SONETO XV.

Passei o Rio, que tornou atraz,

Se acaso he certo o que Camões nos diz,

Em cuja ponte hum bando de Aguazis

Registrão tudo quanto a gente traz.

Segue-se hum largo, em frente delle jaz

Longa fileira de baiucas vís:

Cigarro acezo, fumo no nariz,

He como a companhia alli se faz.

A cidade por dentro he fraca rez,

As moças põem mantilhas, e andão sós,

Tem boa cara; mas não tem bons pés.

Isto, coifas de prata, e de retroz,

E a cada canto hum sórdido Marquez,

Foi tudo quanto vi em Badajoz.

_Á Serenissima Princeza entrando no banho._

Obras posthumas · 第 22 / 99 题