Eu já ouvi, de noite,
No pinheiral fechado,
Um fremito soturno
Passando o vento irado:
Assim o murmurio
Do mar, fervendo á prôa,
Com o gemer do afflicto,
Sumido, accorde soa:
E o scintillar das aguas
Gera amargura e dôr,
Qual lampada, que pende
No templo do Senhor,
Lá pela madrugada,
Se o oleo lhe escacêa,
E a espaços expirando,
Affrouxa e bruxulêa.