Não é, não é.—Mas Sisnando,
Sem saber onde caminha,
Melancholico e pesado,
Insensivel foi entrando
Pelo bosque immaranhado
Que ao jardim avizinha:
E o silencio, que o seguiu,
Que no espesso coito habita,
Nem um verde ramo agita,
Nem uma folha buliu.
—Á toa por entre as árvores
Sem seguir carreiro ou trilho,
Nem guiado d’um só brilho
De froixa estrella que entrasse
Por tam medonha espessura,
Ora lento e vagaroso,
Ora os passos apressura,
Ja por caminho fragoso,
Ja por vereda macia,
Té que n’um claro onde os troncos
Escasseiam de repente,
E onde pallido e tremente
Seu reflexo a lua infia,
Sem o saber, foi parar.