Emfim meia-noite soa:
Dom Sisnando, aguilhoado
Do torpe amor—do peccado,
Impaciente ao prazo voa
Que elle d’amor julga dado.
Como louco, arrebatado
Corre ao leito de Adozinda,
Cego bêja a face linda,
Que decerto não é d’ella,
Mas que não é menos bella;
Ao convulso peito aperta
Aquelle peito formoso...
—Desgraçado, é tempo ainda,
Do cruel sonho desperta,
Que ao precipicio horroroso
Ja te vai a despenhar!...