num indescritível estado de confusão. Alguns estavam roxos de

indignação, uns pouco intelectuais estavam roxos de tanto rir, a grande

maioria encontrou suas mentes em branco. Conta uma tradição que um rosto

pálido, com olhos azuis em chamas permaneceu fixo no palestrante, e após

a palestra um menino de cabelos vermelhos saiu correndo da sala.

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1 <#text1>

toque de emergência

O Napoleão de Notting Hill · 第 14 / 30 题