Quem o sabe?—No castello
Nem a propria mãe, que a adora,
Que pela filha querida
Dera tudo, dera a vida...
Nem a propria mãe sabê-lo!
E como é que Auzenda ignora,
Por que incanto ou maravilha,
Que ao pino da meia noite
Todos os dias a filha
O escuro parque atravessa,
E tenteando a treva espessa
Vai sosinha áquella grutta
Que no mais claro do dia
Ninguem a entrar ousaria?
—Mas vai; não o sabe Auzenda:
N’este segredo fatal
Coisa sobrenatural,
Coisa medonha, tremenda
Ha por certo... oh! que inda mal!