_N. T._
Peço que mates a fome
A este meu povo immenso,
E peço-te, meu Lourenço,
Pelo Santo do teu Nome.
Por hum bom serviço tome
A paga das taes tencinhas.
Pois teve as carnes mesquinhas
Em vivas brazas vermelhas,
Em louvor das suas grelhas
Peço me livres das minhas.
Com esta tenho enviado
Tres cartas, segundo penso,
Ao meu amigo Lourenço:
Nem reposta, nem mandado.
A dôr de que estou tomado
Sim desejo allivialla:
Mas a tua mais me aballa,
E parece mais intensa:
Pois eu sim fico sem Tença;
Porém tu estás sem falla.
_Ao Illustrissimo, e Excellentissimo Senhor Conde de Villa Verde,
andando o A. na pertenção de ser Official da Secretaria de Estado._