Mas o outro dia á luz nada
Houve quem visse Adozinda
Debruçada em seu balcão
Haver prática alongada
Co’ aquelle velho ermitão.
Quem sabe o que lhe elle disse?
—Ninguem no castello ouviu:
Mas d’aquella occasião
A alegria lhe fugiu
Dos olhos e do semblante:
Ficou triste, sempre triste;
Mas em seu rosto divino
Fez-se formosa a tristeza.
Como olhos d’amor quebrados
Disseras os olhos d’ella;
Mas não tem d’amor cuidados,
Que a ninguem conhece a bella.