Escrevi esta epistola:
«Senhora.--Vós sois a belleza, de mimosos contornos; eu sou o bello, de
rudes musculos. Vós sois a bonina, que murcha ao primeiro raio do sol;
eu sou o sol, que o diluvio não apagou. Vós sois a debil pastorinha
avergada ao peso dos trevos com que se enfeita; eu sou o vigoroso
camponez, que leva as costas um boi sem lhe sentir o peso. Senhora!
meditai nestas parabolicas palavras! e se julgardes ser a força o amparo
da fraqueza, respondei em carta fechada com endereço a ***, que eu mesmo
a-irei tirar da latinha do escriptorio do _Jornal do Commercio_.»
O remate estragou a epistola.