_(De Theophilo Gautier.)_
Na collina dos mortos, entre os tumulos,
Ergue a bella palmeira a verde pluma,
E á tarde as mansas pombas de azas candidas
Vão aninhar ali, uma após uma.
De manhã, quando o sol desperta rutilo.
As brancas pombas vão, cortando o ar,
Como um solto collar no azul ethéreo,
Longe do ninho um tecto procurar.
Minha alma é como a solitaria arvore
Onde enxames de loucas illusões
Poisam á noite. Fugitivos hospedes,
Vão-se co'a luz as pombas e as visões.
8--2--87.