«Conto primeiro. Que diz que todos aquelles que rezão aos Sanctos que
roguem por elles, tem necessidade de fazer de sua parte por conformarse
com o que querem que os Sanctos lhe alcancem. Tratase hūa Historia de
hum Ermitão, et hum Salteador de caminhos» (Está en Braga, n. 151).
Cont. II. «Que as filhas devem tomar o conselho da sua boa may, e fazer
seus mandamentos. Trata de hūa que o não fez, e a morte desastrada que
ouve» (Braga, n. 152).
Cont. III. «Que as donzellas, obedientes, devotas e virtuosas, que por
guardar sua honra se aventurão a perigo da vida, chamando por Deos,
elle les acode. Trata de hūa donzella tal que he digno de ser lido»
(Braga, n. 153).
Cont. IV. «Que diz que as zombarias são perjudiciaes, e que he bom não
usar delles, concluesse autorizado con hum dito grave».
Es meramente un dicho sentencioso de un caballero de la Corte de D.
Juan III: «Senhor, não zombo, porque o zombar tem resposta».
Cont. V. «Trata do que aconteceo en hūa barca zombando, e hūa resposta
sotil».
Son zumbas y motejos entre un corcobado y un narigudo, que acabaron mal.
Cont. VI. «Que en toda parceria se deve tratar verdade, porque o engano
ha se de descobrir, e deixa envergonhado seu mestre. Trata de dous
rendeiros».
Historia insulsa que tiende á recomendar la buena fe en los contratos.
Cont. VII. «Que aos Principes convem olhar por seus vassalos, para
lhe fazer merce. E os despachadores sempre devem folgar disso, e não
impedir o bõ despacho das partes. Trata hum dito gravissimo de hum Rey
que Deos tem».
Un Rey justiciero da á un mancebo de Tras os Montes el cargo de
contador del almojarifazgo que tenía su padre, y haciéndole alguna
observación su veedor de Hacienda sobre la inutilidad del cargo, le
replica: «Se nos não havemos mister o contador, o mancebo ha mister o
officio».
Cont. VIII. «Que os Prelados socorram com suas esmolas a seus subditos,
e os officiaes de sua casa lhe ajudem. Trata de hum Arcebispo e seu
veador».
El Arzobispo de Toledo de quien se trata es D. Alonso Carrillo, y el
cuento procede de la _Floresta Española_, como decimos en el texto:
«Vos faço saber que estes que me servem ham de ficar em casa, porque eu
os ey mister, e estes que me não servem, tambem ficarão, porque elles
me ham mister a mi».
Cont. IX. «Que ha hum genero de odios tam endurecido que parece
enxerido pello demonio. Trata de dous vezinhos envejosos hum do outro»
(Braga, II, 154).
Cont. X. «Que nos mostra como os pobres com pouca cousa se alegram. E
he hum dito que disse hum homen pobre a seus filhos» (Braga, II).
Cont. XI. «Do que acontece a quem quebranta os mandamentos de seu pay,
e o proveyto que vem de dar esmolla, e o dano que socede aos ingratos.
Trata de hum velho e seu filho» (Braga, II, 157, con el título de _O
segredo revelado_).
Cont. XII. «Que offerecendosemos gostos ou perda, o sentimento ou nojo
seja conforme a causa, concluindo con elle. Trata hum dito de hum Rey
que mandou quebrar hūa baixella».
Cont. XIII. «Que os que buscam a Deos sempre o achão. Trata de hum
hermitan, e hum pobre lavrador que quis antes un real bem ganhado que
cento mal ganhados» (Braga, n. 156).
Cont. XIV. «Que todo tabellião e pessoa que da sua fe em juizo, deve
attentar bem como a da. Trata hūa experiencia que fez hum senhor para
hum officio de Tabellião» (Braga, n. 158).
Cont. XV. «Que os pobres não desesperem nas demandas que lhe armão
tyrannos. Trata de dous irmãos que competiam em demanda hum com outro,
e outras pessoas» (Braga, 159).
Cont. XVI. «Que as molheres honradas e virtuosas devem ser calladas.
Trata de hūa que fallou sem tempo e da reposta que lhe derão.
Anécdota insignificante, fundado en el dicho de una mujer de Llerena.
Cont. XVII. «Como castiga Deos accusadores, e liura os innocentes.
Trata de hum Comendador que foy com falsidade accusado diante del Rey»
(Braga, n. 160, con el título de _Don Simão_).
Cont. XVIII. «De quam bom he tomar conselho com sabedores e usar delle.
Trata de hum mancebo que tomou _tres conselhos_, e o sucesso» (Braga,
n. 161).
Cont. XIX. «Que he hūa carta do Autor a hūa senhora, com que acaba a
primeira parte destas historias e contos de proveito e exemplo. E logo
começa segunda, em que estão muitas historias notaveis, graciosas, e de
muito gosto, como se vera nella».
Parte 2.ª.
Cont. I. «Que trata quanto val a boa sogra, e como por industria de hūa
sogra esteve a nora bem casada com o filho que a aborrecia» (Braga, n.
162).
Cont. II. «Que diz que honrar os Sanctos e suas Reliquias, e fazerlhe
grandes festas he muito bem, e Deos e os Sanctos o pagão. Trata de hum
filho de hum mercador, que con ajuda de Deos e dos Sanctos veo a ser
Rey de Inglaterra».
Cont. III. «Que diz nos conformemos com a vontade do Senhor. Trata de
hum Medico que dizia: Tudo o que Deos fez he por melhor» (Braga, n.
163).
Cont. IV. «Que diz que ninguem arme laço que não caya nelle. Trata de
hum que armou hūa trampa para tomar a outro, e cahio elle mesmo nella».
Cont. V. «Que diz que a boa mulher he joya que não tem preço, e he
mellior para o homen que toda a fazenda e saber do mundo como se prova
claro ser assi no discorso do conto».
Es un largo ejemplo moral.
Cont. VI. «Que nāo confie ninguem em si que sera bom, porque ja o tem
promettido: mas andemos sobre aviso fugindo das tentações. Trata hum
dito de hum arraez muito confiado».
Cont. VII. «Que nāo desesperemos nos trabalhos, e confiemos em Deos que
nos proverá, como fez a huma Rainha virtuosa con duas irmãas que o nāo
erão, do que se trata no conto seguinte» (Braga, n. 164).
Cont. VIII. «Que o poderoso nāo seja tyranno, porque querendo tudo, nāo
alcança o honesto e perde o que tem. Como se ve em hūa sentença sotil
em caso semelhante» (Braga, n. 165).
Cont. IX. «Que diz que conformes com a vontade de Deos nosso Senhor
lhe demos louvores e graças por tudo o que faz. Trata de hum dito do
Marquez de Pliego, em tempo del Rey Don Fernando Quinto de Castella».
Terceira parte.
Cont. I. «Que todos sejamos sojeitos a razam, e por alteza de estado
nāo ensoberbeçamos, nem por baixeza desesperamos. Trata de hū Principe,
que por soberbo hum seu vassallo pos as mãos nelle, e o sucesso do caso
he notavel» (Braga, n. 166).
Cont. II. «Que quem faz algum bem a outro, nāo lho deve lançar em
rosto, e que sempre se deve agradecer a quem nos da materia de bem
obrar».
Trátase de una carestía de Córdoba. Este cuento, ó más bien dicho
sentencioso y grave contra los que echan en cara los beneficios
recibidos, parece de origen castellano.
Cont. III. «Que diz quanto val o juizo de hum homen sabio, e como por
hum Rey tomar con elle, o tirou de huma duvida en que estava com hum
seu barbeiro» (Braga, n. 168).
El Rey invita á su barbero á que le pida cualquier merced, prometiendo
concedérsela. El barbero le pide la mano de la princesa su hija.
Sorprendido el rey de tal petición, consulta con un sabio, el cual le
aconseja que mande abrir la tierra en el sitio donde había estado el
barbero, porque sin duda habría puesto los pies sobre un gran tesoro,
que le daba humos para aspirar tan alto. El tesoro aparece en efecto,
y el rey lo reparte entre el barbero y el letrado que dió tan buen
consejo. Ignoro el origen de este absurdo cuento.
Cont. IV. «Trata como dous mancebos se quiseran em estremo grao, e como
hum delles por guardar amizade se vio em grandes necessidades, e como
foy guardado do outro amigo».
Cont. V. «Que inda que nos vejamos em grandes estados nāo nos
ensoberbeçamos, antes tenhamos os olhos onde nacemos para merecer
despois a vir a ser grandes senhores, como aconteceo a esta Marqueza de
que he o conto seguinte». (Braga, n. 107, con el título de _Constancia
de Griselia_).
Cont. VI. «Em que mostra de quanto preço he a virtude nas molheres,
especialmente nas donzelas, e como hūa pobre lavradora por estimar sua
honra em muyto, veo a ser grande senhora».
Cont. VII. «Neste conto atraz tratei hūa grandeza de animo que por
comprir justiça usou Alexandro de Medices Duque de Florença com hūa
pobre Donzela, e porque este he de outra nobreza sua que usou com hūa
pobre viuva, a qual he o seguinte» (Braga, n. 169, _O achado da bolsa_).
Cont. VIII. «Em que se conta que estando hūa Raynha muyto perseguida e
sercada em seu Reyno, foy liurada por hum cavaleyro de quem ella era en
estremo enemiga, e ao fim veio a casar com elle».
Cont. IX. «Que mostra de quanta perfeição he o amor nos bōs casados, e
como hum homen nobre se pos em perigo da morte por conservar a hōra de
sua molher, e por a liurar das miserias em que vivia, e como lhe pagou
com o mesmo amor».
Cont. X. «Em o qual se trata de hum Portuguez chegar a cidade de
Florença, e o que passou com o Duque senhor della, com hūa peça que lhe
den a fazer, o qual he exemplo muy importante para officiaes».]
[199] Página 11 de la edición de Francisco Asensio.
[200] Vid. E. Cosquin, _La Légende du Page de Sainte Elisabeth de
Portugal et le conte indien des «Bons Conseils», en la Revue de
Questions Historiques_, enero de 1903.
[201] Á las comparaciones hechas por el primero en sus notas á los
_Awarische Texte_ de A. Schiefner (n. 12) hay que añadir la monografía
del segundo sobre _Quatro Novelline popolari livornesi_ (Spoleto,
1880). Una nota de Teófilo Braga, que excuso repetir (II, 192-195),
resume estas indagaciones. Pero para estudiarlas á fondo, habrá que
recurrir siempre a los fundamentales trabajos de Köhler (_Kleinere
Schriften zur Märchenforschung von Köhler Herausgegeben von Iohannes
Bolte_, Weimar, 1898, pp. 118, 143, 565 y ss.).
[202] _Basque Legends: collected, chiefly in the Labourd, by Rev.
Wentworth Webster_... Londres, 1879, pág. 176.
[203] Recuérdese lo que hemos dicho en la página LVII, nota 2.ª.
[204] Part. 1.ª, nov. XIV. «Alessandro duca di Firenze fa che Pietro
sposa una mugnaja che aveva rapita, e le fa far molto ricca dote».
En el cuento siguiente de Trancoso (VII de la 3.ª Parte) hay alguna
reminiscencia (pero sólo al principio) de la novela XV, parte 2.ª, de
Bandello («Bell' atto di giustizia fatto da Alessandro Medici, duca di
Firenze contra un suo favorito cortegiano»),
[205] En las notas de Valentin Schmidt á su traducción alemana de
algunas novelas de Straparola puede verse, una indicación de ellas.
_Märchen-Saal. Sammlung alter Märchen mit Anmerkungen; herausgegeben
von Dr. Friedr. Wilh-Val. Schmidt. Erster Band. Die Märchen des
Straparola_, Berlín, 1817.
Pero es mucho más completo el trabajo de G. Rua, _Intorno alle
«Piacevoli dello Straparola_ (_Giornale Storico della letteratura
italiana_, vol. XV y XVI, 1890).
[206] Cap. 124. «Quod mulieribus non est credendum, neque archana
committendum, quoniam tempore iracundiae celare non possunt». Ed.
Oesterley, p. 473. Trae copiosa lista de paradigmas en la página 732.
[207] «Pisti è dannato per micidiale, e gli è levato tutto l'
hauere, e son promessi premii a chi l' uccide, o vivo il dà nelle
mani della giustitia; Egli si fà offerire a' Signori, e libera la
familia da disagio, e se da pericolo. (Novella 5, _prima deca_ de _Gli
Hecatommithi_).
[208] «Caritea ama Pompeo, Diego innamorato della giouane, l' uccide;
Ella promette di darsi per moglie a chi le da il capo di Diego. Le moue
guerra il Re di Portogallo. Diego la difende, e fa prigione il Re,
poscia si pone in podestà della Donna, e ella lo pliglia per marito»
(_Novella_ 1ª _seconda deca_).
[209]
Jupiter ambiguas hominum praediscere mentes,
Ad terras Phoebum misit ab arce poli.
Tunc duo diversis poscebant numina votis;
Namque alter cupidus, invidus alter erat.
His sese medium Titan; scrutatus utrumque,
Obtulit, et precibus ut peteretur, ait:
Praestabit facilis; nam quae speraverit unus,
Protinus haec alter congeminata feret.
Sed cui longa jecur nequeat satiare cupido,
Distulit admotas in nova lucra preces:
Spem sibi confidens alieno crescere voto,
Seque ratus solum munera ferre duo.
Ille ubi captantem socium sua praemia vidit,
Supplicium proprii corporis optat ovans.
Nam petit extincto ut lumine degeret uno,
Alter ut, hoc duplicans, vivat utroque carens.
Tunc sortem sapiens humanam risit Apollo,
Invidiaeque malum rettulit inde Jovi.
Quae dum proventis aliorum gaudet iniquis,
Laetior infelix et sua damna cupit.
[210] Vid. T. Braga, II, 27.
[211] Sigo, con algún ligero cambio, la antigua traducción castellana
de Juan Bautista de Morales, impresa por primera vez en 1622.
_Corte en aldea y noches de invierno de Francisco Rodríguez Lobo_...
En Valencia: en la oficina de Salvador Fauli, año 1793. Diálogo X. «De
la materia de contar historias en conversación». Diálogo XI. «De los
cuentos y dichos graciosos y agudos en la conversación». PP. 276-355.
[212] Vid. Serrano y Morales, _La Imprenta en Valencia_, pp. 285-327.
En la pág. 323 de este precioso libro está publicado el testamento de
Felipe Mey, que nombra entre sus hijos á Sebastián, con lo cual queda
plenamente confirmado lo que sobre este punto conjeturó D. Nicolás
Antonio.
[213] _Fabulario en que se contienen fabulas y cuentos diferentes,
algunos nueuos y parte sacados de otros autores; por Sebastian Mey. En
Valencia. En la impression de Felipe Mey. A costa de Filipo Pincinali a
la plaça de Vilarasa._
8.º, 4 hs. prls. y 184 pp.
Aprobación del Pavorde Rocafull, 20 de enero de 1613.--Escudo de
Mey.--Prólogo.
«Harto trillado y notorio es, a lo menos a quien tiene mediana licion,
lo que ordena Platon en su Republica, encargando que las madres y amas
no cuenten a los niños patrañas ni cuentos que no sean honestos. Y de
aqui es que no da lugar a toda manera de Poetas. Cierto con razon,
porque no se habitue a vicios aquella tierna edad, en que facilmente,
como en blanda cera, se imprime toda cosa en los animos, haviendo
de costar despues tanto y aun muchas vezes no haviendo remedio de
sacarlos del ruin camino, a seguir el cual nos inclina nuestra perversa
naturaleza. A todas las personas de buen juicio, y que tienen zelo
de bien comun, les quadra mucho esta dotrina de aquel Filosofo: como
quepa en razon, que pues tanta cuenta se tiene en que se busque para
sustento del cuerpo del niño la mejor leche, no se procure menos el
pasto y mantenimiento que ha de ser de mayor provecho para sustentar
el alma, que sin proporcion es de muy mayor perficion y quilate. Pero
el punto es la execucion, y este es el fin de los que tanto se han
desvelado en aquellas bienaventuradas republicas, que al dia de hoy se
hallan solamente en los buenos libros. Por lo qual es muy acertada y
santa cosa no consentir que lean los niños toda manera de libros, ni
aprendan por ellos. Uno de los buenos para este efeto son las fabulas
introduzidas ya de tiempo muy antigo, y que siempre se han mantenido:
porque a mas de entretenimiento tienen dotrina saludable. Y entre
otros libros que hay desta materia, podra caber este: _pues tiene
muchas fabulas y cuentos nuevos que no están en los otros_, y los que
hay viejos estan aqui por diferente estilo. Nuestro intento ha sido
aprovechar con él a la republica. Dios favorezca nuestro deseo».
Cada una de las fábulas lleva un grabadito en madera, pero algunos
están repetidos.
[214] _Modern Language Notes_, Baltimore, junio y noviembre de 1906.
[215] Para que nada falte á la descripción de tan raro libro, pondremos
los títulos de estas fábulas, con sus moralidades respectivas:
Fábula I. _El labrador indiscreto._ Es la fábula del molinero, su hijo
y el asno, tornada probablemente de _El Conde Lucanor_, cap. 24 de la
edición de Argote.
Quien se sujeta á dichos de las gentes,
Ha de caer en mil inconvenientes.
Fáb. II. _El gato y el gallo._ Hipócritas pretextos del gato para matar
al gallo y comérsele.
Con el ruin son por demás razones,
Que al cabo prevalecen sus pasiones.
Es la fábula 4.ª del «Isopo de la traslacion nueva de Remigio» en la
colección del infante Don Enrique.