Ao pino da meia-noite
Foi mordomo e foi o rei:
Doblas que deram á velha,
Um conto que nem eu sei.
—‘Mordomo ficae á porta,
Á porta que eu entrarei;
Não me saltem cães na vinha
Em quanto eu vendimarei.’
A porteira o que lhe importa
É a dá-me que te darei...
No camarim da condessa
Veis agora entrar o rei.
Levava um candil acceso;
Era de prata, sabei:
Não ha senão prata e oiro
Na casa de Valderey.
Da vinha as parras são verdes
As uvas maduras sei,
São tão coradas, tão bellas...
D’ellas—quando comerei!