nos accode com esmolas continuas, desde que abrimos os olhos, até que
deixamos o mundo; pelo baptismo assenta os nossos nomes no livro da
vida; confirma-nos e augmenta-nos depois esse perdão; repete-o tantas
vezes quantas offendemos o Céo; sustenta-nos com o manjar dos anjos; e
accode-nos até com remedios temporaes, á hora em que as portas do
carcere se vão abrir, e a alma sôlta reverter á sua origem.
Mas não só pelo seu exemplo e meios tão indirectos nos persuadiu Deus a
esmola; não é uma simples recommendação, é um dos preceitos mais
rigorosos:--_Ego proecipio tibi, ut aperias manum fratri tuo egeno, et
pauperi qui tecum versatur in terra_: Sou eu, é o teu proprio Deus, quem
te ordena, que abras a tua mão ao necessitado e ao pobre, que lida
comtigo sobre a terra. Esta lei tão clara, tão precisa e absoluta na sua
letra, ¿terá acaso todos esses caractéres que devem sempre manifestar-se
em todas as leis de Deus? Examinemol-a, e seja o proprio Deus quem nol-a
interprete.
É _justa e necessaria_: necessaria muito mais ainda para o bem
espiritual dos bem-feitores, do que para o commodo temporal do
soccorrido. A esmola, segundo Jesu-Christo, é um acto de Religião,
conjuntamente com a oração e jejuns; é pois rigorosamente um meio
expiatorio; é um commercio que temos com Deus por meio do nosso proximo;
é uma agua copiosa (diz o Espirito-Santo) com que apagamos o incendio
das nossas iniquidades; é uma santa usura, em que trocamos bens
superfluos e temporaes por bens inapreciaveis e eternos; são thesoiros
que ficam depositados no seio do pobre, e que d'ali estão sempre
clamando ao Céo em nosso favor; são bolsas que nunca teem de se estragar
nem de esgotar-se, que nunca nos serão roubadas nem podem ser
consumidas; é um seguro para o dia da afflicção; é finalmente um arrimo
a que nos soccorremos para não cahir.
Mais: é _util_, considerada mesmo temporalmente para quem a dá. O
Espirito-Santo o disse tambem nos Proverbios: _Aquelle que der ao pobre,
de nada carecerá; aquelle que desprezar as suas supplicas, cahirá tambem
na pobreza._--Eis aqui, meus irmãos, eis aqui patente o terrivel segredo
da vingança divina, quando aniquilla tantas fortunas que pareciam tão
solidamente estabelecidas: _Dispersit, dedit pauperibus; divites dimisil
inanes_. Sim, porque as maldições, ó ricos do mundo, que o pobre vos
lança em segredo, na amargura da sua alma, são ouvidas com todas suas
imprecações, por Aquelle que o creou, e que nunca d'elle arredará os
seus olhos. Folgae hoje, que, semelhantes ao mau rico do Evangelho,
sereis ámanhan sepultados no inferno, debaixo do peso de vossos
thesoiros; _et sepultus est in inferno_. E se as vossas riquezas vos são
consentidas, muitas vezes é para que principiem o vosso inferno no
mundo. Se pareceis prosperar, é para que a vossa quéda seja mais
espantosa, ou para que os vossos descendentes, que não são culpados nas
vossas iniquidades, não experimentem a punição da vossa dureza, e
recebam juntos esses bens a que irão dar um justo emprego.
¡Ah! meus irmãos, dizei me: ¿vistes vós, pelo contrario, que homem algum
se arruinasse jámais pelas suas larguezas com os pobres? ¿Não é antes
uma verdade, confirmada pela experiencia de tantos seculos, que as
familias de mais caridade são as que mais teem prosperado? Sim, sim, o
Espirito Santo o disse pela bocca do mais sublime de todos os prophetas:
«Se derramares toda a tua misericordia sobre os necessitados, e encheres
de consolação almas que gemiam na afflicção, a tua casa se tornará como
um jardim sempre regado, e a tua prosperidade será tão perenne como a
fonte que a todos offerece os seus licores, e por mais que a bebam nunca
se esgota, nem cessará de correr.» ¿E o Redemptor não disse ainda mais
expressamente: _Date et dabitur vobis_? ¿Não compara elle a retribuição
com que o Céo ha-de corresponder ás nossas liberalidades, com uma medida
avantajada, calcada, de cogulo, a verter de todos os lados, que se nos
vasará para o regaço? ¡Oh! não duvidemos: os bens do misericordioso,
repartidos pelos infelizes, são o azeite e a farinha milagrosa da santa
viuva de Sarepta. Comeu Elias, diz a Escritura, comeu ella e a sua casa;
e desde aquelle dia nunca lhe faltou a farinha no pote, nunca o azeite
do vasinho se diminuia.
Vêde, depois d'isto, ¡que multidão de bençãos as Escrituras não veem
chovendo sobre o homem compassivo e esmoler! O Senhor o conserve, o
Senhor lhe dê uma longa vida, o faça feliz no mundo, o livre das mãos
dos seus inimigos, o allivie no leito da sua dôr. O que dispersar os
seus bens pelos pobres, viverá de seculo em seculo na memoria dos
homens, abençoado será o seu nome, e n'elle se despontarão as settas
envenenadas da calumnia. _Justitia ejus manet in saeculum saeculi.
Exaltabitur in gloria. Ab auditione mala non timebit._ ¿Que significam
tantas promessas, meus irmãos, tantos premios, tanta abundancia de
bençãos, as glorias do Céo e da terra, tudo cumulado sobre o homem
benefico? ¿Que sacrificio tão importante se vai exigir d'elle? ¿a que
lances heroicos o querem persuadir? ¿que perdas soffrerá que cumpra
contrabalançar por premios de tão alta valia? ¿Exige-se-lhe a
mendicidade e a miseria, em que viveram os Apostolos e o Redemptor? ¿um
exterminio de todas as paixões? ¿uma abnegação de todos os prazeres? ¿as
mortificacões da penitencia? ¿a constancia e morte gloriosa dos
martyres? Não, não. Pede-se-lhe só amor e provas de amor para com seu
irmão; pedem-se-lhe só lagrimas e pão para os infelizes. Não se lhe
intima que dê, com prejuizo seu, até o ultimo boccado d'esse pão, mas
empenham-se os titulos mais sagrados da misericordia, e
patenteiam-se-lhe todos os cofres e enchentes da Graça, para lhe pedir
só as migalhas superfluas da sua meza.
¡Grande Deus! ¡que generosidade incomprehensivel a vossa! ¡Remunerardes
como sacrificio uma virtude, e acceitardes como virtude o que nada custa
ao coração! ¡Accumulardes os vossos prémios sobre os prazeres mais doces
da consciencia! ¡Considerardes em mais do que homem a quem só cumprìu
com deveres da humanidade! ¡Avaliardes em tanto um superfluo, que
trasbordamos para o seio do desgraçado, quando já nol-o havieis dado com
essa condição! ¡Acceitardes, finalmente, esses bens frageis, temporaes e
caducos, esses bens que só devemos á vossa liberalidade, como moeda
correspondente em valor ao preço inestimavel dos vossos thesoiros
infinitos!
Mas d'estas elevadas contemplações, em que todos nos deveriamos abysmar,
vós me chamais, meus irmãos, vós me fazeis descer ás profundezas da
vossa miseria, e surprehender nas vossas consciencias um segredo bem
importante. ¿E não adivinho eu quaes teem sido, desde que enunciei o
thema e objecto do meu discurso, os pensamentos de muitos de vós, da
maior parte, ou antes de quasi todos os que me escutais?--«Feliz
(exclama cada um de vós, no seu coração) feliz de mim, se eu podera
soccorrer o meu proximo, que a tão bom barato me veria de posse do Céo.
Porém Deus não me destinou a mim esses premios e bençãos; e se a esmola
fôra um meio indispensavel de salvação, eu me perderia sem remedio, não
por minha culpa, mas por culpa da fortuna. Todos os meus bens
escassamente chegam para a minha sustentação e da minha casa.»--Assim
pensais; assim buscamos pretextos para illudir todos os preceitos até os
mais terminantes e expressos da Religião. Mentis a Deus, aqui, na sua
presença, dentro da sua mesma casa, e, suppondo justificada a vossa
propria crueldade, vos revestis d'aquelle zelo hypócrita do phariseu do
Evangelho, e lançais de travez os olhos para os ricos, que ahi estão
comvosco. Folgais talvez com a sua confusão; e a doutrina da caridade, a
doutrina de tanto amor, só serve de despertar em vós a insolencia, o
desprezo, e o odio. Não permitia Deus que a sua preciosa semente se
perca d'este modo; que só a acceite um pequeno torrão de terra, e que em
vez de produzir os bellos frutos do Senhor, a maior parte do seu campo,
ou quasi todo elle, continue a só desatar-se em cardos e espinhos.
Afugentemos as aves d'esta preciosa sementeira. Arredemos as pedras, e
não consintâmos que fique sem proveito e inculto nenhum pedacinho, por
mais pequeno, da sua terra.
Todos vós podeis dar a esmola, todos, sem excepção, vos achais obrigados
a ella; e esta universalidade constitue, n'aquelle divino preceito, o
seu segundo caracter de lei.
Ha duas especies de esmola (diz Santo Agostinho): uma da bolsa, e a
outra do coração. Tão longe vai, pois, a esmola como a caridade; e para
podermos soccorrer o nosso proximo, basta-nos possuir um coração. ¿Não
tendes dinheiro, mas tendes pão com fartura? Reparti-o por tantos
famintos. ¿Escassamente vos chega o pão, mas tendes algumas roupas
superfluas? Cobri com ellas tantos nús. ¿Nada tendes hoje? Promettei
para ámanhan; enchei de esperanças o seio vazio de todas as consolações.
¿São a caso insignificantes os bens que vos restam para os frutos da
caridade? Offerecei-os assim mesmo; basta que deis só um copo de agua
fria a um dos mais pequenos do mundo, lembrando-vos de que elle é meu
discipulo (vos diz Jesu Christo); este só copo eu vos affirmo que não
ficará sem recompensa. ¿Nada tendes que dar? Reparae bem: ¿Nada tendes
que dar? Lançae bem os olhos de todos os lados. Sondae bem toda a vossa
fortuna. ¿Nada tendes que dar? Se não mentis ao desgraçado, se na
verdade vos achais privado de todo o genero de haveres, ainda possuis
muitos bens em que não reparaveis. São os que existem dentro do vosso
coração. Offerecei-lh'os. Derramae d'elle torrentes de balsamos sobre
todas as feridas dos vossos tristes irmãos. Sois ainda mais rico com o
vosso coração, no meio mesmo da miseria, do que os ricos sem elle,
afogados nos seus thesoiros. Consultae esse coração; ouvi como um
oraculo as suas respostas. ¿Que vos demorais? Segui todos os seus
impulsos.
¿Não tendes com que soccorrer o indigente? Correi á morada do rico.
Entrae affoitos.
Pintae-lhe as miserias do seu semelhante. Mostrae que só os interesses
da humanidade vos dirigiram ali. Contae o que presenciastes com os
vossos olhos. Chorae diante d'elle. Desfazei as calumnias. Reconciliae
as eternas inimizades da opulencia com a miseria, e, semelhantes aos
corvos de Elias, voae á choupaninha faminta do deserto, com o pão e com
a carne, que vos deu essa Providencia, que assim soubestes interessar.
¡Não tendes que dar! Ajudae o vosso proximo, com o trabalho dos vossos
braços. Advogae perante o poderoso a causa do fraco. Desfazei os enredos
e calumnias, que ennegreceram vosso irmão, que lhe roubaram todas as
protecções.
¡Não tendes que dar! Congraçae o homem com o homem, a familia com a
familia.
¡Não tendes que dar! Visitae tantos desgraçados, que gemem por esses
carceres; persuadi-lhes a paciencia, e a resignação evangelica;
confortae-os com palavras doces, com esperanças consoladoras.
Approximae-vos ao leito do enfermo; offerecei-lhe, com mão carinhosa, os
remedios; animae-o com os vossos sorrisos, e fazei que troque os
suspiros da sua dôr e do seu desalento em suspiros de ternura, em
expressões de confôrto; que veja os Céos abertos, e que goze
antecipadamente de premios, que, se não fosseis vós, talvez não tivesse
de possuir.
¡Não tendes que dar! Instrui, na santa doutrina, a tantos meninos, e
ainda a pessoas maiores, que a ignoram. Bemdizei de vosso proximo na
presença, assim como na ausencia. Ajudae-o com as vossas orações.
Nada tendes que dar! ¡Nada tendes que dar! ¡Ah! ainda tendes lagrimas.
São as perolas e os diamantes da alma; e esse thesoiro nunca se esgota
para um christão. Tomae a vós uma parte do seu infortunio, e elles
ficarão menos oppressos. ¡Que esmolas, tanto ou mais preciosas que as do
oiro! ¡De quantos e quantos modos, não sabe reproduzir-se a
beneficencia!
Bemaventurados, disse o Redemptor, todos os que usam de misericordia,
porque elles alcançarão misericordia.
Eis aqui as bençãos e os premios do Céo, recahindo sobre todos vós, sem
exclusão de um só. Ahi vos tendes tão ricos, aos olhos do Senhor, como
esses ricos, cuja dureza lamentaveis, a cujos bens vos promettieis dar
um melhor emprego, se os possuisseis. ¿Quem vos detem? ¿por que não
correis a praticar essas obras de misericordia, que podeis? ¿a
merecerdes essas bençãos e premios, que ha pouco ambicionaveis? ¡Quê!
¡Já se vos affrouxa o zêlo! Sim, o zêlo, que murmura, que reprehende,
que insulta nos outros a infracção dos deveres, em quanto os julga
alheios, esmorece de todo se esses deveres se tornaram proprios; e, por
mais injusta contradicção, as fraquezas, que não perdoamos no mundo,
sendo em nós, já as sabemos desculpar; ¡e quantas vezes não passam de
desculpadas a canonisadas! Pois bem, senhores: se a razão, se a
humanidade, se a justiça, se a consciencia, se os interesses do mundo,
se as bençãos do tempo e da Eternidade, se todos os premios de Deus,
emfim, nada podem comvosco, possam-n-o, ao menos, as suas ameaças,
castigos e maldições, que vão constituir a sua lei perfeitamente
obrigatoria. Eis o seu ultimo caracter.
¿Recusais a misericordia de Deus? Já não tendes que escolher. Só lhe
ficaram as vinganças. Affastae-vos, ó santa familia de infelizes.
Pobresinhos do Senhor, affastae-vos da terra maldita, onde vai chover
fogo e colera do Céo. Para além, para além, é o vosso refugio, á dextra
do Eterno Padre. _Venite ad me, omnes qui laboratis, etc._ ¿Não vos
tinha elle dito que os vossos gritos lhe chegariam aos ouvidos, que as
humiliações se lhes converteriam um dia em triumphos? Sim, sim, ó
famintos, ó sedentos, nus, chorosos, calcados, perseguidos, ¡jubilae!
Vós nunca cessastes de ser os seus filhos muito amados. Eu vou reassumir
todos os thesoiros (vos diz elle) que a minha Providencia repartira
pelos vossos barbaros oppressores. Eu lhes havia dado mais altos meios
do que a vós mesmos de alcançarem a minha gloria, de alcançarem a menos
custo. Os privilegios com que eu os mimosiei, só serviram de os fazer
ingratos e crueis. Frutos mui formosos do meu campo, fostel-o vós, ó
meus pobres; frutos que eu vou recolher e guardar para sempre no meu
seio; elles foram arvores estereis, que, dominando toda a sementeira, a
açoitaram com os ramos, a damnaram com a sombra, a devoraram com as
raizes; infecundas e nocivas eu as arranquei em meu furor; eu vou
lançal-as ao fogo. Retirae-vos de mim, malditos. Precipitae-vos no
incendio eterno, que foi preparado ao diabo e aos seus anjos; porque eu
tive fome, e vós me não déstes de comer; eu tive sêde, e vós me não
déstes de beber; fui peregrino, e não me recolhestes; nu, e não me
vestistes; enfermo e encarcerado, e não me visitastes. Todas as vezes
que despedistes, que calcastes os pequenos do mundo, a mim, a mim o
fizestes.
¡Ah! meus irmãos, possa esta sentença de maldição estampar-se hoje com
letras de fogo e indeleveis nos vossos corações. Este Jesus escondido
nos pobres, este Jesus que por ahi vaga fóra dos templos, coberto de
remendos, macilento, prostrado debaixo do pêso de tantas cruzes, é um
rei de majestade, é um senhor indignado que vos ha-de apparecer em toda
a sua cólera, e de cujas sentenças nunca poderêis mais appelar. ¡Oh!
compadecei-vos d'elle, soccorrei-o emquanto o-vêdes pobre, cahido e
humilhado, para o não experimentardes depois, senhor altivo e vingador.
¡Oh! pobresinhos do Senhor, parabens! o coração me-diz que esta semente
não será perdida, e que terêis hoje ao menos soccorros e consolações.
Pois bem, Senhor. A Vós, recorremos hoje, que ainda é tempo. Aqui
promettemos soccorrer-vos com o que é vosso, a Vós, ó meu Jesus pobre; a
vós, cahido, a vós humilhado, para vos não experimentarmos depois
accusador, testemunha, vingador e inexoravel. Antes que nos-accendais
esses fogos de maldicção, já era nossos corações temos accezos outros,
que muito mais são vossos: os da caridade.
Ó modêlo do bom pae de familias, ajuntae-nos em tôrno da meza do vosso
banquete celestial, aonde se assenta o opulento Salomão a par do Lazaro
mendigo, os grandes com os pequenos da terra, o peccador arrependido com
o justo que nunca vos-offendeu. Reclinae-nos sôbre o vosso seio; e n'um
abraço de eterno amor nos-apertae a todos sôbre o vosso coração
paternal, por todos os séculos dos séculos.
Assim seja.
INDICE
I--A primeira noite na serra 5
II--O sepulchro, ou historia de uma noite
de S. João 11
III--Epistola a João Evangelista Pereira da
Costa 41
IV--O Presbyterio 43
V--A lyra do desterrado 49
VI--Epistola a 51
VII--A romaria 53
VIII--O Domingo gordo dos montanhezes 55
IX--O S. João nas faldas do Caramulo 77
X--O mosteiro 81
XI--Santa Maria Egypcíaca 91
XII--Epistola ao Desembargador Deslandes 97
Notas ao 1.^o volume 99
Additamento 107
Sermão da Esmola ou da Caridade 109
EMPREZA DA HISTORIA DE PORTUGAL Sociedade editora
[Figura]
LIVRARIA MODERNA 95--RUA AUGUSTA--LISBOA
*Notas:*
[1] Verbi gratia na quinta da Domanderes.
Nota do autor.
[2] Descreva-se aqui n'uma nota o encontro que hoje tivemos com o
gallinheiro de Santa Cruz junto ao Val da Gallega, que quiz descarregar
uma espingarda em mim e no poeta, julgando-nos ladrões, pelas muitas
perguntas que lhe faziamos sobre o que levava etc. etc.--Nota do
secretario Augusto.
[3] A Castanheira do Vouga, Bispado de Aveiro, Comarca da Feira, a uma
legua de Agueda.
Nota do autor.
[4] A traducção de parte de Silio Italico pelo Padre Francisco Manoel do
Nascimento (Filinto Elysio.)
Nota do autor.
[5] Traducção da escolha das Fabulas de Lafontaine pelo mesmo.
Nota do autor.
[6] (O poema desappareceu, ou nunca chegou a escrever-se.)
Nota dos Editores.
[7] Josué--cap. XXIV
[8] Juizes--cap. VI.
[9] Foi este fragmento publicado na _Revista Universal Lisbonense_ de 19
de Junho de 1845--Tomo IV, pag. 582.
Os Editores.
Lista de erros corrigidos
Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos:
+----------+---------------------+----------------------+
| | Original | Correcção |
+----------+---------------------+----------------------+
| Volume I | | |
|#pág. 20| a ém | além |
|#pág. 33| «o salto)» | «o salto») |
|#pág. 56| lnes | lhes |
|#pág. 69| fescenino,» | fescenino», |
|#pág. 94| acompapanhal-o | acompanhal-o |
| | | |
| Volume II| | |
|#pág. 45| dextra não | dextra mão |
|#pág. 113| tarrestres | terrestres |
+----------+---------------------+----------------------+