SONETO XIV.

Em quanto o Reino cheio de ternura

Ao grande Bemfeitor te ha consagrado,

E respeita aos teus pés ajoelhado

O Rey Augusto de quem és figura:

Em quanto os que me vencem em ventura

Abrindo o antigo cofre chapeado,

Mandão de prata, e d'ouro recamado

Entretecer a rica vestidura:

Eu que não tenho desta louçania,

De outra sem pejo sahirei composto,

Que não cede á mais fina pedraria.

São ternissimas lagrimas de gosto:

Nem infama o triunfo deste dia

Quem põe por gala o coração no rosto.

_Descripção de­ Badajoz._

Obras posthumas · 第 21 / 99 题